Achei Sudoeste


Brumado: Professores divergem com assessor jurídico do FESEMPRE
Lucas Nunes Santos foi a favor da proposta de reajuste dos professores de 8,68% oferecido pela prefeitura municipal. (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias).

Parte dos professores municipais de Brumado compareceu à sessão legislativa na Câmara de Vereadores na noite da última segunda-feira (02) para votação do projeto de reajuste salarial apresentado pela prefeitura municipal. A categoria ficou bastante irritada com o assessor jurídico da Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (Fesempre), Lucas Nunes Santos, que, ao ser sabatinado pelos parlamentares, afirmou ser a favor do reajuste de 8,68%, embora os professores tenham rejeitado o percentual. “A categoria decidiu em assembleia não aceitar a proposta da prefeitura, mas eu sou a favor. A minha opinião é para aprovar, pois entendo que 8,68% é melhor do que zero”, disse o assessor. Após a declaração, os professores se manifestaram contrariamente à posição do assessor, que teve de ouvir os protestos na plenária. Depois de o projeto ter sido aprovado, as discussões entre os professores, os assessores da Fesempre e a presidente do Sindsemb, Conceição Machado, que também defendeu o posicionamento dos assessores e a aprovação do projeto da prefeitura, se intensificaram. 

Brumado: Professores divergem com assessor jurídico do FESEMPRE
Professores, assessores do Fesempre e a presidente do Sindsemb, Conceição Machado, entraram em rota de colisão após a aprovação do Projeto de Lei. (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias).

Em entrevista ao site Brumado Notícias, os professores falaram sobre a divergência de posicionamentos. “O advogado e o Sindsemb foram infelizes ao referendar a proposta do prefeito, mesmo contra decisão da categoria em assembleia. Ele [o assessor] deu a opinião pessoal em um momento político em que ele teria de defender a posição da categoria. Com isso, a bancada de situação se apegou a argumentação dele para fazer seus discursos. A opinião dele não reflete os interesses da categoria. Ele foi ingênuo e infeliz ao cair na cilada de uma pergunta da situação”, desabafou a professora Selma Regina, que foi apoiada pelo colega Gilvan Moreira, diretor da delegacia da APLB no município. “A categoria rejeitou a todo o momento o projeto da prefeitura. Não ficaríamos satisfeitos, mas preferimos 0% que os 8,68% da prefeitura, que desobedece a lei. A aprovação foi à revelia da categoria. Vamos reivindicar o percentual que é o piso. A nossa cidade pode viver uma nova eleição por falta de cumprimento da lei. Os vereadores são eleitos para fazer cumprir leis, senão qual respaldo que é passado para a nossa sociedade? Não estamos pedindo um aumento, estamos pedindo o cumprimento do piso que é embasado em lei. A opinião pessoal do assessor ou de quem quer que seja não é válida para nós, se não a for a favor do cumprimento do nosso piso”, declarou o professor. 

Brumado: Professores divergem com assessor jurídico do FESEMPRE
Professores disseram que preferiam 0% que os 8,68% da prefeitura, que desobedece a lei. (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias).

Em sua defesa, o assessor da Fesempre, Lucas Nunes, disse que a sua opinião não interferiu na votação dos vereadores. “Eu passei a posição da categoria, que foi contrária ao projeto, mas eu tenho direito constitucional em qualquer estado democrático de manifestar a minha opinião. É inadmissível um educador dizer o que eu posso ou não posso dizer. Não vejo em hipótese alguma que a minha fala tenha prejudicado a categoria”, afirmou Nunes. Segundo o assessor, o Sindicato já acionou o Ministério Público para fazer com que o município cumpra a Lei do Piso Salarial. 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Achei Sudoeste. É vetada a postagem de conteúdos que violem a lei e/ou direitos de terceiros. Comentários postados que não respeitem os critérios podem ser removidos sem prévia notificação.

Walter Luiz
O Assessor Jurídico foi infeliz, devia ter ficado calado seria mais honesto, pois a sua declaração é contrária à Lei do Piso Salarial. Aliás o Sindsemb não vem defendendo bem a categoria, que pena.