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Governador interino da Bahia critica decisão de Brumado de abandonar uso de máscara

22 Out 2021 - 12:00h

O governador interino da Bahia e presidente da Assembleia Legislativa, Adolfo Menezes (PSD), disse que a decisão da Prefeitura de Brumado, de abandonar a obrigatoriedade do uso de máscaras (veja aqui) foi precipitada e afirmou que não concorda com a medida, mas que vai respeitar. “Estamos em uma democracia e todos os gestores são livres para determinar suas políticas, mas eu acredito que ainda é prematuro. Na Bahia, nós acreditamos na ciência, e a ciência diz que a pandemia tem diminuído na medida em que a vacinação avança, mas nós não podemos relaxar com as medidas”, disse ao jornal Correio. O decreto da Prefeitura de Brumado foi publicado nesta terça-feira (19) e determina o fim do uso obrigatório de máscaras faciais em todo o território da cidade, seja em local aberto ou fechado. O equipamento de proteção segue obrigatório apenas nas instituições de ensino das redes pública e privada do município, para pessoas com sintomas gripais e para indivíduos que estejam infectados pelo novo coronavírus. O documento, assinado pelo prefeito Eduardo Vasconcelos (PSB), afirma que a quantidade de casos de covid-19 diminuiu no município, que desde 3 de setembro não ocorrem internamentos, e que 88% da população recebeu a primeira dose e 58% a segunda. O governador em exercício disse que países que relaxaram demais as medidas de proteção enfrentaram uma nova onda de contaminação e tiveram que voltar atrás nas decisões e adotar restrições mais duras para contar os números. “Infelizmente, ainda está morrendo uma média de 500 irmãos nossos todos os dias no Brasil. Portanto, a pandemia, infelizmente, ainda não acabou. Então, a gente tem que respeitar [a decisão do prefeito] porque estamos em uma democracia, mas não acho que correto tomar medidas como se a pandemia tivesse acabado, sendo que ela ainda não acabou. É uma decisão do prefeito, temos que respeitar, mas eu não concordo”, afirmou.