
Mobilizados na cidade de Caetité, os professores da rede municipal protestam contra descontos indevidos, cobram rateio dos precatórios e melhorias nas unidades de ensino.
Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a professora Cristiane Rodrigues, que atua na rede municipal há 28 anos, cobra repasses de 1,2% e 5,4%, que não foram transferidos à categoria no município. O primeiro percentual diz respeito a um acordo firmado ainda em 2025. Já o percentual de 5,4%, do Governo Federal, teria que ser repassado pelo Município no mês de janeiro de 2026. “A lei não se discute, tem que ser cumprida. Disseram que iriam fazer uma reunião pra ver quanto poderia ser dado pra gente”, afirmou a profissional.
Cristiane denunciou ainda que o prefeito de Caetité não repassou o rateio dos recursos do Fundeb para a classe, assim como os municípios da região fizeram. “Aqui não teve o rateio. Eles alegam que a folha está bem encharcada”, pontuou.
Questionada sobre a conduta da gestão sobre o rateio dos precatórios, ela não soube dizer qual seria a verdadeira causa. Isso porque a professora acusou a administração de não ser transparente com a categoria. “Não sabemos ao certo a quantidade de professores concursados ou contratados. A gente só sabe que não tem como ter rateio porque a folha é grande demais. O prefeito bradava tanto que nas gestões passadas tinha muito funcionário no município, só que o quadro de funcionários triplicou depois dele”, disparou.
Os servidores também reivindicam melhorias nas unidades de ensino e a valorização da classe.
Durante a jornada pedagógica no mês de fevereiro, Rodrigues relatou que os professores realizaram um manifesto pacífico para expor o problema, visto que todos os representantes da atual gestão estariam presentes no evento. No entanto, conforme apontou, o prefeito ignorou a manifestação e o Legislativo alegou desconhecer o fato.
Apreensiva, a categoria iniciou o ano letivo com muitas dúvidas e insatisfeita com a posição da gestão frente às suas reivindicações.