Em nova pesquisa, humanidade começa a explorar o Sol

06 Dez 2019 - 13:30h

No último dia 4, quarta-feira, a espécie humana começou oficialmente a exploração da estrela mais próxima da Terra: o Sol. Devido a informações enviadas pela sonda Parker, da Nasa, cientistas estão revendo diversas teorias sobre o espaço. As descobertas foram publicadas em quatro artigos na revista científica Nature. Trata-se da sonda que mais perto chegou da estrela até agora — feito possível apenas graças ao revestimento de carbono de 11 centímetros de grossura que envolve a máquina. Por causa dele, a sonda é capaz de enfrentar temperaturas de quase 1,4 mil graus Celsius — muito inferiores às da superfície solar, mas suficientes para orbitar o astro. A Parker Probe, como é chamada pelos pesquisadores, foi lançada ao espaço em 2018 e custou aproximadamente 1,5 bilhão de dólares (o equivalente a mais de 6 bilhões de reais). Os responsáveis pelo projeto são da renomada Universidade Johns Hopkins (EUA). E quais foram os frutos desse investimento bilionário? O maior avanço obtido pela sonda até agora foi relativo ao vento solar, nome dado a uma corrente de partículas energizadas que são emitidas pelo Sol e flutuam pelo espaço. A Parker Probe capturou a melhor visão que se tem até o momento do local de nascimento do vento solar, na superfície do astro. Além disso, as informações repassadas pela máquina indicaram que a rotação dessa corrente é muito mais rápida do que se esperava, e chega aos 50 quilômetros por segundo (em contraste, os cientistas estimavam sua velocidade em alguns poucos quilômetros por segundo). A revelação tem feito com que os especialistas se perguntem se uma de suas teorias sobre estrelas está equivocada. A ideia mais aceita até agora era a de que, ao envelhecer, os astros diminuíssem a velocidade da rotação. No entanto, a descoberta de que o vento solar é bem mais rápido do que se pensava pode sugerir que isso nem sempre é verdade, e que o Sol está girando cada vez mais rápido. Até agora, Parker deu três voltas ao redor do Sol. No final da missão, em 2025, é esperado que ela complete a órbita 21 vezes. Por enquanto, resta aos astrônomos esperar para ver quais outros enigmas podem ser resolvidos com a ajuda da sonda.

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