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Licores trazem sabor da agricultura familiar às festas juninas

11 Jun 2021 - 14:30h

Chegou o mês de junho e com ele o São João, a maior festa da agricultura familiar. Pela Bahia, a produção e comercialização da bebida junina típica, saborosa e mais querida desta época, o licor, está em pleno vapor, com os mais variados sabores. No Território Sisal, em Monte Santo, a Associação Tapera, vinculada à Cooperativa Regional de Agricultores Familiares e Extrativistas da Economia Popular e Solidária (Coopersabor) tem licores nos sabores jenipapo, umbu, licuri, cajá, amendoim, maracujá do mato, maracujá, abacaxi e maracujá cremoso. Cleonice Costa, agricultora e uma das produtoras de licor da Associação Tapera, conta que, apesar da pandemia, a expectativa este ano é de aumentar as vendas: “Estamos otimistas. No ano passado, chegamos a produzir 900 litros e, este ano, a gente tá na expectativa de comercializar, aproximadamente, 2 mil litros de licor. Um licor que a gente produz aqui, com frutos nativos da região e, principalmente, da comunidade. Foi essa produção variada que despertou a gente para produzir licor”. Outra organização, que traz os sabores da Caatinga na produção de licor, é Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), localizada no município de Uauá, que produz licor artesanal nos sabores de umbu e de maracujá da Caatinga. O azedo peculiar dos dois frutos da Caatinga é o diferencial na degustação da bebida. Já no Território Litoral Sul, o sabor do licor vem do principal produto cultivado na região, o cacau, que deu origem ao licor de mel de cacau. O sabor diferenciado é da Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), de Ilhéus, que traz a marca Natucoa, e, também, da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), de Ibicaraí, que administra a marca Bahia Cacau.