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Bahia amplia vacinação contra a Influenza para toda a população nos 417 municípios Foto: Leonardo Rattes/Saúde GovBA

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) recomenda a ampliação da vacinação contra a influenza para toda a população acima dos 6 meses de idade, desta segunda-feira (8) até o dia 17 de junho. A decisão, tomada em conjunto com o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde, visa elevar os índices de cobertura vacinal em todo o território baiano e garantir uma proteção coletiva, aproveitando o estoque de imunizantes distribuídos às redes municipais para descentralizar o acesso e proteger um número maior de pessoas neste período do ano.

A ampliação do público-alvo acontece com o fim da campanha voltada a grupos prioritários, que foi até o dia 30 de maio, coincidindo com o período de sazonalidade das doenças respiratórias no estado. O imunizante trivalente disponível na rede pública foi atualizado para responder às cepas mais recentes em circulação, incluindo proteção contra os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B, servindo como uma barreira essencial contra o agravamento de quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A coordenadora Estadual de Imunização, Vânia Rebouças, destaca que a vacina é a medida mais segura e eficiente para conter o avanço do vírus e reduzir significativamente o número de casos graves, hospitalizações e complicações fatais decorrentes da gripe. De acordo com levantamento feito em unidades hospitalares, dos atendimentos a pacientes que precisaram de internação em leitos de terapia intensiva (UTI) por conta de SRAG no período de 1º a 25 de maio, apenas 9,89% tinham se vacinado.

Vânia ainda pontua que embora a vacinação agora esteja liberada para o público geral, as pessoas que fazem parte do grupo prioritário como idosos, gestantes, puérperas, crianças menores de cinco anos e portadores de comorbidades devem ir aos postos. De acordo com dados do painel de vacinação do Ministério da Saúde, apenas 35% deste público tomou a dose da vacina em 2026. “São grupos historicamente mais vulneráveis e com mais risco de agravamento, por isso devem buscar a vacina em um posto de saúde do seu município”, alerta.

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Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, distribuição e consumo de medicamentos para controle de pressão e tratamento de câncer de mama. A Resolução 2.238/2026 foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União (DOU).

Um dos medicamentos é o Halaven (mesilato de eribulina) - 0,5mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2ml, fabricado pela farmacêutica United Medical Ltda e utilizado para tratamento de câncer. A empresa comunicou o recolhimento voluntário do Lote 148386 em razão de desvio de qualidade, relacionado ao teor do princípio ativo que estaria abaixo da especificação aprovada.

O outro medicamento é o maleato de enalapril - 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda, usado no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca. A Anvisa informa que houve um erro em relação às embalagens do produto.

As embalagens apresentam equivocadamente a indicação de “10 mg” na descrição de composição, ao invés de “20 mg”, que seria a descrição correta.

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Bahia registra 310 mil crianças com excesso de peso e alerta para obesidade Foto: Reprodução/Fapes

Às vésperas do Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, lembrado no próximo dia 3 de junho, dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) apontam avanço do excesso de peso entre crianças na Bahia. Em 2025, o estado registrou 310.827 crianças de 0 a 9 anos com sobrepeso, obesidade ou obesidade grave, o equivalente a 30% da população acompanhada nessa faixa etária, ou 30 em cada 100 crianças.

O cenário acompanha uma tendência observada em todo o país e no restante do mundo. Dados parciais de 2025 do Ministério da Saúde mostram que o Brasil contabilizou 1.171.916 crianças de até 9 anos com obesidade e outras 783.017 com obesidade grave, correspondendo a 8,94% e 5,97% do público infantil, respectivamente.

As projeções para os próximos anos ampliam a preocupação de especialistas e organismos internacionais: segundo o Atlas Global da Obesidade e a Organização Mundial da Saúde (OMS), a expectativa é que o planeta tenha até 507 milhões de crianças em idade escolar com sobrepeso ou obesidade até 2040. O estudo estima ainda que, até 2030, o Brasil ocupe a quinta posição entre os países com maior número de crianças e adolescentes obesos.

O problema também aparece em levantamentos internacionais recentes. Relatório divulgado pelo Unicef, em setembro do ano passado, informou que, pela primeira vez, a obesidade superou a desnutrição como a forma mais comum de má nutrição entre crianças e adolescentes em idade escolar, atingindo 188 milhões de jovens em todo o mundo, o equivalente a uma em cada dez pessoas nessa faixa etária.

