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Gigante chinesa anuncia fábrica na Bahia com investimento de R$ 100 milhões Foto: Divulgação

A chinesa Windey Energy anunciou um investimento de R$ 100 milhões para instalar sua primeira fábrica brasileira de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) no Polo Industrial de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

A expectativa da companhia é iniciar as operações da unidade no primeiro semestre de 2027. A fábrica terá capacidade para produzir até 1,5 GWh por ano e será voltada para atender à crescente demanda do setor elétrico nacional.

A escolha da Bahia reforça o avanço do estado no mercado de energias renováveis e tecnologias voltadas à transição energética. Segundo a empresa, cerca de R$ 30 milhões serão aplicados já na fase inicial de implantação da fábrica.

O anúncio ocorre em meio à preparação do primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia do Brasil, que vem sendo estruturado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A chegada da fabricante chinesa também fortalece a cadeia produtiva nacional, ampliando a oferta de equipamentos produzidos no país.

Antes de confirmar a unidade industrial em Camaçari, a Windey já havia inaugurado um escritório nacional e um centro de pesquisa e desenvolvimento em Salvador, em parceria com o Senai Cimatec.

Além dos projetos ligados ao armazenamento de energia, a empresa pretende atender demandas dos setores de geração solar e eólica, transmissão de energia e grandes consumidores industriais que buscam ampliar sua autonomia energética.

Com a nova fábrica, a companhia também planeja transformar o Brasil em uma base para atender mercados da América Latina.

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Fábrica de R$ 30 milhões chega à Bahia com geração de 300 empregos Foto: Reprodução/Correio 24h

Feira de Santana está prestes a ganhar uma moderna fábrica de carne de charque com capacidade para exportação. A unidade da Metropolitana será instalada às margens da BR-324, no Centro Industrial do Subaé (CIS), e deve entrar em operação a partir de 15 de julho.

A implantação da empresa no município representa um investimento de cerca de R$ 30 milhões e deve gerar aproximadamente 300 empregos diretos.

Segundo os dirigentes da companhia, a Metropolitana possui capacidade produtiva e registro que autorizam a comercialização de seus produtos para outros estados e até para o mercado internacional.

Somente na linha de produção de charque, a fábrica deverá produzir cerca de 90 mil quilos por dia. Além disso, a empresa também fabricará linguiça calabresa, carne para hambúrguer e produtos salgados de origem suína, entre outros derivados.

Enquanto os operários avançam na montagem dos equipamentos, alguns deles produzidos sob medida nas próprias instalações, a empresa aguarda a liberação do fornecimento de energia elétrica pela Coelba para atender à demanda do empreendimento. As informações são do Correio 24h.

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Petrobras ajusta preços do diesel para R$ 1,12 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Conselho de Administração da Petrobras, em reunião nesta segunda-feira (1°), aprovou a adesão da companhia à subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no país, no valor de R$ 1,12 por litro comercializado, instituída pela Medida Provisória (MP) nº 1.363, de 30 de maio. O ajuste já está em vigor desde a terça-feira (2).

“Diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia e preserva a flexibilidade da Petrobras na implementação da sua estratégia comercial”, explica a estatal.

A adesão à nova subvenção é complementar à adesão anteriormente autorizada pela Medida Provisória nº 1.358/2026, de 13 de maio.

A estatal disse que mantém sua estratégia comercial levando em consideração sua participação no mercado, a otimização dos seus ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

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Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,09% este ano Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,04% para 5,09% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (1º), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima segunda semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,01% para 4,02%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,66% e 3,5%, respectivamente. As informações são da Agência Brasil.

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Brasil deve voltar a ser 10ª maior economia após resultado do PIB Foto: Shutterstock

O Brasil deve voltar a ocupar a posição de 10ª maior economia do mundo em 2026, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) compiladas pela consultoria Austin Ratings a partir de dados de 45 países.

A estimativa foi reforçada após o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescer 1,1% no primeiro trimestre deste ano, desempenho acima do esperado pelo mercado.

O levantamento mostra que o Brasil deve ultrapassar o Canadá no ranking global das maiores economias medido em dólares correntes. Em 2024 e 2025, o país havia caído para a 11ª posição, após ser superado pela Rússia e pelo Canadá.

Entre os 45 países analisados pela Austin Ratings, o Brasil registrou o sexto maior crescimento econômico no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores.

O desempenho brasileiro ficou atrás apenas de Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China. O avanço também superou o de economias como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Itália.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o PIB brasileiro cresceu 1,1% de janeiro a março, impulsionado principalmente pelo setor de serviços e pela recuperação de investimentos.

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Conta de luz continuará com acréscimo da bandeira amarela em junho Foto: Ricardo Stuckert/PR

A bandeira tarifária permanecerá amarela em junho, informou nesta sexta-feira (29) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, será mantido o acréscimo nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional da bandeira é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo a Aneel a decisão foi tomada devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

“De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação permanece para o mês de junho”, disse a Aneel.

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.

Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

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Preço do gás de cozinha sobe quase 10% na Bahia e botijão pode ficar até R$ 10 mais caro Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O bolso do consumidor baiano vai sentir mais um peso a partir desta segunda-feira (1°). O valor do gás de cozinha sofreu um novo reajuste de 9,59%, de acordo com informações divulgadas pelo Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás). A mudança promete impactar diretamente o orçamento doméstico em toda a região.

Segundo a entidade, o aumento foi aplicado pela Acelen, concessionária responsável pela gestão da Refinaria de Mataripe. Na prática, o reflexo desse reajuste nas distribuidoras deve fazer com que o preço do botijão de 13 kg fique, em média, entre R$ 8 e R$ 10 mais caro para o consumidor final nas portarias das revendas.

Este é o terceiro reajuste expressivo registrado apenas no decorrer deste ano, consolidando uma tendência de alta no preço do combustível essencial para as famílias. O ano começou com uma alteração logo no dia 2 de janeiro, quando o valor do gás de cozinha teve um reajuste de 2,38%. Poucos meses depois, em 15 de abril, os consumidores enfrentaram o maior baque do período, com um aumento que ultrapassou a marca dos 15%.

Com o novo acréscimo anunciado nesta segunda-feira, o comércio de gás da região sudoeste e de todo o estado já começa a repassar os custos, restando aos moradores pesquisarem os melhores preços para tentar amenizar o impacto no orçamento familiar.

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Dívida Pública sobe 1,91% em abril e encosta em R$ 8,8 trilhões Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A emissão recorde de títulos, principalmente vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia), fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em abril. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,633 trilhões em março para R$ 8,798 trilhões no mês passado, alta de 1,91%.

Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,93%, passando de R$ 8,302 trilhões em março para R$ 8,462 trilhões em abril. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 68,04 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis ligados à Selic. A alta foi reforçada pela apropriação de R$ 92,54 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,5% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 201,09 bilhões em títulos da DPMFi, volume recorde para todos os meses desde o início da série histórica. O principal fator foi a substituição de títulos vinculados à Selic que venceram no mês passado, mais o lançamento que atende à demanda dos investidores em abril.

Apesar da emissão recorde, os resgates foram altos em abril e somaram R$ 133,05 bilhões. Isso porque tradicionalmente o primeiro mês de cada trimestre concentra vencimento de títulos prefixados (com juros determinados no momento da emissão).

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,28%, passando de R$ 331,64 bilhões em março para R$ 335,88 bilhões em abril. Apesar da queda de 4,42% do dólar no mês passado, provocada pelo aumento no preço do petróleo, a dívida aumentou por causa da emissão recorde de 5 bilhões de euros em meados de abril.

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Gastos de turistas estrangeiros no Brasil crescem e atingem R$ 20,2 bilhões em 2026 Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS

Os gastos de turistas estrangeiros no Brasil aumentaram no primeiro quadrimestre de 2026 e atingiram R$ 20,2 bilhões, o que representa um aumento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as despesas, de janeiro a abril, atingiram R$ 18,5 bilhões, segundo dados do Banco Central.

Analisando apenas o mês de abril, os turistas internacionais injetaram R$ 4,19 bilhões na economia brasileira, um crescimento de 1,2% na comparação com abril de 2025, quando os valores alcançaram R$ 4,14 bilhões.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, celebrou os bons números. “O turismo brasileiro vive um momento especial, com estatísticas positivas em todos os segmentos. Nossa atuação na busca por turistas de outros países tem sido intensa. Mais do que movimentar aeroportos, hotéis e restaurantes, o turismo brasileiro transforma a realidade de milhares de brasileiros e brasileiras”, afirmou.

A divulgação do aumento dos gastos de turistas estrangeiros coincide com uma série de agendas do ministro na China, onde tem promovido ações em busca de atrair turistas chineses para o Brasil.

Nesta segunda-feira (25), em Xangai, Feliciano iniciou negociações com a China Eastern, uma das três maiores companhias aéreas estatais do país, para a abertura de rotas entre as duas nações. Durante o encontro, ele também apresentou propostas de cooperação para ampliar a presença do Brasil nas plataformas da companhia, incluindo a exibição de filmes nacionais nos voos da empresa.

O ministro avançou ainda nas tratativas com a CTrip, uma das maiores plataformas digitais de viagem do mundo, durante encontro com representantes da empresa, em Xangai. A proposta é que os destinos brasileiros sejam divulgados na plataforma da empresa, com foco em atrair mais turistas chineses ao Brasil, principalmente após as oportunidades decorrentes da isenção recíproca de visto entre os dois países.

Ele também se reuniu com a Associação das Agências de Viagem da China, entidade que conta com mais de 3 mil empresas. O objetivo do Ministério do Turismo é ampliar a visibilidade dos destinos brasileiros e facilitar a conexão com operadores capazes de promover o Brasil para o público chinês.

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Mercado eleva previsão da inflação para 5,04% este ano Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,92% para 5,04% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (25), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima primeira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4% para 4,01%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente. As informações são da Agência Brasil.

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Mercado projeta inflação de 4,92% em 2026 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A expectativa do mercado financeiro para inflação e juros subiu na comparação com a semana passada. As projeções relacionadas a câmbio e economia se mantiveram estáveis, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC).

