Achei Sudoeste
Publicado em: 04 Mai 2026 / 11:30
Autor: Redação - Achei Sudoeste

Brasil tem menor número de homicídios e latrocínios em dez anos

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Brasil registrou, no primeiro trimestre de 2026, o menor número de homicídios dolosos e latrocínios dos últimos dez anos para o período de janeiro a março. Os dados, divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com base no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, consolidam uma tendência de queda observada ao longo da última década e indicam avanços significativos na atuação das forças de segurança em todo o território nacional.

De acordo com o levantamento oficial, o número de homicídios dolosos caiu de 12.719 em 2016 para 7.289 em 2026, representando uma redução de 42,7%. O recuo nos latrocínios (roubos seguidos de morte) foi ainda mais acentuado: o país passou de 591 registros no primeiro trimestre de 2016 para 160 no mesmo período deste ano, uma queda de 72,9%. Ao analisar o recorte dos últimos quatro anos, a evolução permanece positiva, com os homicídios recuando 25% e os latrocínios apresentando queda de 48,1% em comparação a 2022.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os resultados são reflexo de uma mudança estratégica no enfrentamento à criminalidade, pautada pela integração entre as forças de segurança e o uso intensivo de inteligência. A atuação coordenada entre a União e os estados, somada ao combate direto às estruturas financeiras do crime organizado, tem sido o pilar para a manutenção desses índices em patamares historicamente baixos.

O relatório também destaca um aumento na eficiência policial. O número de mandados de prisão cumpridos saltou de 53.212 em 2022 para 72.965 em 2026, uma alta de 37,1%. Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o fortalecimento das operações é resultado direto de investimentos robustos. O Fundo Nacional de Segurança Pública recebeu um aporte de R$ 1,76 bilhão no biênio 2023–2024 — um crescimento de 80,9% em relação ao biênio anterior —, com recursos destinados à modernização tecnológica, compra de equipamentos, perícia e formação contínua dos agentes de segurança.