Achei Sudoeste
Publicado em: 19 Out 2026 / Há 4 horas
Autor: Redação - Achei Sudoeste

Uso de canetas emagrecedoras cresce 78% no país e acende alerta para perda muscular

Foto: Divulgação

A crescente busca por medicamentos voltados ao emagrecimento, impulsionada pela popularidade das chamadas “canetas”, acendeu um alerta entre profissionais da saúde para a necessidade de preservar a massa muscular durante o processo de redução de peso. Dados da Associação de Distribuidores Farmacêuticos do Brasil apontam que a comercialização dessas terapias no país cresceu 78,3% entre 2021 e 2025, saltando de 4,1 milhões para 7,3 milhões de unidades vendidas. Somente no ano de 2025, a alta foi de 39,1% em relação ao período anterior, refletindo o avanço acelerado no consumo da substância.

Embora tragam resultados expressivos na balança, os medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 podem provocar uma expressiva degradação de massa magra e da capacidade funcional se não forem combinados com treinos específicos. Segundo Everton Raeda, profissional de educação física e gestor técnico da Rede Alpha Fitness, o treinamento de força desempenha papel estratégico na manutenção da saúde e da força física ao longo do tratamento. O especialista ressalta que o foco do paciente não deve se limitar ao ponteiro da balança, devendo englobar uma visão ampla de funcionalidade corporal e bem-estar.

A recomendação para aliar o tratamento farmacológico a hábitos saudáveis é respaldada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As diretrizes internacionais orientam que o uso de remédios contra a obesidade seja integrado a uma abordagem abrangente de cuidado, contemplando reeducação alimentar, rotina contínua de exercícios e acompanhamento multiprofissional. A prática regular de modalidades como musculação, caminhadas e atividades aeróbicas atua diretamente na manutenção dos resultados atingidos e previne o efeito sanfona no longo prazo.

Especialistas enfatizam que a constância e a progressão gradual dos treinos devem prevalecer sobre rotinas exaustivas ou incompatíveis com o condicionamento de cada indivíduo. A personalização das atividades físicas garante o respeito às limitações individuais e melhora a adaptação ao tratamento medicamentoso, transformando a rotina em um estilo de vida sustentável.

Por fim, o uso de terapias injetáveis exige prescrição e monitoramento médico rigoroso para assegurar a aplicação correta e mitigar riscos à saúde. A combinação equilibrada entre intervenção médica, nutrição adequada e exercícios físicos deve ser enxergada de forma complementar, permitindo que o emagrecimento ocorra com preservação de força, mobilidade e qualidade de vida.