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30 Jul 2021 - 11:30h

O Ministério do Trabalho e Previdência informou nesta quinta-feira (29) que a economia brasileira gerou 1,5 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ao todo, o Brasil registrou no primeiro semestre: 9.588.085 contratações; 8.051.368 demissões; saldo positivo de 1.536.717 empregos criados. No mesmo período do ano passado, o país havia fechado 1,19 milhão de vagas formais de trabalho. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia do Caged no início do ano passado.

23 Jul 2021 - 09:30h

Os investidores brasileiros se tornaram mais otimistas com a economia do País no segundo trimestre, mostra a pesquisa de Sentimento dos Investidores do banco suíço UBS. A proporção dos que se declaram otimistas cresceu de 64% no primeiro trimestre do ano para 74% no segundo, enquanto a razão dos que se declaram pessimistas caiu de 22% para 17% no período. As principais fontes de otimismo mencionadas pelos investidores foram a vacinação contra a covid-19 (68%), impacto da exportação de commodities (56%) e crescimento mais forte do Produto Interno Bruto (53%). Na outra ponta, as fontes de preocupação são a inflação alta (61%), taxas de juros maiores (56%) e racionamento de energia devido aos baixos níveis dos reservatórios (47%). Para 79% dos investidores, a expectativa é de que a inflação continue a crescer em ritmo similar ou mais rápido nos próximos 12 meses. Ao todo, 64% acreditam que a inflação deve atingir 5% ou mais ao longo desse período, e 84% dos investidores preveem crescimento das taxas de juros nos próximos dois anos. Para lidar com a inflação mais alta, 44% dos investidores planejam comprar ações; 40% falam em elevar investimentos sustentáveis; e 39%, em comprar bens imóveis. Apesar do aumento do otimismo com a economia do País, oito em cada dez investidores ainda citam o ambiente político como ameaça às suas metas financeiras. Entre as principais preocupações, também são citadas novas ondas da pandemia de covid-19 (77%) e aumento de impostos (73%). Ao todo, 79% dos investidores brasileiros se dizem otimistas com os retornos de seus investimentos nos próximos seis meses e 84% se dizem otimistas com os índices de mercados globais no período. Segundo a pesquisa, 61% dos investidores planejam aumentar a alocação de capital, 30% esperam manter no nível atual, e 9% preveem uma contração.

16 Jul 2021 - 15:30h

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece as metas, limites de despesas e prioridades básicas do Orçamento de 2022. Na Câmara, foram 278 a favor e 148 contra. Já no Senado o placar foi mais apertado, de 40 a favor e 33 contra. O projeto aumenta o valor previsto para o Fundo Eleitoral. O montante, de no mínimo R$ 5,7 bilhões, será quase o triplo da última eleição. O relator, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), incluiu no texto a previsão de um piso para o fundo. O valor será de 25% dos recursos destinados à Justiça Eleitoral em 2021 e 2022 mais parte das emendas de bancadas estaduais e valores da renúncia da extinção de propaganda partidária que serão definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo técnicos do Congresso, esse valor daria em torno de R$ 5,7 bilhões. Nas eleições de 2018, o fundo foi de R$ 1,7 bilhão.

09 Jul 2021 - 16:30h

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê aumento de 4,1% na safra de cereais, oleaginosas e leguminosas este ano em comparação com 2020. Com isso, o estado deve bater o recorde atual de safra. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8), e correspondem ao mês de junho. Se a estimativa se concretizar, a Bahia terá, em 2021, a sétima maior produção de grãos do país, respondendo por 4,1% do total nacional. Ainda segundo a pesquisa, o estado deve chegar a mais de 10, 4 milhões de toneladas em 2021. Se confirmado, o total representa o segundo recorde seguido, já que em 2020 a Bahia atingiu a maior safra registrada de toda a série histórica, que foi de 10 milhões de toneladas. O destaque é para a produção de soja, que deve ter aumento de 12,6% em comparação com o ano passado. Na safra de milho, o crescimento deve ser de 5,5 %. A previsão também é otimista para outros itens, como cana-de-açúcar, castanha de caju, banana e batata.

