Achei Sudoeste
Publicado em: 23 Ago 2026 / Há 3 horas
Autor: Redação - Achei Sudoeste

Carnes de caça ilegal são apreendidas em Itapetinga, Brumado, Poções e Anagé

Foto: Divulgação/PMVC

Uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resultou na apreensão de um freezer repleto de animais silvestres abatidos no interior da Bahia. A carga chegou ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista na noite de quinta-feira (20), escancarando a persistência da caça predatória e do comércio ilegal de fauna na região.

Entre os itens apreendidos nas cidades de Itapetinga, Brumado, Poções e Anagé, os fiscais encontraram cerca de dez animais inteiros, além de cortes de espécies como tamanduás, tatus e veados. Por ser fruto de crime e não possuir qualquer controle sanitário, o material proibido não poderá ser aproveitado nem mesmo para a alimentação dos animais abrigados no Cetas e terá como destino final a incineração.

Coordenador do Cetas, Aderbal Azevedo destacou o espanto com o volume da apreensão e alertou para a responsabilidade de quem compra o material. Segundo ele, o abate predatório só se mantém porque existe uma demanda ativa na ponta final, ressaltando que quem consome carne de caça é tão responsável pelo crime quanto quem mata os animais na mata.

A assessora especial da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Ana Cláudia, frisou que a caça sem permissão é enquadrada na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998), que prevê punições severas para o abate, transporte e venda de produtos da fauna. O enfrentamento a esse tipo de conduta vem sendo intensificado na região sudoeste do estado por meio de uma força-tarefa conjunta entre a Semma, o Inema e o Ibama.

Além do impacto direto na biodiversidade e no equilíbrio dos ecossistemas locais, as autoridades ambientais reforçam o apelo para que a população denuncie e se recuse a adquirir ou consumir produtos de origem ilícita. A preservação da fauna silvestre depende do combate ostensivo dos órgãos de fiscalização, mas exige também a conscientização coletiva para cortar a cadeia de suprimento do tráfico.