Achei Sudoeste
Publicado em: 10 Jul 2026 / Há 1 hora
Autor: Redação - Achei Sudoeste

Coletivo Rio de Mulheres Vivas mobiliza manifestações contra o feminicídio em Rio de Contas

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Coletivo Rio de Mulheres Vivas mobilizará uma série de manifestações em combate ao feminicídio em Rio de Contas. Em menos de um mês, duas mulheres foram assassinadas dentro de casa na cidade (veja aqui e aqui).

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a cineasta Gláucia Soares disse que a situação preocupa, visto que, embora os números da violência contra as mulheres tenham aumentado assustadoramente no Brasil, Rio de Contas é um município tranquilo e que não costuma registrar crimes violentos. “De repente, a gente se depara com dois assassinatos de mulheres. Isso acendeu um alerta”, afirmou.

Diante dos casos, um grupo de mulheres começou a se organizar para realizar uma ação de conscientização na cidade a fim de chamar a atenção da sociedade, prevenir a violência contra a mulher e pressionar as autoridades para resolução dos casos e punição dos responsáveis. Na pauta das discussões: nunca responsabilizar a própria vítima pelo crime.

Gláucia informou que, neste sábado (11), às 7h, o coletivo estará na feira livre para uma intensa mobilização. Na oportunidade, será realizada uma roda de conversa sobre o tema para alertar as pessoas acerca da importância de combater a violência doméstica desde cedo.

No domingo (12), às 15h, o grupo estará no Ginásio Municipal, onde acontece um jogo válido pelo Campeonato Municipal. Em um ambiente predominantemente masculino, o coletivo também abrirá uma roda de conversa com o tema para falar abertamente com os homens sobre o assunto.

Em uma cidade pequena, onde quase todas as pessoas se conhecem, Gláucia disse que é fundamental dotar a população de informação para que a violência não seja normalizada. “A posse do corpo da mulher pelo homem, apesar de estarmos em 2026, ainda é muito presente. Tem muitos homens que ainda se acham donos da mulher e isso tem gerado uma epidemia no país. Não podemos ficar parados. Temos que lutar. Não aguentamos mais mulheres sendo mortas”, ressaltou.