08 Jul 2021 - 00:01h

Atualmente servidores públicos, funcionários de empresas privadas, aposentados e pensionistas do INSS podem contratar empréstimos consignados ou fazer compras com o cartão consignado comprometendo até 40% da sua renda para pagar as prestações, pelo menos até o final deste ano. Isto quer dizer que uma pessoa que recebe um salário de R$ 1.050 pode fazer parcelas de até R$ 420, considerando o empréstimo e o cartão nesta modalidade, e, portanto, recebendo apenas R$ 630 para pagar seus gastos e satisfazer suas outras necessidades durante o mês. Por este motivo, é muito importante analisar muito bem o orçamento e as condições de contratação do crédito consignado antes de fazer tal comprometimento da renda. Apesar de outras modificações realizadas pelos bancos, como o prazo de carência e aumento no prazo de financiamento do crédito, que podem ser benéficas para os clientes, alguns analistas alertam que este aumento pode elevar o endividamento e a inadimplência das famílias e levar a problemas maiores.

 

Sobre a margem consignada

A margem de consignação se refere ao valor máximo que uma pessoa pode comprometer mensalmente da sua renda para fazer o pagamento das parcelas de um empréstimo deste tipo. Calcular a margem consignada para um empréstimo não é nada difícil, em geral basta multiplicar sua renda por 0,35 para saber qual é o valor máximo da parcela do empréstimo que pode pegar. Por exemplo, se uma pessoa ganha R$ 1.500, ao multiplicar por 0,35 temos R$ 525. Isso significa que o cliente pode fazer uma operação que tenha parcelas de R$ 525 ou menores. Isto é, o cliente com essa margem pode fazer um empréstimo de R$ 10.500 com 1,5% de CET (Custo Efetivo Total) e parcelar em 24 meses, neste caso o comprometimento da renda é quase total, visto que as parcelas serão de R$ 524,20 (Total da operação R$ 12.580,80). Mas, se o tomador decide aumentar o prazo dois anos mais teria que pagar 48 parcelas de R$ 308,44 (total do crédito R$ 14.805,12). O prazo máximo de financiamento está determinado nos contratos de consignação, em geral beneficiários do INSS podem parcelar em até 84 meses e servidores de órgão públicos em até 96 meses. Mas, vale lembrar que quanto maior é o parcelamento, maior é a incidência dos juros e consequentemente o cliente paga um valor maior, como é possível ver no exemplo anterior. A escolha do prazo de pagamento, além de levar em conta as condições impostas pela instituição financeira, também depende do prazo que o cliente escolher. No segundo caso, o tomador fica com uma margem de crédito a seu favor, consequentemente pode fazer outro crédito consignado no futuro e recebe mensalmente mais de 65% do seu salário. No entanto, o crédito consignado pode variar e o cliente se encontrar com uma margem menor. Isto ocorre porque para oferecer um crédito consignado cada uma das instituições financeiras faz um contrato com o empregador do cliente, seja uma empresa privada, o Instituto Nacional do Seguro Social ou qualquer outro órgão público. Neste contrato, além da margem de consignação também ficam estabelecidas outras condições para a liberação do capital e o comprometimento do empregado de fazer o desconto na folha de pagamento do funcionário para fazer o pagamento das parcelas.

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06 Jul 2021 - 10:30h

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (5) a prorrogação do auxílio emergencial por mais três meses. O benefício acabaria em julho e, com a prorrogação, também será pago em agosto, setembro e outubro. Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, o decreto de prorrogação já foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e será publicado nesta terça (6). O Ministério da Cidadania informou que serão mantidos os valores pagos atualmente: pessoas que moram sozinhas: R$ 150 por mês; mulheres chefes de família: R$ 375 por mês; demais beneficiários: R$ 250 por mês. O calendário completo de pagamento ainda precisa ser divulgado pela Caixa Econômica Federal, responsável por fazer os depósitos. Os pagamentos são feitos por meio de conta poupança digital da Caixa, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa TEM. Os beneficiários do Bolsa Família recebem pelo cartão do programa.

