
A pequena São João da Mata, no Sul de Minas Gerais, chama atenção por um dado incomum no país: não há registro de homicídios há 38 anos. As informações são do Correio 24h. O último crime contra a vida ocorreu em abril de 1988 e, desde então, o município mantém uma rotina marcada pela tranquilidade.
Com pouco mais de 3 mil moradores, a cidade apresenta índices baixos de criminalidade. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública apontam que, na última década, foram contabilizados cerca de 190 furtos e 206 roubos, o que representa uma média de aproximadamente 40 ocorrências por ano.
O cenário se reflete no cotidiano da população. Moradores relatam que é comum deixar casas e carros destrancados, sem preocupação. Em muitos casos, a chave permanece no veículo mesmo durante pequenas paradas.
A sensação de segurança é tão consolidada que a cidade sequer possui chaveiro fixo. A baixa demanda pelo serviço faz com que moradores recorram a profissionais de municípios vizinhos ou aguardem a visita de prestadores que passam pela região de forma esporádica.
O perfil do município ajuda a explicar o cenário. A maior parte do território é rural, e a convivência próxima entre os moradores cria um ambiente de forte vínculo social. A dinâmica de cidade pequena, onde todos se conhecem, contribui para o controle informal e para a redução da violência.
Especialistas apontam que esse tipo de relação fortalece a confiança entre os habitantes. A interação frequente em espaços comuns, como praças, igrejas e comércios, favorece a construção de laços e amplia a sensação de pertencimento.
Para a polícia, a proximidade com a população também facilita o trabalho preventivo. A troca de informações e a confiança nas autoridades ajudam a manter o baixo índice de criminalidade.
O resultado é um município que se destaca no estado pela segurança e que preserva um estilo de vida raro em grandes centros urbanos, onde a violência faz parte da rotina.