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Brumado: Prefeitura inicia obras no Mercado Municipal, mas feirantes reclamam dos novos pontos

26 Ago 2013 - 11:30h

As obras de construção do estacionamento na área do entorno da Cesta do Povo, em Brumado, tiveram início na manhã desta segunda-feira (26). Para dar início a obra, a prefeitura está removendo os feirantes que atuavam na região para dentro do Mercado Municipal. O deslocamento tem gerado muitas reclamações dos barraqueiros por conta do tamanho dos pontos que estão sendo disponibilizados provisoriamente pela administração do Mercado. “Minha barraca lá em cima é de 4x5 metros, mas aqui eles estão me dando um ponto de 1,5 x 2 metros. É correto que a obra seja feita e queremos que nossa cidade fique mais bonita, mas a prefeitura não se organizou para atender o nosso lado. Não aceitamos essas condições que estão nos dando”, afirmou o feirante Leandro Porto. Em entrevista ao site Brumado Notícias, Dona Damiana Conceição, que há 20 anos mantém uma barraca na área onde será efetuada a obra, também cobra melhores condições de trabalho. “Recebemos muitas mercadorias e, às vezes, a gente senta pra cortar as verduras e o freguês tem a liberdade de escolher melhor as frutas, mas esse ponto aqui só cabe uma banca para coentro e alface. Queremos apenas condições dignas de trabalho”, emendou a feirante. 

Os barraqueiros compareceram a administração do Mercado, onde estava sendo realizado o sorteio dos novos pontos, e o administrador Manoel Gonçalves explicou aos comerciantes que os pontos disponibilizados são provisórios. Segundo ele, após o término da obra, a prefeitura realizará uma reforma dentro do Mercado, na área onde anteriormente funcionava o açougue. “Não enviamos os barraqueiros para estes pontos por conta da salmoura das carnes que pode prejudicar os hortifrutis e porque esses pontos estão deteriorados. Por isso improvisamos os pontos no setor de hortifruti”, esclareceu o administrador. Mesmo com as explicações, os feirantes disseram que vão até a prefeitura protestar por melhores condições de trabalho. Indignado com a situação, o feirante Mabson Aquino afirmou que não há condições de manter as quatro pessoas que trabalham com ele em um espaço tão pequeno. “Queremos o melhor para minha cidade e aprovamos a obra que está sendo feita lá em cima, mas também queremos que a prefeitura e a administração se organizem melhor e nos deem condições adequadas de manter a nossa estrutura de trabalho”, desabafou o trabalhador.