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Bahia está entre os estados que mais desperdiçam água no país
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Bahia integra o grupo de estados com elevados índices de perdas de água na distribuição, estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil, com base no Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA). Conforme o levantamento, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes mesmo que ela chegue às torneiras da população.

Em volume, isso representa cerca de 5,8 bilhões de metros cúbicos de água não faturada, o equivalente a 6.346 piscinas olímpicas de água tratada desperdiçadas por dia no país. O levantamento mostra que as regiões Norte e Nordeste concentram os piores indicadores, segundo o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023): Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil”, com taxas de perdas de 49,78% e 46,25%, respectivamente, ambas acima da média nacional.

Conforme o Trata Brasil, na Bahia, o índice de perdas na distribuição alcançou 42,20% em 2023, superando a média brasileira e colocando o estado entre os que apresentam maior ineficiência no controle do abastecimento. A estimativa é que a Bahia desperdiça, diariamente, o equivalente a 389 piscinas olímpicas de água tratada, volume que corresponde a mais de 1,29 milhão de caixas d’água por dia.

Considerando apenas as perdas físicas, a redução desses índices poderia beneficiar potencialmente cerca de 2,7 milhões de pessoas no estado. O cenário é ainda mais crítico quando o recorte é feito para Salvador: a capital baiana figura entre os piores desempenhos entre os 100 municípios mais populosos do país.

O Instituto Trata Brasil alerta que as perdas de água têm impacto direto não apenas no abastecimento, mas também no meio ambiente, na economia e na qualidade de vida da população. Segundo o relatório, somente as perdas físicas — como vazamentos — somam mais de 3 bilhões de metros cúbicos por ano no país, volume suficiente para abastecer aproximadamente 50 milhões de brasileiros em um ano.

O estudo destaca ainda que, em um contexto de mudanças climáticas, secas intensas e eventos extremos, reduzir desperdícios deixou de ser apenas uma questão de eficiência operacional e passou a ser uma medida de adaptação climática.

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