Achei Sudoeste
Publicado em: 22 Out 2026 / Há 5 horas
Autor: Redação - Achei Sudoeste

Bombeiro Mergulhador do 7º BBM faz orientação de segurança no uso de veículos aquáticos

Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Recentemente, uma jovem morreu afogada no Rio São Francisco, em Ibotirama, no oeste da Bahia, após um acidente envolvendo uma embarcação. Ela estava na garupa de uma moto aquática que virou no rio. Em Guanambi, outro jovem morreu afogado nas mesmas circunstâncias.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, nesta quarta-feira (21), o Sargento Marcos, mergulhador no 7º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), com sede em Vitória da Conquista, falou sobre a segurança na navegação com moto aquática e outras embarcações.

O Sargento alertou que as vítimas não estavam usando colete salva vidas no momento da queda da moto. “É muito importante estar com o colete e ter noções básicas de nado para que se possa deslocar até a moto aquática novamente ou até a margem. O colete permite que se flutue na água até que alguém possa vir fazer o resgate”, orientou.

Sem o colete, segundo o mergulhador, esse tipo de acidente pode evoluir rapidamente para um desfecho trágico. Ao perceber a profundidade e que o local não “deu pé”, ele disse que as vítimas costumam entrar em pânico e piorar o cenário. “O risco é imenso”, apontou.

Por fim, o bombeiro destacou que água é fluidez e combina com calma. Nesses casos, boiar é essencial para se manter na superfície até o socorro.

Hoje, cerca de 70% dos casos de afogamento ocorrem em rios, lagos, lagoas, cachoeiras, barragens e represas, ou seja, em água doce. Os 30% restante acontecem no mar (água salgada). Além disso, os homens se afogam 6 vezes mais do que as mulheres.

No Brasil, diariamente, são registrados, em média, 17 óbitos por afogamento, entre adultos e crianças. Os números são altos e preocupantes.