No Brasil, a obesidade já havia ultrapassado a desnutrição antes dos anos 2000. De acordo com o levantamento, o percentual de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos com obesidade passou de 5%, em 2000, para 15% em 2022, enquanto a proporção de jovens com sobrepeso dobrou no mesmo período, saindo de 18% para 36%.

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São Paulo investiga caso suspeito de ebola em homem de 37 anos Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Um homem de 37 anos com sintomas compatíveis com Ebola está internado no Instituto Emílio Ribas, na capital paulista. O resultado para confirmar ou descartar o diagnóstico ainda não saiu.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES), o caso do paciente natural da República Democrática do Congo foi registrado nesse sábado. Ele viajou recentemente para o país de origem e apresentou sintomas da doença, como febre intensa.

O país passa por um surto da doença, classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional.

Não há informações sobre o itinerário ou mesmo a data da viagem do paciente.

De acordo com a secretaria estadual, a análise do caso suspeito é realizada pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).

A coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, Regiane de Paula ressalta que é um caso em investigação.

“As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”. As informações são da Agência Brasil.

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OMS coloca AVC como prioridade global em resolução inédita Foto: Divulgação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde, a primeira resolução da entidade dedicada exclusivamente ao Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A medida estabelece diretrizes para que os países ampliem ações de prevenção, diagnóstico rápido, tratamento de emergência e reabilitação de pacientes.

A decisão ocorre em meio ao avanço da doença no mundo. Atualmente, o AVC é a segunda maior causa de morte global e uma das principais responsáveis por incapacidades permanentes. Dados apresentados durante a assembleia apontam ainda que uma em cada quatro pessoas poderá sofrer um AVC ao longo da vida.

O documento recomenda que os países fortaleçam toda a linha de cuidado da doença, desde o controle dos fatores de risco até o acesso ao atendimento especializado e à reabilitação.

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Sesab faz alerta contra hantavírus e doenças virais e reforça importância da vacinação Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Os casos de hantavírus em um navio de cruzeiro que saiu da Argentina rumo à África provocaram temor em vários países. Apesar de rara, a hantavirose preocupa por sua alta taxa de letalidade e pela rapidez com que pode evoluir para quadros graves.

No Brasil, a doença é considerada endêmica pelo Ministério da Saúde. Isso significa que o vírus circula de forma contínua em determinadas regiões, principalmente em áreas rurais.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a secretária estadual de saúde, Roberta Santana, tranquilizou a população baiana. “Há 13 anos, a Bahia não tem casos de hantavírus. Não é uma novidade, mas mantém a gente em ponto de alerta no cenário epidemiológico nacional”, afirmou.

Com relação às síndromes respiratórias agudas, Santana informou que existe um crescimento de casos na região metropolitana de Salvador e a rede pública de saúde já sente o impacto do aumento da demanda de atendimentos. Os números revelam casos de infecção respiratória grave, bronquiolite e pneumonia.

Pensando nesse aumento, a secretária orientou a população sobre a importância da vacinação.  “Peço à população que faça a vacinação. As crianças de 6 meses a 6 anos devem ser levadas aos postos de saúde para imunização, assim como as gestantes”, destacou. O governo realizou a aquisição do Vacimóvel - veículo itinerante - para vacinação diretamente nas comunidades a fim de reforçar a cobertura vacinal no estado.

Diante do surgimento dos primeiros sintomas de gripe, as pessoas devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para início do tratamento paliativo.

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Erro em regulação trava transferência de idoso que sofreu AVC em Serra do Ramalho Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Na cidade de Serra do Ramalho, na região oeste da Bahia, a dona de casa Marivalda Ribeiro fez um apelo desesperado para conseguir a regulação do pai Adolfo Ribeiro Costa, de 84 anos, que se encontra internado no Hospital Municipal após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, ela relatou que o pai deu entrada no hospital na segunda-feira (11), quando foi imediatamente iniciado o processo de regulação, tendo em vista que a unidade de saúde não possui atendimento com neurologista.

A regulação saiu para a cidade da Barra. Porém, segundo Marivalda, no pedido constava apenas que o paciente necessita de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem indicar a necessidade de suporte com especialista na área de neurologia.

Um novo pedido de regulação foi feito, contudo o mesmo ainda não foi contemplado e a família acusa o Hospital Municipal de atrasar a transferência do paciente para iniciar o tratamento devido a um erro formal. “O erro foi da unidade de Serra do Ramalho. Eles dizem que não, mas eu estou com o papel da regulação na mão, onde tem só o pedido de UTI. Peço as autoridades que me ajudem, não deixem meu pai aqui porque a qualquer hora posso receber uma notícia ruim”, afirmou, bastante emocionada.

