Brumado: Vereadores questionam editais de licitações de obras desertas com revogações

13 Ago 2019 - 09:00h

A prefeitura de Brumado tem justificado a dificuldade em iniciar importantes obras devido à falta de interesse de empreiteiras em participar de licitações públicas para as mesmas. O assunto entrou em debate na sessão da Câmara de Vereadores, na última sexta-feira (09), após a vereadora Ilka Abreu (PR) citar dificuldades na recuperação da pavimentação em frente ao prédio do Caic, no Bairro Malhada Branca. Na oportunidade, o vereador José Ribeiro Neves (PT) referendou que vem acompanhando os processos licitatórios e percebeu a revogação de muitas licitações por falta de empresas concorrentes, o que foi denominado de licitação deserta. Dentre as quais, o parlamentar fez referência às obras de recuperação da Rua Exupério Pinheiro Canguçu e a reforma da Praça Armindo Azevedo, ambas no centro da cidade. O assunto foi reforçado pelo presidente da mesa diretora da casa legislativa, Leonardo Quinteiro Vasconcelos (PDT), autor dos projetos de pavimentação asfáltica entre a BR-030 e o Distrito de Samambaia, que passou pelo mesmo entrave e só agora está sendo concluída. Ele chamou atenção para o trecho complementar entre Samambaia e Ubiraçaba, que já conta com pouco mais de R$ 1,6 milhão de verba disponibilizada para execução da obra, porém as empreiteiras não têm comparecido ao pregão licitatório. Neste contexto, o vereador José Santos (Sem Partido), o Santinho, revelou que muitos empreiteiros estão preferindo concorrer a obras de pavimentação fora de Brumado, onde há maior valorização da prestação de serviços, uma vez que o município paga um valor inferior comparado aos municípios circunvizinhos. “Parece até cômico, porém sabemos que os valores pagos em Brumado não estão sendo satisfatórios, não dão lucro aos empreiteiros, pois tem muita gente querendo enriquecer através dos serviços públicos. Enquanto que em Brumado se paga R$ 50 por m³ de pavimentação, nos demais municípios é pago em média R$ 65”, destacaram.

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