Categoria

Economia

1197 notícia(s) publicada(s)
Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Bahia deve ter a quarta maior safra de café do país em 2026, aponta IBGE Foto: Shutterstock

O Brasil deve manter, em 2026, a posição de maior produtor mundial de café, com estimativa de safra de 3,848 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Bahia, a produção prevista é de 227,9 mil toneladas, o que coloca o estado como o quarto maior produtor do país, com participação de 5,9% no total nacional.

Nesta terça-feira (14), quando se celebra o Dia Mundial do Café, ganham destaque os dados sobre a produção da bebida, presente no cotidiano dos brasileiros. O consumo disseminado no país acompanha a relevância econômica do produto, que mantém peso na produção agrícola e no orçamento das famílias.

Apesar da posição de destaque no ranking nacional, a produção baiana deve recuar 12,9% em relação a 2025, quando o estado colheu 261,6 mil toneladas. Mesmo com a queda, o volume projetado mantém a Bahia atrás apenas de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, principais produtores do país.

A produção baiana segue concentrada em dois tipos principais de grão, com predominância do café canephora, responsável por 58,4% da safra estimada para 2026, o equivalente a 133.055 toneladas. O café arábica deve representar 41,6% do total, com produção prevista de 94.800 toneladas.

Os dados mais recentes da Produção Agrícola Municipal indicam concentração da atividade em municípios do sul e sudoeste do estado. Em 2024, Itamaraju liderou a produção, com 26,1 mil toneladas, seguido por Prado, Barra da Estiva, Porto Seguro e Barra do Choça.

Além do volume produzido, o café mantém relevância econômica na agricultura baiana. Em 2024, a cultura gerou R$ 4,023 bilhões, o equivalente a 8,5% do valor total da produção agrícola do estado, ocupando a quarta posição entre os produtos pesquisados pelo IBGE.

O valor gerado pela cafeicultura apresentou crescimento de 47,7% entre 2023 e 2024, registrando a quinta alta anual consecutiva e o maior resultado desde o início da série histórica em 1994. O desempenho foi influenciado, entre outros fatores, pela valorização do produto no mercado.

O aumento de preços também impactou o consumidor, especialmente na Região Metropolitana de Salvador. O café moído teve alta de 42,68% em 2024, a maior entre os itens pesquisados para o cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e voltou a subir em 2025, com variação de 42,91%, a segunda maior do período.

No início de 2026, o movimento apresentou mudança, com recuo de 1,03% no preço do produto no primeiro trimestre, segundo o IPCA-15. A variação interrompe a sequência de altas registradas nos dois anos anteriores, como explica o instituto.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Governo zera impostos sobre querosene de aviação para conter alta de passagens Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (6), um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta do querosene de aviação em meio à escalada do preço do produto.

O combustível é um insumo sensível para aviação, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após o aumento anunciado pela Petrobras na última semana.

O reajuste ocorreu em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.

As medidas são: zerar Pis/Cofins para as empresas aéreas, o que gera uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível; prorrogar o pagamento da tarifa de navegação. As empresas pagarão apenas em dezembro as tarifas da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho; abrir duas linhas de crédito.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Agências bancárias estarão fechadas nesta Sexta-Feira Santa Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

As agências bancárias de todo o país estarão fechadas para atendimento presencial nesta sexta-feira (3), feriado nacional de celebração da Paixão de Cristo. As compensações bancárias, incluindo as TEDs, não serão efetivadas na data, mas o Pix, que funciona 24 horas todos os dias, poderá ser feito normalmente.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os boletos de cobrança e contas como água, energia e telefone com vencimento no feriado podem ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil.

Já o pagamento de tributos e impostos que vencem nesta sexta deve ser antecipado, para evitar a cobrança de juros e multas. Nesta quinta-feira (2), os bancos tiveram expediente normal.

Sites e aplicativos de bancos e caixas eletrônicos também podem ser usados para pagamento de contas e transferências, entre outros serviços. Banco por telefone e correspondente também estão entre as alternativas de atendimento.