Marivalda apontou ainda que a unidade de saúde não tem feito nada para reparar o próprio erro, mantendo-se inerte há mais de 8 dias, mesmo diante da gravidade do estado de saúde do idoso. “Se acontecer alguma coisa com o meu pai por negligência do Hospital de Serra do Ramalho, o culpado vai ser eles”, falou.

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Hantavírus: Brasil tem sistema de vigilância contra doença, diz Alexandre Padilha Foto: Getty Images

Um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro no começo de maio acendeu um alerta na população da América do Sul. O evento resultou em sete mortes e um aumento do número de contaminados, incluindo alguns casos testados no Brasil.

Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, detalhou que o país possui um sistema de vigilância para controle da doença e tranquilizou os cidadãos. Reforçando que a doença já é detectada no território brasileiro desde os anos 1990, Padilha afirmou que o índice de óbitos caiu ao longo do tempo.

“Ano passado tivemos o menor número de óbitos. O hantavírus também é uma doença para a qual temos um sistema de vigilância. Esse tipo de cepa que circulou no cruzeiro foi pego na região andina, é uma cepa que nunca circulou no Brasil”, completou ele.

O ministro ainda explicou que a cepa Andes é a única variante, até o momento, que pode ser transmitida entre seres humanos. Os antigos casos de diagnóstico no país tiveram, obrigatoriamente, contato com fluidos de roedores.

Até então, a doença foi confirmada em hospitais de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. A indicação dos especialistas é se atentar à limpeza de galpões, trilhas, colheitas e pescarias, locais nos quais roedores podem aparecer e deixar resíduos infectados. Também é recomendado utilizar máscaras e manter a rotina básica de higiene após visitar lugares fechados ou abandonados.

Padilha finalizou tranquilizando a população ao afirmar que o hantavírus não é uma novidade para os infectologistas e que existe um monitoramento por parte do Ministério da Saúde.

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Brasil tem alta de Síndrome Respiratória Aguda Grave em bebês Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de dois anos estão em alta em todo o Brasil, principalmente por causa do aumento das infecções pelo vírus sincicial respiratório - VSR. O vírus é o principal causador da bronquiolite, inflamação na ramificação dos pulmões que atinge principalmente bebês menores de dois anos. As outras faixas etárias estão estáveis com relação à SSRAG.

Nas quatro últimas semanas, 41,5% dos casos de SRAG com diagnostico confirmado para algum vírus foram causados por VSR. Em seguida, vem a Influenza A com 27,2% e o rinovirus com 25,5%.

Os dados são do Boletim Infogripe, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O boletim também alerta que os casos de Influenza A continuam aumentando nos três estados da Região Sul, e ainda em Roraima e Tocantins, na Região Norte e em São Paulo e Espírito Santo, no Sudeste. Esse tipo do vírus da gripe foi responsável por 51,7% das mortes por SRAG com exame positivo das última quatro semanas, ocorridas principalmente em idosos.

Esses dois cenários colocam todos as unidades federativas do Brasil em situação de alerta, sendo que em dez delas a situação é de alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba.

Além disso, em 14 Unidades da Federação a tendência é de aumento de casos nas próximas semanas: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Amapá, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

No final do mês passado, a Organização Panamericana de Saúde alertou para o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, com destaque para Influenza A H3N2 e VSR.

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Anvisa libera registro de remédios para tratar psoríase e asma Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (11) o registro de dois medicamentos: um para tratamento de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, e outro para asma e rinossinusite crônica com pólipos nasais grave.

O primeiro medicamento indicado é Yesintek (Ustequinumabe), apresentado como solução injetável pronta para administração subcutânea e para infusão intravenosa.

O remédio é indicado para tratar psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa. Segundo ao Anvisa, o produto foi avaliado pela via de desenvolvimento por comparabilidade, tendo sido comparado ao medicamento Stelara.

“Yesintek é biossimilar, ou seja, demonstra semelhança em termos de qualidade, segurança e eficácia em relação a um produto biológico de referência previamente registrado na Anvisa”, disse a agência reguladora.

A agência disse ainda que o medicamento aprovado é uma nova alternativa terapêutica para pacientes adultos e crianças acima de 6 anos com psoríase em placa de grau moderado a grave.