05 Jul 2021 - 15:30h

A Petrobras informou nesta segunda-feira (5) que vai reajustar o preço dos combustíveis a partir desta terça-feira (6). É o primeiro aumento realizado na gestão do general Joaquim Silva e Luna. Os preços médios de venda de gasolina e diesel da Petrobras para as distribuidoras passarão a ser de R$ 2,69 e R$ 2,81 por litro, o que significa reajustes médios de R$ 0,16 e R$ 0,10 por litro, respectivamente. Já o preço médio de venda de GLP da Petrobras para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,60 por kg, refletindo um aumento médio de R$ 0,20 por kg. “Importante reforçar o posicionamento da Petrobras que busca evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais”, informou a estatal em nota. “Os preços praticados pela Petrobras seguem buscando o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”.

02 Jul 2021 - 15:30h

Novas regras para prevenir o superendividamento dos consumidores foram sancionadas nesta sexta-feira (2), pelo presidente Jair Bolsonaro. O texto, resultado de um projeto de lei aprovado por deputados e senadores, recebeu alguns vetos e foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União. A norma altera o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto do Idoso. O texto dá mais transparência aos contratos de empréstimos e tenta impedir condutas consideradas abusivas. A lei estabelece que qualquer compromisso financeiro assumido dentro das relações de consumo pode levar uma pessoa ao superendividamento. Nesse rol estão, por exemplo, operações de crédito, compras a prazo e serviços de prestação continuada. A lista inclui ainda dívidas contraídas por fraude, má-fé, celebradas propositalmente com a intenção de não pagamento ou relativas a bens e serviços de luxo não são contempladas na proposta. Pelo texto, os contratos de crédito e de venda a prazo devem informar dados envolvidos na negociação como taxa efetiva de juros, total de encargos e montante das prestações. O projeto também proíbe que ofertas de crédito ao consumidor usem os termos como “sem juros”, “gratuito”, “sem acréscimo” e “com taxa zero”, mesmo que de forma implícita. Apesar disso, esse ponto não se aplica à oferta para pagamentos feitos com cartão de crédito. Com o novo regramento, empresas ou instituições que oferecerem crédito também ficam proibidas de assediar ou pressionar o consumidor para contratá-la, inclusive por telefone, e principalmente se o consumidor for idoso, analfabeto ou vulnerável ou se a contratação envolver prêmio. Elas também não podem ocultar ou dificultar a compreensão sobre os riscos contratação do crédito ou da venda a prazo. Outra proibição diz respeito à indicação de que a operação de crédito pode ser concluída sem consulta a serviços de proteção ao crédito ou sem avaliação da situação financeira do consumidor.

30 Jun 2021 - 09:30h

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (29) o reajuste na bandeira tarifária vermelha patamar 2 - cobrança adicional aplicada às contas de luz realizada quando aumenta o custo de produção de energia. A cobrança extra passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos – alta de 52%. Nesta segunda-feira (28) o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez um pronunciamento na televisão em que afirmou que o país passa por um momento de crise hídrica e pediu uso “consciente e responsável” de água e energia por parte da população. O Brasil vive a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. O reajuste contrariou a área técnica da agência, que havia recomendado uma alta maior na bandeira vermelha 2, de R$ 11,50 a cada 100 kWh consumidos, de forma a equilibrar a alta de custo da geração de energia. O novo valor para a bandeira tarifária vermelha patamar 2 começa a valer em julho. A previsão é a de que a bandeira permaneça acionada até novembro, segundo a Aneel.

24 Jun 2021 - 08:00h

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá aprovar um reajuste de bandeiras tarifárias na próxima semana. Um valor adicional que deixa as contas mais caras sempre que o custo de geração sofre alta. Segundo técnicos, a tendência é que o conselho diretor da agência aprove aumento que varia entre 40% e 60% das bandeiras, o que representa aumento entre 15% e 20% na conta de luz. Os números devem vigorar a partir de julho e a tendência é que permaneçam até o final do ano. O sistema de bandeiras é reflexo do sistema elétrico que é dependente das hidrelétricas, que hoje enfrentam a pior seca dos últimos 91 anos. Diante da crise, a Aneel implementou a bandeira vermelha 2 no mês de junho.

