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21 Out 2018 - 08:30h

O trabalho temporário, aquele com prazo para começar e acabar, deve ter um aumento de 10% no último quadrimestre de 2018. A estimativa é da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) e Caixa Econômica Federal. Esse movimento é influenciado pelas contratações de fim de ano da indústria e comércio. De acordo com a Veja, no último quadrimestre de 2017, o país gerou 394.935 empregos temporários. Para igual período de 2018, a previsão é que sejam criadas 434.429 vagas. Boa parte desses postos serão abertos em novembro pelo comércio, que costuma fazer contratações para reforçar as vendas de Black Friday, Natal e Ano Novo. Para a Asserttem. o emprego temporário é uma chance de recolocação profissional mais rápida e uma porta de entrada para o emprego efetivo. A nova legislação do trabalho temporário, em vigor desde 2017, permitiu ampliar o prazo do contrato de até 90 para até 180 dias, podendo ser prorrogado por mais até 90 dias. Entre os estados com mais postos de trabalho temporário para o período, São Paulo lidera o ranking concentrando 67,27% das vagas estimadas para o fim do ano, 292.230 mil vagas. Na sequência, aparece o Paraná, com 7,41% dos postos de trabalho (32.172) e o Rio de Janeiro, com 25.597 novas vagas.

19 Out 2018 - 12:30h

O pagamento do 13º salário deve injetar mais de 211,2 bilhões de reais na economia brasileira. O dinheiro beneficiará 84,5 milhões de trabalhadores, que receberão um adicional de fim de ano de 2 320 reais em média, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Têm direito ao pagamento todos os trabalhadores com carteira assinada – inclusive domésticos, rurais, temporários e aposentados. Basta possuir 15 dias (ou mais) de serviço prestado. O pagamento do 13º salário pode ser dividido em duas parcelas: a primeira sai até 30 de novembro e a segunda, até 20 de dezembro. Algumas empresas oferecem ao funcionário a possibilidade de receber a primeira parcela junto com as férias. No caso dos aposentados do INSS, a primeira parcela saiu em agosto. Segundo o Dieese, o dinheiro adicional na economia representa cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Do montante a ser pago, 66% será destinado aos trabalhadores formalizados. Outros 34% serão direcionados para aposentados e pensionistas do INSS. O número de pessoas que receberá o 13º salário em 2018 é 0,6% superior ao calculado no ano anterior, quando 83,3 milhões de brasileiros foram beneficiadas.

19 Out 2018 - 11:30h

O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) está atrasando a concessão do salário-maternidade para mulheres que têm direito a esse pagamento. Atualmente, 110.000 mães estão esperando há mais de 45 dias pelo benefício que poderia ser automático desde fevereiro. Ao todo, são 211.000 pedidos de salário-maternidade em espera para análise. Ou seja, mais da metade já está acima do prazo legal para avaliação. Historicamente, o INSS atrasa a concessão de benefícios. Para tentar zerar a fila de espera, o instituto assinou um convênio que permitiria que cartórios enviassem ao Dataprev, órgão que faz a organização dos dados previdenciários, os registros de nascimentos. A partir de fevereiro deste ano, mães de baixa renda poderiam entrar com o pedido de salário-maternidade assim que registrassem seus bebês e passariam a receber o benefício automaticamente. Agora, o INSS atribui os atrasos a duas liminares conseguidas pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB), que estão impedindo a implementação do projeto. De acordo com a Vejan, o pedido de liminar foi feito pelo partido em dezembro de 2017 por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei 13.484/2017. Essa lei, que nasceu da Medida Provisória (MP) nº 776, de 2017, possibilita que cartórios prestem serviços que não estavam previstos em lei. O partido questionou na Justiça a adição de uma emenda à MP estranha ao texto original — os chamados “jabutis”.

18 Out 2018 - 15:30h

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC–Br) avançou 0,47% em agosto na comparação com o mês anterior. O indicador, que é conhecido como “prévia do PIB”, serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Essa é a terceira alta consecutiva. A última queda do indicador foi observada em maio, impactado pela greve dos caminhoneiros. Desde então, a economia cresceu 1,93%, segundo o BC. De janeiro a agosto, a atividade econômica registrou expansão de 1,28%. Na comparação com agosto do ano anterior, o indicador cresceu 2,50%. O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos. É também uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país — a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para acontecer nos dias 30 e 31 de outubro. O PIB é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa a soma de todas as riquezas produzidas e é o índice oficial de atividade do país. O PIB cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre do ano. A expectativa dos economistas consultados pelo BC é que o PIB cresça 1,34% neste ano.

