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Brumado: Zé Luiz avalia gestão de Aguiberto e diz que aliança do prefeito com Marizete é possível para 2016

04 Fev 2015 - 12:00h

Vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Brumado, José Luiz Alves Ataíde, que já exerceu mandatos como vereador e presidente da câmara local e foi vice-prefeito no primeiro mandato do ex-prefeito Eduardo Vasconcelos (PSB), concedeu entrevista ao site Brumado Notícias. Ele fez uma avaliação da administração do prefeito Aguiberto Lima Dias (SD). O petista aponta que houve queda de receita e só do fundo de participação foram cortados R$ 400 mil. Para ele, o atual prefeito está engessado no que se refere à realização de investimentos de grande estruturação para o aquecimento da economia local e geração de emprego. Do ponto de vista de Ataíde, Aguiberto faz uma administração tímida. “Ele está fazendo apenas o feijãozinho com arroz com relação à manutenção dos serviços já existentes. O prefeito ainda não mostrou a sua cara no que tange a apresentar projetos ambiciosos, que sejam estruturantes para o aquecimento da economia e geração de emprego. A administração ainda está tímida, deixando a desejar. Do jeito como está ela findará seu mandato sem um grande projeto estruturante, apenas a manutenção dos serviços já existentes”, afirmou o petista. Sobre as eleições do próximo ano, o ex-vice-prefeito declarou que está cedo para avaliar os nomes e o cenário das disputas, porém ele acredita que o atual momento é desfavorável ao prefeito. 

“O momento não é favorável ao prefeito, mas pode haver um choque de gestão na busca de geração de recursos e com isso Aguiberto pode conseguir reestruturar seu governo, o que daria um giro no cenário da política local”, reiterou. O petista destacou ainda que há no município três grupos que encabeçam a política local: o bloco petista comandado pela suplente ao senado, Marizete Pereira, o bloco liderado pelo ex-prefeito Eduardo Vasconcelos e o bloco liderado pelo prefeito Aguiberto Lima Dias. Perguntado sobre uma aliança entre Aguiberto e Marizete, José Luiz disse que a política pode proporcionar tal reviravolta. “O quadro político ainda não está definido. A política está em constante mudança. O cenário hoje é um, mas amanhã acontece um fato novo que muda tudo. O quadro ainda está escuro. Na política tudo é possível. A política é a arte de administrar divergências, a convergência na divergência, ainda mais quando se trata de pessoas que têm um histórico de serviços prestados. Não vejo dificuldade de no futuro haver uma aliança nesse sentido. No momento ainda não existe essa perspectiva, não temos hoje esse encaminhamento, mas não acho impossível de acontecer”, concluiu o petista.