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Anvisa recolhe 200 lotes de medicamentos para hipertensão

10 Mai 2019 - 17:30h

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decretou o recolhimento de cerca de 200 lotes de medicamentos para hipertensão arterial (pressão alta) em todo o país. A medida foi adotada após detecção de impurezas no princípio ativo (sartanas) utilizado na fabricação de remédios como losartana e valsartana. Segundo a entidade, essas impurezas foram classificadas como potenciais carcinogênicos para seres humanos, ou seja, a exposição em longo prazo eleva o risco de desenvolver câncer. A lista de medicamentos e lotes recolhidos pode ser encontrada no site da Anvisa. A agência ainda informou que o recolhimento atinge lotes específicos e é uma estratégia adotada em vários países para os mesmos produtos. No Brasil, foram determinadas 14 suspensões de três insumos (losartana, valsartana e irbesartana) de dez fabricantes internacionais. Para aquelas que o recolhimento foi anunciado, também ficam suspensos a fabricação, importação, distribuição e uso dos insumos farmacêuticos ativos com suspeita de contaminação. A Anvisa ainda estabeleceu a fiscalização de todas as empresas fabricantes de medicamentos contendo ‘sartanas’ disponíveis no mercado brasileiro. Até agora, foram verificadas 29 farmacêuticas e 111 medicamentos comercializados em 2018, com cerca de 200 lotes recolhidos. Entre as companhias com lotes suspensos estão a EMS e a Medley.“É importante notar que essa é uma ação conjunta, que envolve esforços da Anvisa e de todos os fabricantes dos medicamentos, que estão ajudando a detectar quais são os lotes afetados pelo problema e voluntariamente recolhendo os produtos do mercado”, esclareceu Ronaldo Gomes, da área de Inspeção e Fiscalização Sanitária (GGFIS) da Anvisa, em nota.