Gerar um bebê de óvulo doado impacta na relação com o filho

10 Out 2018 - 10:30h

Mulheres que geram bebês com óvulos doados se conectam de forma diferente com os filhos, aponta estudo publicado recentemente na revista Child Development. Os pesquisadores informam que elas demonstram pequenas diferenças no relacionamento durante as interações, além de parecerem menos sensíveis ao comportamento da criança. Já os bebês estão menos propensos a envolver a mãe nas brincadeiras. “O estudo sugere que pode haver algumas diferenças na qualidade das relações entre pais e filhos nas famílias que tiveram filhos por doação óvulos em relação a outras formas de engravidar por reprodução assistida”, explicou Stuart Lavery, especialista em fertilidade do Imperial College, na Inglaterra, ao Daily Mail. Para chegar a esta descoberta, os pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, entrevistaram 85 mulheres com filhos gerados por doação de óvulo e cujos parceiros eram os pais biológicos das crianças. Destas mulheres, 73 desconheciam a identidade da doadora e 12 estavam cientes. A equipe também filmou, durante dez minutos, a interação entre as mães e os bebês, com idade entre seis e 18 meses. Os resultados foram comparados com análise interativa de 65 mulheres cujos filhos foram gerados com óvulo próprio. A equipe notou que as mulheres que usaram óvulos doados sorriam menos, reagiam menos a comportamentos infantis como apontar para um brinquedo — em alguns casos, elas se mostraram entendiadas. Também foi observado menor habilidade no planejamento de brincadeiras. Já as crianças eram menos responsivas, fazendo menos contato visual, sorrindo menos e geralmente não envolviam tanto as mães durante as atividades.

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