A Febraban já lembra que o próximo dia 21 de abril, uma terça-feira, também é feriado, de Tiradentes. Da mesma forma, as agências estarão fechada para atendimento ao público neste dia.

Na segunda-feira, dia 20, o expediente bancário segue normalmente nas localidades onde não há feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Petrobras estuda fazer Brasil autossuficiente em diesel em até 5 anos Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a empresa estuda a possibilidade de fazer o país ser autossuficiente na produção de óleo diesel dentro de cinco anos. As informações são da Agência Brasil.

O combustível enfrenta uma escalada recente de preço global por causa da guerra no Irã. Atualmente o Brasil precisa importar cerca de 30% do óleo diesel consumido no país, um derivado do petróleo utilizado por caminhões, ônibus e tratores.

Chambriard explicou que o plano de negócios da companhia tinha como objetivo o “ideal” de chegar a 80% da demanda, com expansão de cerca de 300 mil barris de diesel por dia em cinco anos.

“Estamos revendo esse plano e nos perguntando se podemos chegar a 100% em cinco anos”, afirmou ela, durante um evento sobre energia promovido pela rede de TV CNN Brasil, em São Paulo.

“Muito provavelmente, porque a Petrobras adora desafios, quem sabe a gente chega com a possibilidade de ter um novo plano de negócios capaz de entregar a autossuficiência do Brasil em diesel”, completou.

O plano de negócios da companhia começará a ser discutido em maio, segundo adiantou a presidente da estatal. A divulgação costuma ser em novembro.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Preço do gás sobe mais de 15%; botijão pode ficar até R$ 10 mais caro Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O valor do gás de cozinha teve um reajuste de mais de 15%, nesta quarta-feira (1°), segundo o Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás).

De acordo com a entidade, o aumento foi aplicado pela Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe. Com isso, o valor do botijão de gás pode ficar, em média, entre R$ 8 e R$ 10 mais caro para o consumidor final.

Antes do reajuste, o botijão custava R$ 130 para retirada no local. Com a mudança, o preço subiu para R$ 140. Já no caso da entrega, o valor passou de R$ 145 para R$ 155.

Em nota, a Acelen confirmou o reajuste e informou que o aumento aplicado às distribuidoras foi de 15,3% no preço do GLP.

A empresa destacou que os preços seguem critérios de mercado e levam em conta variáveis como o custo do petróleo, adquirido a valores internacionais, além da cotação do dólar e despesas com frete.

Ainda segundo a companhia, a política de preços adotada é transparente e baseada em critérios técnicos, alinhados às práticas do mercado internacional, podendo resultar em variações tanto para cima quanto para baixo.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Aneel mantém bandeira verde e conta de luz não terá acréscimo em abril Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, na sexta-feira (27), a manutenção da bandeira tarifária verde durante todo o mês de abril. Com a decisão, os consumidores brasileiros permanecem isentos de custos adicionais na conta de luz, mantendo o cenário observado desde o início de janeiro.

A manutenção da bandeira é resultado do volume de chuvas registrado em março, que garantiu níveis satisfatórios nos reservatórios das hidrelétricas. Esse panorama permite uma geração de energia eficiente, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas é o menor para o trimestre Foto: Agência O Globo

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro atingiu 5,8%, valor acima do trimestre móvel terminado em novembro, quando era de 5,2%.

Apesar da alta no intervalo, o resultado é o menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, e mostrou também recorde no salário do trabalhador. No mesmo trimestre de 2025, o índice era 6,8%.

No trimestre terminado em fevereiro, o Brasil tinha 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões à procura de trabalho. No trimestre de setembro a novembro de 2025 eram 5,6 milhões de brasileiros em busca de vagas.

Os dados foram divulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre terminado em novembro, o número de ocupados era 874 mil a mais. De acordo com o instituto, o aumento da desocupação é explicado por perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção.