“O tratamento é direcionado especificamente para casos em que as terapias convencionais — como o uso de ciclosporina, metotrexato ou sessões de fototerapia (PUVA) — não apresentaram resultados satisfatórios, foram contraindicadas ou causaram intolerância.”

Ainda de acordo com a agência reguladora, no caso de pacientes adultos com artrite psoriásica ativa, o medicamento pode ser usado, de forma isolada ou em combinação com metotrexato, quando a resposta ao tratamento com drogas antirreumáticas modificadoras da doença (DMARD) foi inadequada. O Yesintek é indicado ainda para crianças com mais de 6 anos com a doença ativa.

No caso da doença de Crohn, o remédio é indicado para pacientes adultos com quadro ativo de moderado a grave, que tiveram resposta inadequada ou perda de resposta a outros tratamentos, além de pessoas intolerantes à terapia convencional ou ao anti-TNF-alfa (medicamentos imunobiológicos que bloqueiam uma proteína específica, reduzindo inflamações crônicas) ou que tenham contraindicações médicas para essas terapias.

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Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus em 2026 Foto: CDC/Cynthia Goldsmith

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou a primeira morte por hantavírus no estado este ano. O caso, notificado em fevereiro e confirmado pela Fundação Ezequiel Dias, não tem relação com o surto da doença registrado em um navio de cruzeiro que navegava no Oceano Atlântico.

Em nota, a pasta informou que o paciente, um homem de 46 anos, era residente de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e apresentava histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. A secretaria reforçou que a cepa de hantavírus identificada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa. “Trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença”.

No comunicado, a secretaria destacou ainda que um segundo registro de hantavírus atribuído ao estado não foi confirmado e que já solicitou ao Ministério da Saúde a correção da informação nos sistemas oficiais.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que Minas Gerais contabilizou quatro casos confirmados de hantavirose em 2025, com dois óbitos. Já em 2024, foram sete casos confirmados, com quatro óbitos.

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Surto de Hantavírus no navio não representa risco para o Brasil Foto: CDC/Cynthia Goldsmith

O Ministério da Saúde informa que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo, segundo avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde. O surto com casos confirmados e suspeitos em passageiros de um navio com histórico de circulação na América do Sul está sendo investigado sem impacto direto para o Brasil até o momento.

Não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante relacionada ao episódio raro de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile, e que está em circulação no navio. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas.

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Brasil bate recorde de transplantes em 2025 Foto: Divulgação/GOVRJ

O Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país. O número representa crescimento de 21% em relação a 2022, quando foram realizados 25,6 mil transplantes. De acordo com a Agência Brasil, o resultado reflete o avanço da logística e da organização do sistema em todo o país, com o fortalecimento de parcerias institucionais e a ampliação do acesso dos pacientes aos transplantes.

A consolidação da distribuição interestadual, coordenada pela Central Nacional de Transplantes, tem sido decisiva nesse processo. Em 2025, essa estratégia viabilizou 867 transplantes renais, 375 hepáticos, 100 cardíacos, 25 pulmonares e quatro de pâncreas, contribuindo para atender prioridades clínicas e reduzir perdas de órgãos mais sensíveis ao tempo de isquemia.

Os resultados também refletem o esforço conjunto entre o Ministério da Saúde, companhias aéreas e a Força Aérea Brasileira (FAB) para garantir o transporte ágil de órgãos e equipes de captação e transplante. Em 2025, foram feitos 4.808 voos — um aumento de 22% em relação a 2022 —, o que contribui para que os órgãos cheguem a tempo ao destino, ampliando as chances de transplante e salvando mais vidas em diferentes regiões do país.

Houve também aumento no número de equipes de captação, o que contribui para ampliar a identificação de doadores. Esses profissionais passaram de 1.537, em 2022, para 1.600 em 2026.

Apesar dos avanços, ainda há um desafio importante: a recusa familiar à doação de órgãos. Hoje, cerca de 45% das famílias não autorizam a doação, o que limita o número de transplantes que poderiam ser feitos. Essa é uma decisão que ocorre em momento difícil, de dor e impacto emocional. Por isso, falar sobre o tema com a família faz diferença. Quando o desejo de ser doador é conhecido, a decisão se torna mais segura e pode ajudar a salvar outras vidas.

