
Na última quarta-feira (15), a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa) deflagrou uma grande operação de combate ao desmatamento ilegal e à produção clandestina de carvão vegetal no município de Palmas de Monte Alto.
Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o Capitão Wilson Júnior, subcomandante da Cippa/Lençóis, informou que a equipe de inteligência da Polícia Ambiental já havia feito um levantamento estratégico na região, que culminou na apreensão de mais de 32 toneladas de carvão vegetal e cerca de 30 metros cúbicos de madeira nativa. “Detectamos uma quantidade exorbitante de carvoarias”, apontou.
O subcomandante destacou que foi constatada a supressão de uma grande área de vegetação nativa, equivalente a 20 campos de futebol. “Isso é para as pessoas terem ideia do tamanho da devastação vegetal nessa região”, frisou.
No segundo dia de operação, para além da questão da supressão vegetal, os policiais da Cippa/Lençóis localizaram mais de 45 metros cúbicos de madeira nativa e diversos pontos de produção ilegal. Na oportunidade, foi verificado o uso de documentação florestal fraudulenta, como o Documento de Origem Florestal (DOF). O Capitão Wilson Júnior afirmou que, com o documento, o grupo criminoso tinha por objetivo conferir aparência de legalidade ao transporte do carvão produzido e ludibriar a atuação da Polícia Ambiental.

Ao todo, aproximadamente 300 fornos clandestinos eram utilizados na carbonização de madeira de origem nativa - o processo de destruição destes já foi iniciado. Segundo o subcomandante, se a atuação do grupo não fosse desarticulada, teria início um processo de desertificação na zona rural do município.
O Capitão informou ainda que tudo indica que todo material devastado e transformado em carvão de forma irregular na região estaria sendo escoado para o estado de Minas Gerais para alimentação do setor siderúrgico. “Estamos em fase final de investigação, mas a tendência é essa”, pontuou.
Os veículos identificados com as cargas ilegais, os condutores e os materiais apreendidos foram conduzidos à Delegacia Territorial de Guanambi, onde foram lavrados os Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO). Todas as pessoas envolvidas foram flagranteadas e responderão pelos devidos crimes na Justiça.