
Sem disfarçar os ciúmes da bancada de oposição que foi recebida em audiência pelo Governador Jerônimo Rodrigues na última sexta-feira, o vereador Renato Santos Teixeira, em seu primeiro pronunciamento após eleito, preferiu, ao invés de chamar seus pares à unidade em prol da população brumadense, fazer provocações aos seus adversários políticos, tripudiando do vereador Rey de Domingão e desdenhando da vereadora Verimar do Sindicato. O novo presidente do legislativo brumadense ainda acusou o governo estadual de utilizar de uma “mão invisível”, e em tom de censura mandou um recado para o governador Jerônimo que estava “pronto para o diálogo” e que não é de fazer “politicagem”, se colocando à disposição do chefe do Executivo estadual, caso o governador tenha “verdadeiramente tanto interesse em Brumado e no crescimento de Brumado”. Ao tomar conhecimento de tais declarações, de imediato pensei: “Quem o vereador Renato pensa que é para dizer ao governador Jerônimo quem ele deve ou não deve receber em seu gabinete?”. Houve um tempo na Bahia em que vereadores e prefeitos só eram recebidos no Palácio do Governo em Salvador se fossem da mesma corrente política do governador. Era a regra nos tempos de ACM e, mesmo nos interregnos das gestões carlistas, este costume era adotado como uma cultura política. Isso só veio a mudar quando Jaques Wagner assumiu em 2007, inaugurando um período de relação democrática e republicana com os prefeitos e vereadores dos 417 municípios baianos, independente da filiação partidária de cada agente político. Esse modo de governar e fazer política é uma marca das gestões petistas no Estado.