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Crianças e adolescentes representam mais de 60% dos casos de leucemia na Bahia

A leucemia é o tipo de câncer mais comum em crianças e adolescentes. Na Bahia, a situação não é diferente: a população entre 0 e 19 anos representou 61,9% das internações por leucemia no estado nos dois primeiros meses deste ano, aponta a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A maioria dos pacientes está na faixa etária de 0 a nove anos, 90 só entre janeiro e fevereiro. Os dados de 2026 seguem uma tendência histórica. No ano passado, 1.222 dos 2.329 pacientes internados por leucemia eram jovens de até 19 anos, o equivalente a 52,4%. Desses, 759 tinham até nove anos de idade.

Não existe uma única causa para a maior incidência da leucemia em pessoas mais jovens, mas alguns fatores ajudam a explicar. O principal são as alterações genéticas espontâneas durante a formação das células sanguíneas nessa faixa etária. Outros fatores importantes são o sistema imunológico ainda em desenvolvimento e, em alguns casos, associação com síndromes genéticas, como síndrome de Down, exposição à radiação ou substâncias químicas.

As leucemias podem ser classificadas em agudas e crônicas. Nas leucemias agudas, a mutação ocorre numa fase inicial do desenvolvimento da célula, de forma que existe uma proliferação de uma célula imatura. As leucemias crônicas, por sua vez, consistem na proliferação de uma célula mutada, já madura.Entre as internações registradas pela Sesab este ano, a maioria aconteceu em decorrência da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) – ou Leucemia Linfoide Aguda –, responsável por 57 internações de pessoas entre 0 e nove anos e 36 de pessoas entre 10 e 19 anos. É esse o tipo mais comum nos casos pediátricos e também o que tem melhor prognóstico, com taxas de cura que chegam a 85%, afirma Schriefer. Já as leucemias mieloides têm na infância a característica de um prognóstico inferior.

Quando olhamos para os óbitos causados por leucemia, as crianças e adolescentes não são os casos mais expressivos. Em 2026, das 117 mortes registradas até fevereiro, oito foram de pessoas entre 0 e 19 anos – o equivalente a 6,8%. Isso se deve, sobretudo, à já mencionada alta taxa de cura da LLA.

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Mais de 60% das mortes por câncer de testículo no Brasil atingem homens jovens

Levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), com base no Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, mostra que 527 pessoas morreram por câncer de testículo no Brasil em 2024. Desse total, 61,67% eram homens de 20 a 39 anos e 76,66% tinham até 49 anos, o que indica maior impacto da doença em faixas etárias mais jovens.

Os dados apontam maior concentração de mortes entre 20 e 29 anos, com 190 registros, seguida da faixa de 30 a 39 anos, com 135. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, foram contabilizadas 21 mortes, enquanto homens com mais de 50 anos somaram 100 óbitos, o equivalente a 18,98% do total, aponta a entidade.

As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam entre 1.700 e 2.000 novos casos por ano no Brasil no triênio de 2026 a 2028.

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Anvisa aprova uso de Mounjaro em tratamento de crianças e adolescentes Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil. O medicamento, da farmacêutica Eli Lilly, é o primeiro do grupo de agonistas duplos dos receptores GIP/GLP-1 a ser liberado para essa faixa etária no país. A aprovação ocorreu nesta quarta-feira (22).

A agência aprovou o medicamento após resultados de fase 3 do estudo clínico internacional SURPASS-PEDS, que indicaram uma remissão glicêmica de até 4 entre 5 pacientes. Houve redução superior a 2 pontos percentuais na hemoglobina glicada e queda de até 12% no IMC (Índice de Massa Corporal).

No Brasil, existem cerca de 213 mil adolescentes vivendo com diabetes tipo 2. O país atualmente figura entre as nações com maior número de pacientes na faixa pediátrica vivendo com a condição. Com a nova opção de tratamento, há chances de regressão nos casos da doença.

“A aprovação de Mounjaro para pacientes pediátricos com diabetes tipo 2 representa mais um avanço da ciência com impacto social”, afirmou Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly, em comunicado enviado à CNN Brasil.

“Crianças e adolescentes com essa condição enfrentam uma doença de progressão mais veloz do que em adultos, e as opções disponíveis até hoje frequentemente apresentavam limitações para controlar adequadamente os níveis glicêmicos. Mounjaro chega como uma resposta inovadora, com eficácia robusta e perfil de segurança bem estabelecido, para transformar a jornada do cuidado dessa população, que por conceito, é mais vulnerável”, assegurou.

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Sancionada lei que garante transporte e estadia para tratamento em outra cidade Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O deslocamento de pacientes para realizar exames, cirurgias ou tratamentos complexos longe de casa agora possui previsão expressa na Lei Federal. Sancionada nesta semana, a Lei 15.390/2026 normatiza o suporte financeiro para o transporte (seja terrestre, fluvial ou aéreo), além de alimentação e estadia para quem utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS).

