
Prefeitos baianos já contabilizam perdas milionárias nos cofres públicos em razão da isenção do Imposto de Renda (IR) concedida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a trabalhadores que recebem até R$ 5 mil. Embora a medida beneficie parte da população, gestores municipais alertam para o forte impacto financeiro nas receitas das prefeituras.
O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso (PSB), afirma que a redução na arrecadação atinge todos os municípios do estado e compromete diretamente o planejamento administrativo e os investimentos locais.
“Todos (os municípios serão afetados). Eu estava conversando com o prefeito Zé Cocá, que me disse que o município de Jequié perdeu R$ 1,2 milhão de receita por mês. Essa é uma pauta muito importante. A gente tem uma vitória aqui, uma derrota ali. Uma vitória ali, uma derrota aqui, termina que os municípios não têm receita para fazer seu planejamento e levar desenvolvimento”, afirmou ele à coluna do Rodrigo Daniel Correia, do jornal Correio.
Wilson Cardoso afirmou que o governo federal assumiu o compromisso de compensar financeiramente os municípios pelas perdas decorrentes da isenção do Imposto de Renda. No entanto, até o momento, nenhuma proposta concreta foi formalizada. Segundo ele, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) mantém diálogo com a União na tentativa de construir um mecanismo de compensação.
“Vamos acreditar que o governo federal vai arranjar uma maneira de compensar isso”, declarou o comandante da UPB.