A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu a redução ao comportamento sazonal, ou seja, típico da época do ano, principalmente nas áreas de educação e saúde. “Parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Governo Federal bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026 Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Orçamento de 2026 terá um bloqueio de R$ 1,6 bilhão de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.

Os recursos foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. Segundo os ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.

O relatório não traz previsão de contingenciamento, recursos bloqueados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário, resultado das contas do governo antes do pagamento da dívida pública.

Segundo os dois ministérios, a projeção de superávit primário neste ano está em R$ 3,5 bilhões, motivada principalmente pela alta de R$ 16,7 bilhões nas previsões com receitas de royalties em 2026, com a disparada dos preços do petróleo após o início da guerra no Oriente Médio.

Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit zero para este ano. Com o superávit previsto de R$ 3,5 bilhões, não é necessário contingenciar o Orçamento.

O bloqueio do R$ 1,6 bilhão será detalhado no próximo dia 31, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais. As informações são da Agência Brasil.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Governo Federal pede adiamento de reajustes na conta de luz Foto: Getty Images

O Ministério de Minas e Energia solicitou à Aneel o adiamento dos reajustes nas tarifas de energia previstos para março de 2026. A medida foi proposta enquanto o governo federal conduz análises e tratativas institucionais para encontrar alternativas que reduzam o impacto das contas de luz sobre os consumidores.

Segundo ofício enviado pelo secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, o objetivo é mitigar os efeitos dos reajustes sem comprometer o equilíbrio regulatório. O documento sugere que o adiamento permita concluir estudos e até viabilizar medidas que possam levar a reajustes próximos de zero em alguns casos, dependendo das diretrizes em análise.

A Aneel encaminhou o pedido para avaliação interna, sem confirmar se irá acatá-lo. O tema é sensível, já que março concentra revisões tarifárias importantes e o adiamento pode afetar a previsibilidade do setor. A iniciativa ocorre em meio à expectativa de aumento médio de 8% nas contas de luz em 2026, percentual acima da inflação projetada de 4,1%.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Receita exigirá declaração de ganhos com bets no Imposto de Renda Foto: Divulgação/Receita Federal

O contribuinte terá de informar ao Fisco os ganhos obtidos em 2025 com apostas esportivas e plataformas de jogos online, conhecidas como “bets”, que deverão ser declarados no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Além dos prêmios recebidos, os contribuintes também precisarão informar os saldos mantidos nas contas dessas plataformas no fim do ano passado.

De acordo com o Fisco, a obrigação vale para quem recebeu mais de R$ 28.467,20 em prêmios ao longo de 2025 em apostas de quota fixa, modalidade que inclui as plataformas digitais de apostas e algumas loterias.

Segundo o supervisor do Imposto de Renda da Receita, José Carlos da Fonseca, os apostadores devem apurar os ganhos e registrar as informações na declaração anual.

“Essas pessoas apuram e pagam o imposto conforme está na lei. Agora, elas precisam informar esse rendimento na declaração. Trata-se de um ganho tributável”, explicou.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
80% dos lares brasileiros estão com dívidas Foto: Joédson Alves/Tribuna da Bahia

Enquanto as contas chegam, o brasileiro se afunda cada vez mais nas dívidas que parecem virar uma bola de neve. Este cenário ficou mais frequente nos lares do país em um cenário de juros altos e menor poder aquisitivo, como atesta o levantamento mais recente da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgado ontem. De acordo com o estudo, quatro em cada cinco famílias tinham alguma dívida no último mês de fevereiro, o que representa o maior nível desde o início da série histórica, em 2010.

O levantamento realizado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que em fevereiro de 2026, 80,2% desses grupos possuíam alguma dívida, o que indica um aumento de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados divulgados ontem ainda revelam que a inadimplência voltou a subir em fevereiro, após três meses de queda. Nesse período, a taxa subiu para 29,6%, o que, na visão do presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, é um impacto direto do nível elevado da taxa de juros no país. Desde junho de 2025, a Selic permanece no maior nível em quase 20 anos, a 15% ao ano (a.a.).

