Achei Sudoeste
Publicado em: 23 Out 2026 / Há 5 horas
Autor: Redação - Achei Sudoeste

Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão avançado

Foto: Chanakon/AdobeStock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Emrelis (telisotuzumabe vedotina), novo medicamento indicado para o tratamento do câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP). A terapia é voltada para pacientes adultos com o subtipo não escamoso da doença em estágio localmente avançado ou metastático, que apresentem receptor do fator de crescimento epidérmico tipo selvagem, alta superexpressão da proteína c-Met e que já tenham passado por tratamento sistêmico anterior. O CPCNP representa cerca de 85% de todos os casos de câncer de pulmão, sendo que o subtipo não escamoso responde por aproximadamente 70% desse total.

Desenvolvido para atuar de forma direcionada, o Emrelis funciona ao se ligar seletivamente à proteína c-Met na superfície das células tumorais, liberando a substância monometilauristatina E diretamente no interior do tumor para provocar a morte celular. A aprovação teve como base um estudo clínico que demonstrou uma taxa de resposta objetiva de 29,2% na população geral avaliada e de 34,5% no grupo com alta superexpressão da c-Met. A Anvisa destacou que o fármaco oferece respostas duradouras e benefício clínico relevante em uma etapa da doença em que o prognóstico é desfavorável e as opções terapêuticas após a quimioterapia e a imunoterapia são bastante limitadas.

Na mesma decisão, a agência sanitária também aprovou o registro do Poherdy (pertuzumabe), medicamento voltado para o tratamento de pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágios inicial e metastático. Para quadros de doença metastática ou localmente recorrente não operável em pacientes sem tratamento prévio anti-HER2 ou quimioterápico, a medicação deve ser utilizada em combinação com os fármacos trastuzumabe e docetaxel.

Já para o câncer de mama inicial, o Poherdy é indicado em associação com trastuzumabe e quimioterapia em dois cenários principais: como tratamento neoadjuvante (pré-operatório) para casos localmente avançados, inflamatórios ou de alto risco de recorrência, e como tratamento adjuvante (pós-operatório) para pacientes em estágio inicial que também apresentem elevado risco de retorno da doença.