Omissão do estado e do município põe Brumado na zona de risco do calazar

16 Mai 2017 - 16:00h

Sem uma equipe maior para o combate, a Vigilância Epidemiológica (Vigep) de Brumado não sabe mensurar a quantidade de cães contaminados com calazar no município. Diante da omissão do estado e do município com relação ao assunto, nos últimos anos, o setor tem atendido apenas a uma demanda espontânea de algumas dezenas de proprietários de cachorros que levam seus animais para serem examinados no setor. Segundo apurou o site Brumado Notícias, além da falta de material humano, o município está há mais de dois meses sem receber os equipamentos para teste que ajudam a agilizar as informações sobre o estado de saúde do animal sob suspeita. Em Brumado, é grande a população canina e a Vigep não consegue contabilizar o tamanho da porcentagem de risco no município. 

Todos os dias são registradas várias matilhas perambulando pelas ruas e uma outra parcela convive nas casas com seus donos, sendo uma ameaça para as famílias e a saúde pública. Além da ausência do estado, o poder público local também se omite em tomar medidas preventivas no controle da doença que pode ser transmitida à comunidade. Prova disso é o novo canil municipal, construído fora dos padrões indicados pela associação protetora dos animais. A obra foi inaugurada no final da última gestão, porém o local é considerado inapropriado para manter os animais recolhidos, uma vez que não conta com muros de contenção. No mês de março foi registrado um caso suspeito de uma pessoa contaminada com a doença - os exames ainda aguardam resposta do laboratório de pesquisas.

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