
Está acontecendo nesta quinta-feira (19), no Fórum Leonor Abreu, em Brumado, o Júri Popular do caminhoneiro Gonçalo Meira Neves Neto, que invadiu um quiosque e matou o lavrador Edvan Bernardes no Distrito de Itaquaraí. O crime aconteceu setembro de 2023, causando forte comoção popular.
O réu responde por homicídio qualificado e cinco tentativas de homicídio, visto que várias pessoas foram feridas no quiosque.
O sobrevivente Edmilson Matos Amorim, popular Político, foi o primeiro a ser ouvido no julgamento. Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, ele falou sobre o acidente que quase o matou. “Foi algo muito delicado, muito triste. Esse acidente aconteceu no momento errado e na hora errada onde eu estava. Estive entre a vida e a morte, mas graças a Deus sai dessa”, afirmou.
Edmilson quebrou sete costelas e perfurou o pulmão. Após um longo período de recuperação, ele conseguiu se reabilitar apesar da gravidade do seu quadro. Mesmo tendo se passado três anos do fatídico dia, Político falou que ainda convive com sequelas. “Estou bem, mas não deixa de ter sequela”, pontuou.
Diante da promotoria e da defesa, ele contou todos os fatos envolvidos no dia da tragédia. Conforme relatou, o acusado estava alcoolizado sob a direção do veículo. “Ele realmente estava alcoolizado. Deu para transparecer. Ele teve uma discussão com o dono do quiosque, criou um tumulto e saiu do local. Depois, veio com o carro em direção ao quiosque, jogando o veículo sobre cinco pessoas”, completou.
Para o sobrevivente, a Justiça dos homens e de Deus fará a sua parte ao julgar o caso concreto. “Quem tem que julgar é a Justiça”, finalizou.