A nova regra retira a matéria do campo das portarias administrativas e a transforma em uma diretriz da Lei Orgânica da Saúde.

O auxílio financeiro prioriza o atendimento de saúde que não pode ser realizado no município de domicílio do cidadão. Para ter acesso, o paciente precisa de indicação médica oficial e a confirmação de que o tratamento não está disponível na sua cidade de origem.

É importante destacar que o benefício não é automático: a legislação prevê que a concessão da ajuda de custo dependerá de disponibilidade orçamentária e financeira do estado ou do município, observados os tetos financeiros e pactuações entre os gestores.

Além da necessidade de deslocamento, a concessão do suporte financeiro exige que o gestor local de saúde aprove o pedido e que a unidade de saúde de destino confirme o agendamento do procedimento.

O objetivo é evitar deslocamentos desnecessários e assegurar que o recurso seja utilizado em tratamentos com vaga efetivamente garantida no sistema de regulação.

Um ponto crucial da sanção foi o veto ao direito de restituição das despesas por parte do paciente. O dispositivo, que constava no projeto original, previa que o cidadão pudesse ser reembolsado caso a prefeitura ou o estado não pagassem o auxílio “em tempo hábil”.

O Executivo justificou o veto alegando que a medida poderia gerar insegurança jurídica e elevar o número de processos judiciais contra o SUS, prejudicando o equilíbrio das contas da saúde.

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Busca por cannabis medicinal é intensificada por estresse, diz pesquisa Foto: Divulgação

A busca por cannabis medicinal no Brasil se intensificou entre homens e mulheres que lidam com estresse, principalmente no ambiente de trabalho. A pesquisa Blis Data 2026 apontou que pacientes recorreram ao medicamento por problemas relacionados diretamente à saúde mental.

De acordo com a CNN, os estudos foram realizados pela plataforma Blis, uma healthtech que faz o intermédio entre pacientes e médicos especializados em receitar cannabis medicinal.

O levantamento analisou 64.360 consultas médicas conectadas pela plataforma. Cerca de metade desse número buscou a cannabis em situações de protocolo de estresse. Desse número, 40,2% reúnem como motivos o controle da ansiedade, estresse e o Burnout.

Os dados também apontam que homens da faixa etária entre 26 e 45 anos formam o maior grupo que se encaixa nesses tipos de pacientes. A faixa etária representa 63% de todas as consultas e a idade média foi de 40,5 anos.

Existe, porém, um problema em comum que atinge tanto homens quanto mulheres: a falta de sono. O problema mais comum entre os dois gêneros teve relação com a ausência de sono de qualidade na rotina.

“Quando sinais como ansiedade, estresse e insônia aparecem com tanta frequência dentro dessa base, o dado deixa de ser apenas estatístico e passa a revelar padrões reais de sofrimento no dia a dia”, declarou Toninho Correa, CEO da plataforma Blis.

Correa ainda citou o estigma sobre o uso de cannabis medicinal no Brasil, mas que a planta está se tornando cada vez mais comum, principalmente em casos que afetam grande parte da população, como problemas de sono, ansiedade e estresse.

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Nova lei amplia acesso a terapias e vacinas contra o câncer no SUS Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Pacientes de todo o país terão acesso a protocolos mais ampliados de prevenção e controle do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). As informações são da Agência Brasil.

A Lei nº 15.385, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (13), institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do SUS e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer.

O objetivo é modernizar o sistema e garantir acesso a inovações como terapias avançadas, vacinas e novos testes diagnósticos.

A norma foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na sexta-feira (10), quando inauguraram o Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A lei elenca também os procedimentos relacionadas à garantia do acesso universal e igualitário a vacinas, medicamentos e produtos de terapia avançada, no âmbito da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.

Entre os principais pontos estão a gratuidade, a promoção de estratégias de educação em saúde, os critérios para verificação do potencial de resposta terapêutica, além da ampliação do acesso a tratamentos inovadores.

A lei prevê ainda o fortalecimento de parcerias com universidades e centros de pesquisa e o estímulo à criação de startups de biotecnologia voltadas a vacinas e medicamentos oncológicos, além do apoio à aplicação de inteligência artificial em atividades de pesquisa e incentivo à adoção do sequenciamento genético.