17 Out 2018 - 15:30h

O nível de atividade da economia brasileira registrou expansão pelo terceiro mês seguido em agosto, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central nesta quarta-feira (17). O chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado um tipo de “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), teve crescimento de 0,47% em agosto, comparado com o mês anterior. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes). Quando comparado a agosto de 2017, o IBC-Br cresceu 2,5% (neste caso, sem ajuste sazonal). O nível de atividade já havia registrado expansão em junho (+3,45%) e julho deste ano (+0,65%) – após o tombo de 3,33% em maio, causado pela greve dos caminhoneiros. Os números do BC mostram ainda que, nos oito primeiros meses deste ano, o indicador do nível de atividade registrou uma expansão de 1,28%, sem o ajuste sazonal. No acumulado em 12 meses até agosto, a prévia do PIB (indicador dessazonalizado) registrou crescimento de 1,50%.A próxima divulgação oficial do resultado do PIB será no dia 30 de novembro, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentará o resultado do terceiro trimestre de 2018.

16 Out 2018 - 11:30h

Quase oito em cada dez mulheres brasileiras (78%) que trabalham no campo dizem haver discriminação de gênero no agronegócio. Com esse resultado, a percepção de discriminação no Brasil é maior do que a média mundial (66%) encontrada por estudo realizado em 17 países a pedido da Corteva Agriscience, divisão agrícola da DowDuPont. Os dados do trabalho foram divulgados hoje, quando se comemora o Dia Internacional das Mulheres Rurais, data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ressaltar a importância feminina na agricultura e identificar as barreiras que impedem o crescimento delas no agronegócio. Apenas a metade das entrevistadas se considera tão bem-sucedida quanto os homens e só 42% dizem ter as mesmas oportunidades que os colegas do sexo masculino. Só 38% afirmam poder tomar decisões sobre como a renda é usada na agricultura e no cultivo. De acordo com o estudo, 50% das brasileiras no campo dizem ganhar menos que os homens. O resultado também é maior que os 40% da média global. Das entrevistadas, 44% dizem acreditar que o país levará de uma a três décadas para alcançar equidade entre os gêneros.

15 Out 2018 - 15:30h

A Secretaria da Receita Federal paga nesta segunda-feira (15) as restituições referentes ao quinto lote do Imposto de Renda de Pessoas Físicas de 2018. Este lote também inclui restituições residuais de 2008 a 2017. As consultas foram liberadas no último dia 5. Ao todo, serão pagos R$ 3,3 bilhões para 2.532.716 contribuintes. Desse valor total, R$ 3,157 bilhões referem-se ao quinto lote do IR de 2018, que contemplará 2.459.482 contribuintes. Do valor total de restituições, a Receita Federal informou que R$ 171 milhões referem-se aos contribuintes idosos, com mais de 60 anos, ou com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave, além daqueles cuja maior de renda seja o magistério. Depois dos idosos, contribuintes com deficiência física, mental, moléstia grave ou cuja principal fonte de renda seja o magistério, que têm prioridade no recebimento das restituições, recebem os contribuintes que enviaram a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, se tiverem direito a ela. A Receita Federal recebeu 29.269.987 declarações do Imposto de Renda dentro do prazo legal neste ano, número acima da expectativa inicial de receber 28,8 milhões de declarações em 2018.

15 Out 2018 - 14:30h

Pela quinta semana consecutiva, economistas consultados pelo Banco Central (BC), elevaram suas projeções para a inflação de 2018. A cada alta, fica mais próxima a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do centro da meta de inflação. A mediana das estimativas, apresentadas no Boletim Focus, desta segunda-feira 15 está em 4,43% para 2018 – na última semana, estava em 4,4%. O centro da meta para este ano é de 4,5%. A previsão para 2019, também subiu, de 4,2% para 4,21%, pouco abaixo da meta para o próximo ano – 4,25%. Já, para 2020, a projeção ficou estável em 4%, exatamente no centro da meta válida para esse ano. As projeções para o dólar caíram de uma semana para cá. Agora, os economistas preveem que a moeda americana deva encerrar o ano em 3,80 reais. Na semana passada, o indicador apontava para 3,83 reais. Para 2019, a expectativa é que o dólar fique em 3,75 reais, três centavos abaixo da projeção anterior.