“Embora o crédito seja um motor essencial para o consumo, o custo do dinheiro permanece proibitivo, criando um ciclo perigoso em que o aumento das dívidas é potencializado por juros altos que dificultam a amortização. Sem alívio consistente nos juros, a capacidade das famílias de limpar seus cadastros fica seriamente comprometida, o que acaba por frear o dinamismo do nosso comércio e serviços”, destaca Tadros.

Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, embora o endividamento recorde assuste, o que preocupa mais a entidade é o nível elevado da inadimplência, que representa a parcela da população endividada que não consegue honrar com esses compromissos financeiros e ficam com o nome “sujo”.

De acordo com a pesquisa, o tempo médio de atraso dos pagamentos subiu para 65,1 meses, o que representa o nível mais alto desde o fim de 2024. Além disso, a parcela de consumidores inadimplentes por mais de 90 dias avançou para 49,5%, evidenciando que os atrasos estão cada vez mais longos. “O aumento do endividamento preocupa, não costumamos ver este nível, mas o crescimento da inadimplência preocupa ainda mais porque é mais um sintoma do estrago que este longo período de aperto monetário com a alta Selic provoca no orçamento das famílias brasileiras”, analisa Bentes.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo Foto: Reprodução/RBS TV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, aponta prévia da FGV Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, na comparação com 2024, estimou a pesquisa Monitor do PIB, divulgada na sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). As informações são da Agência Brasil.

A pesquisa reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária e é considerada uma prévia do produto interno bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.

O resultado de 2025 representa o quinto ano seguido de alta, mesmo com perda de ritmo nos últimos meses. Em 2024, o avanço tinha sido de 3,4%.

Em dezembro, o PIB teve variação nula (0%) na comparação com novembro, e, no quarto trimestre, também ficou estável em relação ao terceiro.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Tesouro paga R$ 257,7 mi em dívidas de estados e municípios em janeiro Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A União pagou R$ 257,73 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios em janeiro deste ano, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Tesouro Nacional. Em 2025, o valor chegou a R$ 11,08 bilhões de dívidas de entes federados honradas pela União.

Do total pago no mês passado, R$ 84,32 milhões são débitos não quitados pelo estado do Rio Grande do Norte; R$ 82,34 milhões do Rio de Janeiro; R$ 70,55 milhões do Rio Grande do Sul; R$ 19,55 milhões do Amapá; R$ 783,64 mil do município de Guanambi (BA); R$ 112,07 mil de Paranã (TO); e R$ 72,02 mil de Santanópolis (BA).

Desde 2016, a União pagou R$ 86,78 bilhões em dívidas garantidas. Além do relatório mensal, o Tesouro Nacional disponibiliza os dados no Painel de Garantias Honradas.

As garantias representam os ativos oferecidos pela União – representada pelo Tesouro Nacional – para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como garantidora das operações, a União é comunicada pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Mercado reduz previsão da inflação para 3,95% este ano Foto: Freepik

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país - passou de 3,97% para 3,95% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta quarta-feira (18), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

Pela sexta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado fez o IPCA acumular alta de 4,44% em 2025, dentro da meta do CMN.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Custo médio de vida do brasileiro é de R$ 3.520 por mês, revela Serasa Foto: Reprodução/Jornal O Globo

Manter o equilíbrio financeiro tem sido um desafio constante para os brasileiros. De acordo com a pesquisa “Custo de Vida no Brasil” realizada pela Serasa em parceria com o instituto Opinion Box, o custo de vida médio mensal do brasileiro chega a R$3.520, considerando gastos com moradia, contas recorrentes, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação, compras em geral e serviços e cuidados pessoais.

No estado da Bahia, esse custo médio mensal é de R$ 3.210, considerando gastos com moradia, contas recorrentes, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação, compras em geral e serviços e cuidados pessoais.

