
Mais de 158 milhões de eleitores brasileiros voltam às urnas neste domingo (25) para definir a disputa pela Presidência da República mais acirrada da história recente do país. O contingente de votantes reúne mais de 136 milhões de pessoas cujo voto é obrigatório por lei, além de uma fatia de aproximadamente 22 milhões de cidadãos que têm o voto facultativo e podem participar por escolha própria.
Entre os votantes facultativos, destacam-se dois grupos que viraram alvos estratégicos das campanhas nesta reta final: os jovens de 16 e 17 anos e os idosos acima de 70 anos. Mobilizados ativamente ao longo do pleito em torno das candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esses eleitores ganharam protagonismo nas estratégias de convencimento e reforçam a mobilização das bases nas ruas e redes sociais.
Outro ponto decisivo para o resultado do pleito é a contenção da abstenção, que ultrapassou a marca de 33 milhões de ausências no primeiro turno — equivalente a 21,08% do eleitorado apto, o patamar mais alto registrado desde 1998. Diante de margens estreitas de intenção de voto, atrair quem deixou de comparecer há poucas semanas tornou-se prioridade máxima para as duas chapas.
A Justiça Eleitoral reforça que cada turno de votação constitui um pleito independente. Com isso, os eleitores que não compareceram ou justificaram ausência no primeiro turno permanecem em situação regular para exercer o direito de voto neste domingo, bastando comparecer à respectiva seção eleitoral com documento oficial com foto ou por meio do aplicativo e-Título.