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Brumado: Líder sem terra considera que terras do Santa Inês continuam ocupadas pelo MST
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em contato com a redação do site Achei Sudoeste, um homem que se identificou como um dos líderes do movimento de ocupação das terras da Fazenda Santa Inês, ao lado do campus do Ifba, à margem da BA-148, em Brumado, considerou a ação de reintegração de posse por parte da prefeitura como arbitrária. Ele afirmou que o movimento continuará a ocupação, visto que a reintegração foi uma ação unilateral, apenas da prefeitura, sem registro na comarca local, que utilizou o braço de segurança do estado para seu propósito isolado. Ainda segundo o suposto líder do movimento, as terras já estavam ocupadas há 23 anos pelo MST. Os ocupantes alegam que nesse período de tempo a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) havia solicitado uma medição topográfica da área com o intuito de realizar a entrega de escritura geral do terreno, mas as medições apontaram o terreno como área devoluta, em aberto e sem nenhum posseiro, mas pertencente a mesma área.

Brumado: Líder sem terra considera que terras do Santa Inês continuam ocupadas pelo MST
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Dessa forma, se chegou ao consenso do movimento abrir pequenos lotes para várias pessoas utilizarem para moradia ao invés de uma única pessoa tomar posse para reforma agrária. A voz que se identificou como liderança do grupo, composto por 400 famílias, disse ainda que os ocupantes apenas deixarão as terras educadamente se a prefeitura apresentar uma petição da União dando posse ao Município. Caso contrário, o movimento considerará a administração tão invasora quanto os próprios ocupantes. “É uma ação totalmente arbitrária por parte da prefeitura. Vamos procurar os meios legais e saber de onde saiu a ordem para essa ação de desocupação. A área continua ocupada, pois a prefeitura também não abriu nenhuma licitação para construção desse muro que falam em levantar. Por isso, essa obra deverá ser embargada. O município manda em terra do município e não em terras da União. O muro que for levantado nós derrubaremos”, finalizou.

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