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Anvisa barra novos registros de canetas emagrecedoras Foto: Towfiqu barbhuiya/Unsplash

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitou, nesta segunda-feira (13), o registro de três novos medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, substâncias populares no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU), representa um revés para as farmacêuticas Cipla e Dr. Reddy’s, que buscavam comercializar versões alternativas aos medicamentos de referência, como o Ozempic e o Wegovy. O veto atinge os produtos Plaobes e Lirahyp (liraglutida) e o Embeltah (semaglutida). Com a medida, a entrada de novos concorrentes no mercado brasileiro é adiada.

Os pedidos foram analisados sob o critério de "desenvolvimento abreviado". Esse modelo permite que empresas utilizem estudos de eficácia já realizados com o medicamento original para acelerar o processo. No entanto, a Anvisa ressaltou que a modalidade exige contrapartidas rigorosas de qualidade.

Diante deste cenário, a farmacêutica ainda precisa demonstrar, com dados próprios, que o produto tem qualidade, funciona como esperado e é seguro para os pacientes.   Ou seja, se essas comprovações não são consideradas suficientes, o pedido pode ser rejeitado.

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Mortes por 'super gripe' crescem 36,9% no Brasil; Bahia registra aumento de casos Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Bahia está entre os estados em alerta para o avanço da chamada “super gripe”, em meio ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na quarta-feira (1º) indicam que as mortes associadas à influenza A cresceram nas últimas semanas no Brasil, reforçando o cenário de preocupação também no estado, onde há tendência de alta nas infecções respiratórias.

O crescimento da circulação de vírus respiratórios no Brasil tem sido puxado principalmente pela influenza A, conhecida popularmente como “super gripe”. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o número de mortes associadas ao vírus aumentou 36,9% no país, segundo o boletim InfoGripe.

O avanço acompanha a elevação dos registros de SRAG, que representam os casos mais graves de infecções respiratórias e podem levar à morte. A maioria dos estados brasileiros apresenta nível de atividade classificado como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Na Bahia, o cenário segue a mesma direção. O estado aparece entre aqueles com aumento sustentado de casos de SRAG, especialmente relacionados à influenza A, além de outros vírus como o rinovírus e o vírus sincicial respiratório (VSR). Salvador, também figura entre as cidades com sinal de crescimento nas ocorrências.

Além da influenza A, outros vírus respiratórios também têm contribuído para o agravamento do quadro nacional. O rinovírus lidera a prevalência entre os casos positivos de SRAG, seguido pela própria influenza A e pelo VSR. Já entre os óbitos, a influenza A aparece com maior peso, acompanhada por rinovírus e Covid-19.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção. A campanha nacional contra a influenza começou no fim de março e segue até 30 de maio, com oferta gratuita nas unidades de saúde.

“É fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza. Também é importante que gestantes a partir da 28ª semana recebam a vacina contra o VSR, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento”, afirma a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz.

A recomendação é que grupos mais vulneráveis (idosos, crianças, pessoas com comorbidades, gestantes e profissionais de saúde) procurem a imunização. Medidas como uso de máscara em locais fechados, higiene frequente das mãos e isolamento em caso de sintomas também seguem indicadas para conter a transmissão.

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Casos de influenza A continuam a crescer no Brasil, diz Fiocruz Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O número de casos de influenza A permanece em crescimento no Brasil. De acordo com a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maior parte dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em alerta por causa da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que representa risco ou alto risco com sinal de crescimento.

O Boletim alerta que a influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus são as causas na maioria dessas ocorrências de SRAG e podem resultar em morte nos casos mais graves.

Conforme os registros do InfoGripe, divulgados nesta quarta-feira (1º), nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 27,4% foram casos positivos de influenza A; 1,5% de influenza B; 17,7% de vírus sincicial respiratório; 45,3% de rinovírus; e 7,3% de Sars-CoV-2 (covid-19).

Nas anotações de óbitos em igual período, entre os registros positivos houve a presença destes mesmos vírus com 36,9% de influenza A, de 2,5% influenza B, 5,9% de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 25,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). “O estudo é referente à Semana Epidemiológica 12, período de 22 a 28 de março”, acrescentou a Fiocruz no texto de divulgação do Boletim.

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Bahia tem 4ª maior população diagnosticada com autismo no Brasil Foto: Reprodução/G1

A Bahia é o estado com a quarta maior população de pessoas diagnosticadas com o transtorno em todo o Brasil, com um contingente de 144.928 pessoas com autismo, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022. As informações são do G1.

