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Parkinson pode ser detectado até 20 anos antes, aponta estudo

21 Jun 2019 - 15:30h

Um novo estudo acaba de revelar que, assim como o Alhzeimer, sinais do Parkinson podem ser detectados no cérebro até 20 anos antes do surgimento dos sintomas da doença, como perda do olfato, constipação, depressão e distúrbios do sono. A descoberta abre espaço para abordagens de tratamento precoce do Parkinson no futuro. Segundo especialistas, alterações nos níveis da dopamina – hormônio que atua na ativação e inibição de atividades cerebrais – podem ser responsáveis pelos problemas motores do Parkinson, sendo, portanto, um indicador da doença. No entanto, o novo estudo, publicado na revista científica The Lancet Neurology, aponta que a queda nos níveis de serotonina – hormônio que regula funções intelectuais, humor e sono – antecedem os da dopamina e, desta forma, podem indicar o risco da doença ainda mais cedo. “Mostramos que mudanças no sistema da serotonina ocorrem muitos antes de os pacientes apresentarem sintomas. Ou seja, a detecção precoce dessas alterações poderia abrir portas para o desenvolvimento de novas terapias para retardar e, finalmente, prevenir a progressão do Parkinson”, comentou Lily Safra, da King’s College London, na Inglaterra. Com base nos achados, a equipe acredita que exames de imagem voltados para investigar o sistema de produção da serotonina podem se tornar uma importante ferramenta para detectar indivíduos com risco de desenvolver a doença, permitindo o monitoramento do progresso, além de ajudar no desenvolvimento de tratamentos mais eficientes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população mundial acima de 65 anos tem Parkinson – uma condição neurológica que pode levar a problemas de mobilidade, tremores e dificuldades de memória. No Brasil, estima-se que o número esteja acima de 200.000 pessoas. Apesar de haver tratamento para a doença, ainda não é possível curá-la ou retardar o seu avanço.