17 Jun 2021 - 11:30h

Em meio à pressão inflacionária mais recente no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16), elevar a Selic (a taxa básica da economia) em 0,75 ponto porcentual, de 3,50% para 4,25% ao ano. Este foi o terceiro aumento consecutivo dos juros, na esteira da alta recente da inflação. Com a decisão de hoje, a Selic retorna ao patamar verificado em fevereiro de 2020 – antes da pandemia de covid-19. Com a pandemia, o BC fez um primeiro movimento no sentido de acelerar os cortes da taxa, que se manteve no mínimo histórico de 2% ao ano de agosto do ano passado a março deste ano. Em um segundo movimento, iniciado em março, o BC recomeçou a elevar a Selic, numa tentativa de controlar a inflação. O aumento do juro básico da economia reflete em taxas bancárias mais elevadas, embora haja uma defasagem entre a decisão do BC e o encarecimento do crédito (entre seis meses e nove meses). A elevação da taxa de juros também influencia negativamente o consumo da população e os investimentos produtivos. A decisão era largamente aguardada pelo mercado financeiro. De um total de 54 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 53 esperavam pelo aumento da Selic em 0,75 ponto, para 4,25% ao ano. Apenas uma casa – a Sicredi Asset – aguardava pela elevação de 1,00 ponto porcentual, com a Selic chegando a 4,50%. Para o fim de 2021, as instituições projetam desde uma Selic em 5% até um aumento dos juros a 7% ao ano. O Copom fixa a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação. Neste ano, a meta central é de 3,75%, mas o IPCA pode ficar entre 2,25% a 5,25% sem que a meta seja formalmente descumprida. Para 2022, a meta central é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%. Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – ficou em 0,83% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o maior resultado para um mês de maio desde 1996 (1,22%).

16 Jun 2021 - 20:55h

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 15, que o novo Bolsa Família pagará R$ 300 em média para os beneficiários do programa. Em entrevista à SIC TV, afiliada da TV Record em Rondônia, ele citou que a inflação de produtos que compõem a cesta básica ficou “em torno de 14%”, e alguns itens chegaram a subir 50%. “O Bolsa Família, a ideia é dar um aumento de 50% para ele em dezembro, para sair de média de R$ 190, um pouco mais de 50% seria (o aumento), para R$ 300. É isso que está praticamente acertado aqui”, disse o presidente.

11 Jun 2021 - 15:30h

A quantidade de pedidos de recuperação judicial por parte de empresas chegou a 92 solicitações em maio deste ano, o que representa um aumento de 48,4% na comparação com abril, de acordo com levantamento feito pela Serasa Experian. A maioria é de micro e pequenas empresas. Com relação a maio do ano passado (94), houve queda de 2,1% no total de solicitações. Quando analisados os segmentos, serviços se destacou com 62 pedidos em maio de 2021, seguindo por comércio (15) e indústria (12). No caso das falências requeridas, os dados indicam que no comparativo com maio de 2020, houve queda de 2,1% no total de solicitações, mas as companhias de menor porte apresentaram crescimento no período, de 54 em maio do ano passado, para  60 em maio de 2021.

08 Jun 2021 - 14:30h

A seca que atinge o Brasil há vários meses ameaça o abastecimento de eletricidade do país, muito dependente de suas hidrelétricas, aumenta o custo da energia e põe em risco a produção agrícola e a recuperação da economia. A falta de chuvas nas regiões sudeste e centro-oeste do país é a pior em quase um século, segundo o governo brasileiro, e a situação não deve melhorar: o inverno é caracterizado por chuvas fracas nessas regiões. No sul do Brasil, o principal culpado é o fenômeno climático La Niña, explica à AFP Pedro Luiz Cortês, professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP). Ativo de setembro até o início de maio, o fenômeno pode retomar no final de setembro, quando normalmente começa o período de chuvas. “Na prática, nós vamos ter de um ano e meio a dois anos de período seco atingindo a região sul”, prevê o pesquisador. Em relação ao centro-oeste, Cortês aponta para um déficit pluviométrico de quase uma década devido ao “desmatamento da Amazônia, que abaixa a umidade na atmosfera e reduz as chuvas na região central”, problema que pode se tornar “crônico”.

