
Natural de Caetité, o idoso José dos Santos Teixeira estava desaparecido na cidade de Brumado desde a última terça-feira (25).
Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Mônica Silva relatou que o tio se encontrava detido no Conjunto Penal de Brumado devido à violação de uma medida protetiva. Na época, quando foi chamado perante à Justiça para responder por esse descumprimento, ele não compareceu e, por isso, posteriormente, foi expedido um mandado de prisão contra o mesmo. “Esse mandado de prisão foi cumprido agora recentemente. Ele foi detido e levado para Guanambi, de onde foi transferido para Brumado”, contou.
Mônica disse que, no mesmo dia em que foi transferido para o presídio de Brumado, o tio foi liberado por se tratar de um descumprimento antigo, sem reincidência atualmente. No entanto, a família não foi comunicada sobre a liberação. “Ele foi solto em Brumado, onde ele não tem conhecimento nenhum”, destacou.
A família só soube da liberação porque entrou em contato com uma advogada particular para entender os trâmites do processo. Desesperados, os familiares iniciaram uma mobilização à procura de Seu José, que acabou desaparecendo no município. “Tomamos um susto”, apontou.
A sobrinha ressaltou que o tio, além de idoso, é analfabeto e um homem muito simples, oriundo da zona rural. Sem comunicação com a família, ele seguiu vagando pelas ruas da cidade vizinha até ser localizado na BR-030. “Há uns 40 km de Caetité ele foi encontrado. Ele tava vindo a pé, bastante sujo. Chegou a dormir no mato. Desde o dia 25, ele tava vagando a pé na estrada”, afirmou.
Apesar da exposição ao sol, o idoso passa bem e está se recuperando na casa de familiares. Mônica informou que, embora seja um alívio, a família vai avaliar a possibilidade de pedir uma reparação do Estado em virtude da situação. “Não esperávamos que ele fosse liberado assim, que abrissem a porta e dissessem tchau, o senhor está livre numa cidade completamente estranha. Acho que caberia sim uma reparação do Estado, mas a família ainda vai decidir. Não era pra ele ter sido tratado da forma que foi. Achei uma injustiça”, frisou.