Com cada vez mais despesas fixas, como supermercado, moradia e outros compromissos do dia a dia, o custo de vida segue pressionando o orçamento das famílias e exigindo cada vez mais atenção e planejamento financeiro. Apesar desse cenário, apenas 19% dos entrevistados afirmam considerar fácil gerenciar pagamentos e despesas do dia a dia.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Com quase 80 bilhões de transações, Pix bate recorde em 2025 Foto: Reprodução/G1

O Banco Central (BC) registrou R$ 35,36 trilhões em transferências via Pix em 2025. Um recorde. As informações são do G1.

O volume de valores transferidos cresceu 33,6% na comparação com 2024 — quando as movimentações totalizaram R$ 26,46 trilhões.

A quantidade de transações também superou a registrada no ano anterior. Em 2025, foram 79,8 bilhões de operações. Em 2024, o Banco Central contabilizou 63,5 bilhões de transferências.

O Banco Central também prevê novidades no principal meio de pagamento dos brasileiros para 2026.Em novembro de 2025, quando o Pix fez aniversário de cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, comentou que o país estava próximo, naquele momento, de ter toda a população adulta utilizando a ferramenta.

“É essencialmente quase todo adulto no país”, disse o diretor do BC, na ocasião.

Ele também afirmou que a velocidade da adoção massiva do Pix pelo povo brasileiro surpreendeu, e que a ferramenta foi responsável por incluir milhares de pessoas no sistema financeiro.

“Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do Pix, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas”, afirmou o diretor do BC, Renato Gomes, em novembro do ano passado.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Percentual de famílias com dívidas cresce, mas inadimplência cai Foto: Agência Brasil

O indicador que mede o percentual de famílias brasileiras que têm dívidas como cartão de crédito e financiamentos alcançou 79,5% em janeiro, patamar mais alto já registrado, igualando recorde de outubro passado.

O dado faz parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Por outro lado, a quantidade de famílias que não conseguiu pagar essas dívidas no prazo caiu pelo terceiro mês seguido.

Em dezembro, o nível de endividamento estava em 78,9%, enquanto, em janeiro no ano passado, abrangia 76,1% das famílias.

Ao analisar os dados de janeiro de 2026, percebe-se que o endividamento é mais presente em famílias que ganham até três salários mínimos, chegando a 82,5% delas.

Já nas com renda superior a dez salários mínimos, o indicador recua para 68,3%. Desde janeiro, o salário mínimo é fixado em R$ 1.621.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Portabilidade de crédito já pode ser feita de forma digital

A partir desta semana, os correntistas podem pedir a portabilidade de crédito via open finance, com a transferência de empréstimos entre instituições financeiras de forma totalmente digital, diretamente pelos aplicativos dos bancos. Lançada dias após o open finance completar cinco anos, a novidade marca um novo passo na ampliação da concorrência no mercado de crédito.

Fora do ambiente do open finance, a portabilidade de crédito costuma levar de 20 a 25 dias. Com a nova funcionalidade, o consumidor ganha mais agilidade, transparência e poder de escolha na hora de renegociar seus empréstimos.

Nesta fase inicial, o serviço está disponível apenas para operações de crédito pessoal sem consignação, conhecido como crédito “clean”. A expectativa é que, gradualmente, outras modalidades sejam incorporadas ao sistema, ampliando o alcance da funcionalidade.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Banco Central confirma corte da Selic em março, mas manterá juros restritivos Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Banco Central (BC) confirmou que começará a reduzir os juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março. Entretanto, a autarquia não indicou a magnitude do corte e esclareceu que os juros continuarão em níveis restritivos.

As informações estão na ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada nesta terça-feira (3). Na ocasião, o colegiado manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano, pela quinta vez seguida.

“Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária [impacto da Selic para queda da inflação] mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros. O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz a ata.

“O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”, afirmou o BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%. Para este ano, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país – está em 3,99%, ou seja, dentro da meta.