07 Jun 2021 - 11:30h

O mercado de trabalho baiano foi duramente atingido desde março do ano passado por causa da pandemia do novo coronavírus. O estado que tem o maior percentual de desempregados e de desalentados do país começa a dar sinais de reação. Segundo dados do Ministério da Economia, divulgados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), disponibilizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais do Estado, a Bahia gerou 32.029 novos postos de trabalho desde o início da pandemia até abril deste ano. Até março, dos 417 municípios baianos, 252 tiveram saldos positivos de emprego, o que representa quase 60%. Ao mesmo tempo, o desemprego aumentou na Bahia. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego, que era de 19,8% no ano passado, passou para 21,3% nos três primeiros meses deste ano. Atualmente, 1.386.000 baianos estão fora do mercado de trabalho.

05 Jun 2021 - 06:30h

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia, relativos ao primeiro trimestre de 2021, mostram que a atividade econômica baiana teve crescimento de 1% na comparação com o quarto trimestre de 2020. Os resultados foram calculados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), divulgados nesta sexta-feira (4). De acordo com a SEI, no 1º trimestre de 2021, o PIB totalizou R$ 86,4 bilhões, sendo R$ 75,8 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 10,6 bilhões de impostos arrecadados sobre Produtos líquidos de Subsídios. No que diz respeito aos grandes setores, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 7,5 bilhões, a Indústria R$ 18,0 bilhões e os Serviços R$ 50,3 bilhões. A expansão aponta que a atividade econômica baiana está em recuperação, visto que nos dois trimestres anteriores também se observou crescimento neste tipo de comparação. Ainda segundo o levantamento, na comparação com o primeiro trimestre de 2020, o PIB da Bahia registrou diminuição de 0,5% no primeiro trimestre de 2021. O Valor Adicionado apresentou variação negativa (-0,5%) e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios caíram -0,3%. O destaque positivo do resultado do PIB ficou com a agropecuária avançando 6,8%, nos três primeiros meses deste ano. Os setores com as maiores participações na economia baiana foram os responsáveis pelo resultado negativo do PIB: os serviços registraram retração de -0,2% e a Indústria queda de -3,3%.

31 Mai 2021 - 18:05h

Termina nesta segunda-feira (31) o prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2021. A Receita Federal informou que até as 11h desta segunda, 1.207.175 tinham sido entregues na Bahia. A previsão é de que sejam concluídas, até o final do prazo, cerca de 1.277.000 declarações em todo o estado. Segundo a Receita Federal, quem não entregar a declaração dentro do prazo está sujeito ao pagamento de multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. No Brasil, o número de declarações entregues passa de 31 milhões, sendo que a expectativa nacional é de 32 milhões de declarações. Ainda segundo a Receita Federal, quem tiver imposto a pagar deve atentar, também, para o horário bancário. O não pagamento dentro do prazo implica em acréscimos já no dia subsequente. Para esclarecimento de dúvidas sobre o Imposto de Renda, o contribuinte pode acessar o assistente virtual. O chatbot está disponível nas versões do aplicativo ‘Meu Imposto de Renda’ para celulares e tablets. Se já tiver o aplicativo instalado, basta atualizá-lo nas lojas virtuais do aplicativo.

28 Mai 2021 - 10:30h

Maior polo agrícola e principal produtor de grãos do Nordeste brasileiro, o oeste baiano é destaque no agronegócio, setor responsável por 24,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. O PIB do setor – que registrou uma expansão de 11,7% entre 2020/2021, em relação a 2019 – contribui para alavancar o desempenho econômico da região, que é composta por 24 municípios, entre os quais Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério e Correntina. São cidades que representam, hoje, uma Bahia economicamente próspera mesmo em meio à crise sanitária, decorrente da pandemia do coronavírus, que, no país, já ceifou a vida de quase 435 mil brasileiros até o momento.

