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Publicado em: 03 Ago 2026 / Há 1 hora
Autor: Redação - Achei Sudoeste

Bacia do Paramirim projeta ganhos na saúde, economia e meio ambiente com novo sistema de lixo

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Está em andamento na região da Bacia do Paramirim um projeto público-privado para implantação de um sistema de destinação de resíduos sólidos. Ao todo, 18 municípios serão beneficiados com a proposta.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Leonardo Costa, diretor executivo do Consórcio da Bacia do Paramirim, falou sobre a relevância do projeto, dada a dificuldade que os municípios pequenos têm para implementar ações decorrentes da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Segundo Costa, o Brasil despertou muito tardiamente para a questão, aprovando a legislação pertinente ao tema apenas em 2010. Apesar do avanço, muitas das diretrizes aprovadas ainda não foram aplicadas na prática, visto que os investimentos são altos.   “As parcerias público-privadas se mostram como as soluções mais acessíveis para a realidade financeira dos municípios. Estamos bastante otimistas que essa solução possa ser realmente viabilizada”, declarou.

Entre os principais benefícios da correta destinação dos resíduos sólidos está a redução dos impactos ambientais e a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Hoje, o diretor apontou que muitos problemas de saúde surgem a partir da má gestão dos resíduos sólidos e do saneamento básico nas cidades. “Será um ganho de escala considerável para a população da região”, avaliou.

Com o sistema, o lixo poderá ser aproveitado adequadamente, gerando dividendos para os municípios consorciados. Para Leonardo, a cadeia produtiva dos resíduos sólidos pode dar um retorno econômico muito grande para os envolvidos. “Podemos sair de uma situação pejorativa, do que se apresentava até então como um problema, e converter isso numa solução econômico-financeira para os municípios”, destacou.

No momento, um estudo de viabilidade está sendo realizado por uma empresa com expertise na área para definir a melhor logística de implantação do sistema no território, que inclui as possibilidades de construção de aterro sanitário, estações de transbordo e usina de incineração. A fase atual também prevê a aprovação e instituição das taxas para cobrança do serviço por parte das Câmaras Municipais.