Em todo o estado, Salvador é a cidade com o maior número de pessoas diagnosticadas com autismo, seguida por Feira de Santana e Vitória da Conquista — justamente os maiores municípios baianos.

Nesta quinta-feira (2), é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para difundir informações, reduzir o preconceito e promover os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Além da dificuldade para realizar o diagnóstico, pessoas com TEA enfrentam uma série de barreiras no dia a dia.

Conforme dados do IBGE, três em cada 10 pessoas diagnosticadas com autismo no estado, em 2022, eram crianças ou adolescentes de até 14 anos. Ainda segundo o instituto, adolescentes e crianças com autismo frequentavam menos a escola.

Em 2022, mais de 98% das pessoas com idade entre 6 e 14 anos estavam na escola, mas a proporção caía para cerca de 93% entre aquelas com o diagnóstico do TEA.

Apesar dos percalços, há meios disponíveis na rede pública de saúde do estado através dos quais é possível acessar assistência especializada para esta parte da população.

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Nova variante da Covid-19 é confirmada em 23 países Foto: NIAD

Uma nova variante do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, já foi identificada em ao menos 32 países. Chamada de BA.3.2, a linhagem preocupa por apresentar um maior escape imunológico dos anticorpos do que as cepas predominantes hoje no mundo e alvos das vacinas, caso da JN.1 e da LP.8.1. Mesmo assim, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não há evidências de que a BA.3.2 provoque doença mais grave ou que os imunizantes atuais não ofereçam um grau elevado de proteção contra casos graves.

A BA.3.2 foi identificada pela primeira vez na África do Sul ainda em novembro de 2024 em uma amostra de um swab nasal de um menino de 5 anos. Em março de 2025, foi detectada em Moçambique, seguido pela Holanda e Alemanha. Depois, os registros da variante se tornaram pouco frequentes. No entanto, desde setembro do ano passado, as identificações da BA.3.2 começaram a crescer novamente.

Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, as detecções semanais da BA.3.2 aumentaram e atingiram aproximadamente 30% das sequências relatadas em três países europeus: Dinamarca, Alemanha e Holanda. Até o último dia 11 de fevereiro, a cepa já chegou a 23 países, incluindo Austrália, Reino Unido, China e Estados Unidos, segundo uma análise dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. O Brasil ainda não registrou a linhagem.

No país norte-americano, a cepa foi detectada em amostras de swab nasal de quatro viajantes provenientes do Japão, Quênia, Holanda e Reino Unido, em três amostras de esgoto de aeronaves, em amostras clínicas de cinco pacientes, dois deles internados, e em 132 amostras de esgoto provenientes de 25 estados.

A BA.3.2 apresenta aproximadamente 70 a 75 mutações na proteína Spike, que fica na superfície do vírus e é utilizada pelo SARS-CoV-2 para se ligar e infectar as células humanas, em relação à variante JN.1 e à sua descendente, LP.8.1. As duas cepas são as mais prevalentes hoje no mundo. A JN.1 é o alvo dos imunizantes atuais, enquanto a OMS e a Anvisa determinaram que as novas vacinas adaptem a composição para ser direcionada à LP.8.1.

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Vacinas contra câncer avançam e pode ter testes no Brasil Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Pesquisas sobre vacinas contra o câncer avançaram ao ponto de já terem candidatos prontos para testes em humanos —e o Brasil pode entrar nesse circuito nos próximos anos. A avaliação é de cientistas da Universidade de Oxford que estiveram no país nesta semana para discutir parcerias com instituições brasileiras.

As falas ocorreram durante um workshop promovido pelo A.C. Camargo Cancer Center, que reuniu pesquisadores, hospitais e representantes do Ministério da Saúde para estruturar colaborações em imunoterapia, inteligência artificial e ensaios clínicos.

Entre os projetos mais próximos de chegar a pacientes está uma vacina voltada a tumores associados ao vírus Epstein-Barr (EBV), presente em mais de 90% da população mundial e ligado a cerca de 200 mil casos de câncer por ano.

Segundo a pesquisadora Carol Leung, especialista em vacinas terapêuticas contra o câncer em Oxford, o imunizante já concluiu a fase pré-clínica —etapa em que é testado em laboratório e em modelos animais— e deve avançar para estudos em humanos.

A proposta agora é ampliar esses testes em colaboração com países onde certos tipos de câncer são mais frequentes, como o linfoma de Burkitt, comum em regiões da África e também observado no Norte do Brasil.

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