12 Out 2018 - 15:30h

De acordo com um novo estudo da Associação Americana de Psicologia, pessoas consideradas boas não dão tanto valor ao dinheiro quanto as outras. Por isso, elas podem correr maiores riscos de falência e outros problemas financeiros. Os cientistas envolvidos na pesquisa coletaram dados de cerca de 3 milhões de participantes por meio de alguns métodos: dois painéis online, uma pesquisa nacional, informações de contas bancárias e dados geográficos disponíveis ao público. Já se sabia, graças a trabalhos anteriores, que aqueles considerados portadores de personalidades acolhedoras costumavam sofrer por dinheiro. O novo objetivo era investigar se as dificuldades econômicas eram mais comuns entre esses indivíduos por causa de seu estilo de negociação cooperativo ou devido à pequena importância que dão ao dinheiro. Eles descobriram que essas pessoas, por não ligarem tanto para o assunto, tinham grandes probabilidades de gerenciar mal os seus fundos, contribuindo para altos índices de dívidas e poucas poupanças. No entanto, o trabalho apontou também que nem todos esses indivíduos sofrem economicamente, uma vez que a renda entre eles pode diferir. Os piores casos foram encontrados entre os menos endinheirados.

12 Out 2018 - 13:30h

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) causará uma perda de 6,3 bilhões de reais ao caixa do governo e que impactará, sobremaneira, a Previdência Social. Depois de 10 anos, a Corte deu ganho de causa a uma servidora pública que pedia a não incidência de contribuição previdenciária sobre as remunerações do terço de férias, dos serviços extraordinários, do adicional noturno e do adicional de insalubridade. O julgamento estava parado desde 2015, mas já tinha maioria consolidada. Faltava apenas o voto do ministro Gilmar Mendes, que tinha pedido mais tempo em 2016 para analisar o caso. Ele votou contra o pedido da servidora, mas foi minoria. “Não incide contribuição previdenciária sobre verba não incorporável aos proventos de aposentadoria do servidor público, tais como terço de férias, serviço adicional, adicional noturno e adicional de salubridade”, decidiu o Supremo.

09 Out 2018 - 11:30h

O preço da gasolina voltou a subir na última semana, e mais um recorde foi estabelecido. Esta é a quarta semana consecutiva que o combustível alcança uma nova máxima. Segundo relatório divulgado, nesta segunda-feira 8, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do litro da gasolina no país está 4,700 reais, pouco acima do registrado na medição anterior – de 4,652 reais. Antes dessa sequência de recordes, a máxima histórica alcançada pelo combustível havia sido em junho, como reflexo da greve dos caminhoneiros. À época, o litro chegou a custar 4,614 reais. Na última semana, a Petrobras não alterou o preço do combustível, como fez no período anterior. Para os próximos dias, os preços da gasolina nas refinarias vão baixar de 2,2159 reais por litro para 2,1889 reais. O maior valor para o combustível foi encontrado na região Norte, onde um posto vende o combustível por 6,290 por litro. A mínima, por outro lado, foi registrada no Sudeste, a 3,899 por litro. Na média, a região que se destaca pelos menores preços é o Sul. A ANP indica que o valor médio na região está em 4,603 reais por litro. No Centro Oeste, por outro lado, a média é de 4,818 reais por litro, e coloca a região como a mais cara do país.

08 Out 2018 - 11:30h

O Banco Mundial reduziu pela metade a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano. No relatório regional semianual “Sobre Incertezas e Cisnes Negros: Como Gerenciar Riscos na América Latina e Caribe”, divulgado na sexta-feira (5), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 2,4% de 1,2%. Para 2019, também houve diminuição na estimativa para o crescimento do PIB: de 2,5% para 2,2%. No relatório, o Banco Mundial lembra que, no fim de junho, o Banco Central reduziu sua estimativa de crescimento em 2018 para 1,6% (a previsão anterior era de 2,6%), após a greve dos caminhoneiros que paralisou setores da economia.

05 Out 2018 - 15:30h

Estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal aponta que há espaço no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para redução do recolhimento das contribuições pelas empresas e aumento da distribuição do lucro do Fundo para os trabalhadores. Além de formar poupança remunerada para o trabalhador, o Fundo também oferece crédito favorecido para habitação popular, saneamento e infraestrutura urbana. Numa ampla radiografia das contas do FGTS, a IFI avalia no estudo, que será divulgado hoje, que a tendência para os próximos anos é de resultados positivos e elevação do patrimônio líquido, o que abre oportunidade para “algum tipo” de ajuste nas regras do Fundo. Pela legislação atual, metade do lucro do FGTS é revertida anualmente para o saldo das contas vinculadas dos trabalhadores. Este é o segundo ano de vigência da medida, que elevou em mais 1,6% a rentabilidade, fixada em TR (Taxa de Referência) mais 3% ao ano. A principal crítica dos cotistas é a baixa remuneração do Fundo. Uma das opções sugeridas é subir para 100% a distribuição do lucro. Outra alternativa seria a redução do custo das empresas, vinculada a uma contribuição extra de 10% sobre o saldo da conta do trabalhador demitido sem justa causa. O Fundo tem 496 bilhões de reais em ativos e 392,5 bilhões de reais de passivos, que são as obrigações com os trabalhadores. Se as atividades do FGTS fossem encerradas de imediato e os ativos utilizados para quitar suas obrigações, ainda assim sobrariam 104,4 bilhões de reais de patrimônio.