A taxa Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

“O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz a ata.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Vendas de veículos novos caem 0,38% em janeiro, diz Fenabrave Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

As vendas de veículos novos no Brasil caíram 0,38% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que representa as concessionárias, em janeiro foram comercializadas 170,5 mil unidades de veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Em relação a dezembro, a queda foi de 38,96%.

Considerando-se o emplacamento de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos), o mercado de veículos começou o ano em trajetória positiva, com crescimento de 7,42% na comparação com o mesmo mês do ano passado, mesmo contando com um dia útil a menos. No total foram emplacados 366.713 veículos.

Na comparação com dezembro de 2025 houve retração de 25,54%, considerada típica do primeiro mês do ano por causa do período e férias e do menor ritmo da atividade econômica.

Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o desempenho do setor em janeiro demonstra a resiliência da demanda brasileira por veículos novos, embora o ambiente de crédito ainda permaneça enfrentando dificuldades em função das taxas de juros elevadas.

“O resultado confirma que o setor inicia 2026 com bases consistentes. Mesmo com menos dias úteis na comparação anual, observamos crescimento real do mercado, o que demonstra manutenção da demanda”, disse, em nota.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Aneel mantém bandeira verde, sem custo extra, na conta de luz em fevereiro Foto: iStockphoto/Getty Images

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira (30) que a conta de luz em fevereiro terá bandeira verde, sem custo extra na cobrança das tarifas.

A bandeira verde havia sido acionada em janeiro e foi mantida em fevereiro. A agência reguladora argumenta que, devido ao volume de chuvas, houve melhora no nível dos reservatórios das usinas.

“De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras’, diz a Aneel.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Brasil cria 1,279 milhão de postos de trabalho em 2025, aponta Caged Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia, a criação de empregos formais caiu no Brasil em 2025.

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 1.279.498 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no ano passado.

O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo é 23,73% menor em relação a 2024, quando o país tinha criado 1.677.575 empregos.

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Petrobras reduz preços de gasolina para distribuidoras Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A partir desta terça-feira (27), a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 5,2%.

Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 o litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%.

Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Carnaval deve movimentar R$ 18,6 bilhões e impulsionar o turismo em todo o Brasil Foto: Bruno Concha/PMS

O Carnaval de 2026 deve impulsionar fortemente a atividade turística no Brasil, com previsão de faturamento de R$ 18,6 bilhões apenas no mês de fevereiro — crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Caso a projeção se confirme, será o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2011, com base em dados do IBGE.

O desempenho reflete o momento positivo vivido pelo setor, sustentado pelo aumento da renda, pela geração de empregos e pela desaceleração da inflação, fatores que fortalecem o consumo e estimulam as viagens pelo país. Mesmo com o Carnaval sendo ponto facultativo, a data tradicionalmente movimenta intensamente a cadeia do Turismo, com destaque para os segmentos de transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, locação de veículos, alimentação e entretenimento.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a expectativa é de que a festa consolide o bom momento do setor e gere oportunidades em todas as regiões do país. “Esses R$ 18,6 bilhões projetados mostram a força do Carnaval como indutor do turismo e do desenvolvimento econômico. É um período que movimenta milhões de brasileiros, gera emprego, renda e fortalece os pequenos e médios negócios, além de valorizar nossa cultura e os destinos nacionais”, destacou o ministro.

Além das grandes viagens, os deslocamentos regionais e de curta distância também contribuem de forma significativa para a economia local, beneficiando hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias de turismo e prestadores de serviços em destinos urbanos e litorâneos. “O empresário do Turismo pode se beneficiar do potencial aumento de receita nessa esteira do segmento de lazer, que começa em dezembro e se estende até o carnaval”, destacou o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze.

A programação de blocos de rua, eventos culturais e festas em capitais e cidades turísticas amplia o fluxo de visitantes e aquece o comércio, reforçando o papel do Carnaval como um dos principais motores da temporada de verão.

Compartilhe
com nosso
Whatsapp

77 99968-1705

Mais Recentes

Mais Clicadas

Comentários

Arquivo

2026
2025
2024
2023
2022
2021
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013