Achei Sudoeste




Aumento assustador na infestação do aedes-aegypti coloca Brumado em risco de epidemia

11 Jan 2018 - 08:00h

Os agentes de endemias do município de Brumado alertam a comunidade quanto ao crescimento assustador da infestação do mosquito aedes-aegypti, transmissor da dengue, zika, febre amarela e chikungunya. Embora nem a coordenação de endemias da Vigilância Epidemiológica (Vigep) e tampouco a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) tenham se manifestado sobre um levantamento oficial, o trabalho de campo tem apontado uma elevação considerável nas áreas cobertas pelos agentes. Em localidades como o Bairro São Félix e adjacências, bem como o Bairro Dr. Juracy, foram coletadas várias amostras da larva do mosquito já em estado de pupa, prontos para eclodir. Além disso, as condições climáticas nos últimos dias têm favorecido a elevação da infestação do mosquito. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, os agentes disseram que uma ação emergencial imediata precisa ser adotada pelo núcleo da saúde local, pois está desenhado o cenário para uma epidemia que poderá acometer grande parcela da população. O setor de combate à dengue na cidade conta apenas com 22 agentes de endemias, quando o município carece de mais de 60 para cobrir a sede e as comunidades rurais. Com apenas 1/3 da força operacional, vários bairros estão sem a cobertura de controle do setor de endemias. A situação é ainda pior nas comunidades rurais, que há anos não recebem uma visita dos agentes de combate a endemias. Além das cobranças de investimentos, os agentes clamam por ações práticas de conscientização da população brumadense. “Podemos ter mil agentes de campo, mas se não houver um comprometimento da própria comunidade com a causa todo esforço terá sido em vão, pois os principais agentes de combate ao mosquito são os próprios moradores. Quem tiver amor por seus familiares e vizinhos com certeza vai entender a mensagem e agir”, disse um dos agentes.