05 Out 2018 - 12:30h

A maioria dos consumidores deve comprar presentes neste Dia das Crianças, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Um terço dos que pretendem gastar está com o pagamento das contas em atraso. Desse total, 69% estão com o nome sujo. De acordo com a pesquisa, 22% admitiram que assumem despesas acima das suas possibilidades financeiras. Entre os que compraram presentes ano passado, 23% ficaram com o nome sujo justamente devido às compras do Dia das Crianças – 16% ainda estão nesta situação. Entre os motivos alegados para comprar, 37% responderam que sentem a pressão das crianças para conseguir os presentes desejados. De acordo com o levantamento, 24% planejam gastar menos com o presente do Dia das Crianças do que no ano passado. As principais explicações para o freio no consumo são o orçamento apertado (34%), o desejo de economizar (24%), o desemprego (18%) e outras prioridades (9%). Só 8% dizem que pagarão contas atrasadas. Para 2018, a expectativa é de que o varejo movimente cerca de 9,4 bilhões de reais. No total, cada consumidor deve desembolsar, em média, 187 reais com presentes. Embora os consumidores estejam cautelosos, a pesquisa mostra que cerca de um terço (30%) pretende comprar dois presentes e 25% apenas um.

04 Out 2018 - 16:00h

A venda de veículos novos no país foi de 213.339 unidades em setembro, crescimento de 7,1% na comparação com o mesmo mês no ano passado, de acordo com dados divulgados hoje (4) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O levantamento leva em consideração veículos leves, caminhões e ônibus. Em relação a agosto, houve queda já esperada de 14,2%, devido ao número reduzido de dias úteis (quatro dias a menos). O acumulado de janeiro a setembro, registrou aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2017. Foram produzidos, em setembro, 223.115 mil veículos, o que representa queda de 6,3% sobre setembro de 2017, reflexo da retração nas exportações para a Argentina, que passa por crise econômica. De acordo com Antonio Carlos Megale, presidente da Anfavea, as montadoras têm ajustado a produção conforme a redução de exportações. Na comparação com agosto, houve queda de 23,5%. A exportação registrou queda de 34,5% em setembro na comparação com o mesmo mês em 2017. Em relação a agosto, a redução foi de 29,7%. No acumulado do ano, a queda foi de 8% em relação ao mesmo período de 2017. A Argentina, que antes respondia por 70% das exportações brasileiras, caiu para 50% no mês passado. A busca por novos mercados para escoar a exportação é vista como alternativa – o Chile aumentou em 22% as importações do Brasil. O número de empregos no setor automotivo mostrou estabilidade, sem variação entre agosto e setembro deste ano. Em relação a setembro do ano passado, foi registrada alta de 3,6%. Em setembro, 132.480 pessoas eram funcionárias de montadoras.

04 Out 2018 - 11:30h

A Receita Federal enviou 16.769 cartas a contribuintes da Bahia que precisam corrigir pequenos erros na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2018 – referente ao ano de 2017. De acordo com o órgão, em todo o Brasil já foram emitidos 383.266 documentos, que devem ser entregues pelos Correios nos próximos dias. A Bahia, que integra a 5ª Região Fiscal ao lado de Sergipe, reuniu 84,8% das cartas enviadas aos dois estados. Segundo o auditor fiscal Rogério Leal Reis, chefe da Divisão de Fiscalização da 5ª Região, “os comunicados foram enviados para um grupo de contribuintes que pode ter cometido erros mais simples, mas qualquer pessoa pode acessar o site da Receita e corrigir a informação enviada”. Ainda de acordo com ele, a retificação é utilizada, principalmente, para corrigir problemas como a “omissão de rendimentos, de titular ou de dependente, imposto retido informado a maior, dependentes que não preenchem os requisitos, despesas médicas, planos de previdência privada”. Segundo a Receita, o estado de São Paulo, que compõe sozinho a 8ª Região Fiscal, foi o que mais recebeu cartas para retificação das declarações: 123.245, número que corresponde a 32,2% do total enviado para todo o Brasil. Em segundo lugar aparecem Rio de Janeiro e Espírito Santo, que juntos vão receber 52.677 documentos.

