
Dois fatores concorrem para escrever algumas linhas sobre a história contemporânea brasileira, cujas conclusões precipitadas ou antecipadas já estão anunciadas no título conferido a esse texto. O primeiro é o lançamento recente da biografia do Marechal de Exército HENRIQUE LOTT, denominada “O Soldado Absoluto, uma biografia do marechal Henrique Lott” escrita com esmero e profundidade pelo historiador Wagner William e a relação servil e interessada dos militares das três Forças (Terrestre, Aérea e Naval) com o atual Presidente da República que sem nenhuma implicância pessoal, vem desde o primeiro dia do mandato presidencial tentando transformar as Forças Armadas em uma milícia particular a serviço dos seus nítidos propósitos golpistas. As resistências até agora são tênues e tímidas. Nenhuma voz autorizada da caserna veio a público defender o Estado de Direito e tranquilizar o Brasil e o mundo de que não teremos nesse 2022 uma nova aventura golpista. Conclusões tão graníticas sobre as Forças Armadas, exigem uma volta ao passado. Para não nos perdemos em linhas tão apertadas no oceano de fatos e do tempo, fixaremos como marco inicial dessa breve nota histórica ao episódio que ficou conhecido como “Revolta dos 18 do Forte de Copacabana” até os dias atuais, deixando, propositadamente de lado, sem maiores atenções, as denominadas Revoltas de Aragarças e Jacareacanga, embora ambas tenham tisnado a imagem do que chamaremos genericamente de Forças Armadas, cuja vocação democrática nunca convenceu a nenhum historiador.