Achei Sudoeste
Publicado em: 29 Jun 2026 / Há 1 hora
Autor: Redação - Achei Sudoeste

Sazonalidade e festas juninas superlotam UPA de Macaúbas; gestão reforça equipe médica

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Macaúbas tem registrado um aumento expressivo no fluxo de pacientes devido ao período sazonal de inverno, marcado pelo crescimento de síndromes respiratórias, e à proximidade das festas juninas. Diante do cenário de superlotação e de queixas sobre o tempo de espera, o secretário de Saúde, Arlen dos Santos, ao lado do diretor clínico, Mateus Carvalho, e do diretor administrativo da unidade, Daniel Figueiredo, vieram a público explicar a situação e anunciar medidas para mitigar o problema, incluindo o reforço imediato no corpo médico.

Em pronunciamento, as autoridades relataram que a alta demanda gerou episódios críticos recentemente, como uma noite em que mais de 80 pessoas aguardavam atendimento na porta. O fluxo externo coincidiu com três casos gravíssimos nas salas amarela e vermelha, resultando em dois óbitos, o que exigiu que os médicos de plantão priorizassem o suporte à vida em detrimento dos casos ambulatoriais. A gestão ressaltou que a UPA funciona sob o Protocolo de Manchester, que classifica os pacientes por critérios de gravidade e risco iminente de morte, e não por ordem de chegada, o que naturalmente estende o tempo de espera para casos leves em dias de pico.

Para tentar sanar as longas esperas e garantir um acolhimento mais ágil e humanizado, a direção da UPA informou que, nesta segunda-feira(29), a unidade passará a contar com um terceiro médico plantonista de segunda a sexta-feira, além de um reforço extra nos finais de semana. Esse profissional será focado especificamente no setor de ambulatório, dividindo a carga de trabalho com os dois plantonistas de 24 horas que já atuam na linha de frente e que também enfrentam o desgaste físico natural do período atípico.

O diretor clínico, Mateus Carvalho, alertou a população para a importância de diferenciar os sintomas antes de buscar o pronto-socorro, lembrando que a UPA também absorve a demanda de municípios vizinhos. Enquanto sinais de gravidade como falta de ar e febre alta persistente exigem cuidados imediatos na UPA, sintomas mais leves — como dores de garganta e tosses comuns — podem e devem ser encaminhados aos postos de saúde da atenção básica do município, que contam com médicos durante toda a semana. A colaboração dos cidadãos é apontada como fundamental para evitar o estrangulamento do sistema e garantir que os casos urgentes recebam a assistência necessária de forma justa.