28 Mai 2021 - 07:30h

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), apontou que a taxa de desocupação na Bahia foi de 21,3%, no 1º trimestre de 2021. O índice quebrou o recorde de 2020 e ficou no maior patamar em nove anos - desde o início da série histórica, em 2012. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) trimestral, a taxa de desocupação na Bahia foi a maior do país, empatada Pernambuco (21,3%). O índice está bem acima do indicador nacional, que ficou em 14,7%, também um recorde histórico. De acordo com o G1, a taxa de desocupação mede a proporção de pessoas de 14 anos ou mais de idade que estão desocupadas (não trabalharam e procuraram trabalho), em relação ao total de pessoas que estão na força de trabalho, seja trabalhando (pessoas ocupadas) ou procurando (desocupadas). Ainda segundo o IBGE, o novo recorde na taxa de desocupação na Bahia foi resultado principalmente do aumento da população desocupada, ou seja do maior número de pessoas que não estavam trabalhando e passaram a procurar trabalho no estado. Em números absolutos, esse contingente chegou a 1,386 milhão de pessoas no 1º trimestre deste ano, o maior em nove anos. O aumentou foi de 6,9% em relação ao último trimestre do ano passado (+90 mil desocupados) e 5,7% em relação ao 1º trimestre de 2020 (+75 mil desocupados). Além alto índice de desocupação, o número de pessoas trabalhando, seja em ocupações formais ou informais (população ocupada), voltou a cair no 1º trimestre de 2021, após ter registrado uma leve alta no fim do ano passado. Entre janeiro e março, os ocupados somaram 5,135 milhões no estado. Isso representou menos 53 mil trabalhadores do que no 4º trimestre de 2020 (-1,0%) e uma retração de 9,9% frente ao 1º trimestre do ano passado. Ou seja, em um ano de pandemia, 565 mil pessoas deixaram de trabalhar na Bahia. A pesquisa do IBGE destacou ainda que, além da perda de trabalho, que frequentemente leva à busca por um novo, o aumento da desocupação no 1º trimestre de 2021 também se deveu a um discreto movimento de retorno de parte das pessoas que estavam fora da força de trabalho. A população fora da força de trabalho no estado ficou em 5,847 milhões no 1º trimestre de 2021, 0,9% menor que no fim de 2020 (-53 mil pessoas), mas ainda significativamente maior do que a verificada antes da pandemia (+16,2%), com mais 816 mil pessoas nessa condição, frente ao 1º trimestre de 2020.

27 Mai 2021 - 09:30h

A Bahia gerou 9.207 postos de trabalho com carteira assinada, em abril deste ano, resultado que decorre da diferença entre 52.539 admissões e 43.332 desligamentos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Dessa forma, o estado liderou a geração de emprego formal no Nordeste no mês. Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), os dados são do Ministério da Economia, divulgados nesta quarta-feira (26) junto com as estatísticas mensais do emprego formal, através do Novo Caged. Apesar do contexto sanitário mundial atípico, a Bahia ocupou a primeira posição em relação à geração de posições celetistas dentre os estados nordestinos e a sexta dentre os estados brasileiros em abril de 2021. No Nordeste, seis estados criaram vagas de trabalho. A Bahia (+9.207 postos) foi acompanhada por Pernambuco (+4.798 postos), Ceará (+3.297 postos), Maranhão (+3.056 postos), Piauí (+2.060 postos) e Paraíba (+690 postos). Em contrapartida, Alagoas (-3.208 postos), Sergipe (-92 postos) e Rio Grande do Norte (-61 postos) encerraram posições celetistas. Classificando os setores de atividade econômica em cinco grandes grupos, todos apresentaram saldos positivos em abril de 2021: Serviços (+4.761 postos), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+1.568 postos), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (+1.203 postos), Indústria geral (+879 postos) e Construção (+796 postos). No grupamento que mais gerou, o de Serviços, destacou-se a área de Saúde Humana e Serviços Sociais com a criação de 2.483 postos.