02 Out 2018 - 12:30h

A Black Friday deste ano no Brasil, marcada para 23 de novembro, deve movimentar 2,43 bilhões de reais, de acordo com levantamento da Ebit/Nielsen. O valor é 15% acima do observado em 2017. O número reflete as estimativas para crescimento no volume de itens comercializados, quatro milhões, e no valor médio das vendas, 607,5 reais. Segundo a Ebit/Niesel, a Black Friday se consolida como um evento do comércio eletrônico. No ano passado, aproximadamente 52% das compras foram feitas por meio de canais eletrônicos. Atualmente, o evento perde apenas para o Natal como a principal data do e-commerce brasileiro. Enquanto que as compras que precederam o Natal somaram nove bilhões de reais no ano passado, as da Black Friday somaram 2,11 bilhões de reais. Apesar da proximidade entre datas, ela não representa perigo para as vendas de dezembro, já que é, majoritariamente, usada para compras de uso próprio. Apenas 26% das pessoas disseram que pretendem comprar algo para a família na Black Friday e 20% para dar de presente. De acordo com dados do Google, cerca de 70% dos consumidores brasileiros devem fazer ao menos uma compra na ocasião.

02 Out 2018 - 11:30h

Desde novembro de 2017, as empresas já realizaram 109,5 mil demissões em comum acordo com seus funcionários. Implementado na reforma trabalhista, essa modalidade de desligamento vem crescendo conforme a regra se consolida no âmbito das relações entre empregados e empregadores, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em janeiro, as demissões acordadas representavam 0,78% do total de desligamentos registrados. Em agosto, esse tipo de saída passou para 1,21% do total. Ainda que pequena a relação, o total de acordos desse tipo cresceu 60% na comparação entre agosto e janeiro – ao passo que o total de desligamentos aumentou apenas 3%. A possibilidade foi criada na reforma trabalhista, vigente desde novembro do ano passado. A demissão por acordo possui regras específicas, que podem desonerar alguns dos gastos do empregador em detrimento ao que o trabalhador teria para receber em uma rescisão comum. O empregado recebe apenas 50% dos valores do aviso prévio e da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – em vez de 40%, recebe 20% do saldo da conta. Em caso de demissão comum, o patrão pagaria uma multa de 40%, o que costuma elevar o custo do desligamento. O trabalhador também recebe apenas 80% dos recursos depositados por seu empregador no FGTS. Os 20% restantes permanecem no fundo, rendendo juros.

24 Set 2018 - 16:30h

A dívida pública federal, que inclui os débitos do governo dentro do Brasil e no exterior, subiu 0,98% em agosto, para R$ 3,785 trilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta segunda-feira (24). Em julho, a dívida somava R$ 3,748 trilhões.  O aumento da dívida pública em agosto está relacionado unicamente com as despesas do governo com juros, que somaram R$ 42,71 bilhões. Isso porque o resgate de títulos públicos superou as emissões de novos papeis em R$ 5,88 bilhões. Se a emissão de papeis ficasse acima dos resgates, a dívida teria registrado crescimento maior. A dívida pública é a emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar por despesas que ficam acima da arrecadação com impostos e tributos. Em todo ano passado, a dívida pública teve aumento de 14,3%, segundo números oficiais. A expectativa da Secretaria do Tesouro Nacional é de uma nova alta em 2018, podendo chegar a quase R$ 4 trilhões no fim do ano.

21 Set 2018 - 14:30h

A arrecadação com impostos, contribuições e demais receitas teve crescimento real (acima da inflação) de 1,08% em agosto deste ano e atingiu R$ 109,751 bilhões, informou nesta sexta-feira (21) a Secretaria da Receita Federal. Foi o maior valor para meses de agosto desde 2014, ou seja, em quatro anos. No mesmo mês do ano passado, a arrecadação federal somou R$ 108,576 bilhões (valor corrigido pela inflação). De acordo com a Receita Federal, o mês de agosto também foi o décimo mês consecutivo em que a arrecadação federal teve crescimento real frente ao mesmo período do ano anterior. A última queda foi em outubro do ano passado, mas o resultado foi influenciado pela receita extra com a chamada “repatriação”, em outubro de 2016. A alta da arrecadação acontece em um momento de reaquecimento, ainda que mais fraco do que esperado, da economia, que saiu da recessão no ano passado – quando o Produto Interno Bruto (PIB) registrou um crescimento de 1%, depois de dois anos de recessão. Os valores arrecadados também estão sendo influenciados positivamente pelas receitas com “royalties” do petróleo – por conta da alta do preço do produto no mercado internacional. Em agosto deste ano, a arrecadação dos “royalties” subiu 24,63% em termos reais (acima da inflação), para R$ 2,56 bilhões.