De acordo com o levantamento, a previsão do mercado é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de inflação do país, feche 2026 em 4,92%.

É a décima semana consecutiva com previsão de alta inflacionária. Na semana passada, o mercado projetava um índice ligeiramente menor (4,91%).

Há quatro semanas, a inflação projetada para 2026 estava em 4,8%. Para os anos subsequentes, as projeções de inflação são de 4% em 2027 e de 3,65% em 2028.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no Brasil desacelerou em abril, fechando o mês em 0,67%, pressionada pelos preços de alimentos e bebidas (1,34%).

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para o Brasil é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

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Taxa de desemprego de pretos é 55% maior que a de brancos, revela IBGE Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A taxa de desemprego das pessoas pretas fechou o primeiro trimestre de 2026 em 7,6%. Esse indicador fica acima da média nacional (6,1%) e 55% maior que o dos brancos, que sequer chegou a 5% (4,9%).

Esse patamar de diferença é superior ao registrado no último trimestre de 2025 (52,5% maior) e nos três primeiros meses do ano passado (50%). A maior diferença já apurada é de 69,8%, no segundo trimestre de 2020, ano de eclosão da pandemia de covid-19.

A revelação faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando a série histórica da pesquisa foi iniciada, em 2012, o desemprego de pessoas pretas era 44,8% maior que o dos brancos. A menor diferença já verificada pertence ao segundo trimestre de 2021, 43,6% superior. As informações são da Agência Brasil.

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Brasil proíbe apostas em sites de previsão sobre eleições, reality shows e resultados de jogos Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A partir do dia 4 de maio, o cenário para quem utiliza plataformas de mercado de previsões no Brasil sofrerá uma mudança drástica. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a Resolução 5.298, que proíbe a negociação de contratos baseados em eventos de entretenimento, política e esportes. Na prática, a medida encerra a possibilidade de investidores apostarem em resultados de eleições, vencedores de reality shows ou placares de partidas de futebol por meio desses mecanismos, que funcionam como uma “bolsa de apostas” onde os usuários negociam entre si.

A decisão, divulgada na sexta-feira (24), estabelece que apenas temas estritamente econômicos e financeiros continuarão permitidos. Dessa forma, contratos ligados à variação da inflação, taxas de juros, câmbio ou o preço de commodities — como petróleo e minério de ferro — seguem liberados sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O objetivo do governo é fechar uma brecha regulatória que permitia a essas plataformas operar sem as exigências impostas às chamadas “bets”.

De acordo com o entendimento do governo, os mercados preditivos que tratam de eventos não financeiros atuam, na realidade, como jogos de azar e não como investimento de risco tradicional. Ao classificar esses contratos como derivativos, o CMN busca evitar que empresas ofereçam palpites sobre eventos sociais ou culturais sem possuir a licença do Ministério da Fazenda, o pagamento de taxas específicas e a adoção de regras de proteção ao jogador, itens obrigatórios para as casas de apostas esportivas regulamentadas.

A nova norma atinge em cheio plataformas estrangeiras que oferecem serviços a brasileiros, reduzindo significativamente o leque de atuação desse setor no país. Ao restringir o objeto dos contratos, a equipe econômica tenta mitigar riscos para os investidores, reduzir a especulação excessiva em temas sensíveis — como o processo eleitoral — e organizar um mercado que vinha crescendo de forma acelerada à margem de regras claras.

A fiscalização do cumprimento das novas normas ficará a cargo da CVM, que deve publicar regulamentações complementares em breve. A medida faz parte de um pacote mais amplo do Governo Federal para estruturar o mercado de apostas e produtos financeiros, garantindo que atividades com características de jogo sejam tributadas e fiscalizadas com o mesmo rigor, independentemente da tecnologia ou do modelo de negócio utilizado. As informações são da Agência Brasil.

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Prepare o bolso: Aneel anuncia bandeira amarela e conta de luz fica mais cara em maio Foto: Getty Images

Os consumidores brasileiros terão que preparar o bolso para um aumento na conta de energia no próximo mês. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (24), que a bandeira tarifária para maio será amarela, interrompendo uma sequência de meses sem cobranças adicionais. Com a mudança, todas as contas de luz dos consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) passarão a ter um acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, refletindo o aumento no custo da produção de eletricidade no país.

A decisão de elevar o patamar da bandeira deve-se ao início do período de transição entre as estações chuvosa e seca. Com a redução do volume de chuvas, o nível dos reservatórios das hidrelétricas tende a baixar, forçando o acionamento das usinas termelétricas. Como essas usinas operam a partir da queima de combustíveis, o custo de geração é significativamente mais alto, o que acaba sendo repassado ao consumidor final para manter o equilíbrio financeiro do sistema elétrico nacional.

Até então, o cenário era de alívio para os brasileiros, já que a bandeira verde — que não prevê custos extras — vinha sendo aplicada desde janeiro devido aos níveis satisfatórios dos reservatórios após um verão de chuvas volumosas. O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, funciona como um sinalizador para o consumidor: as cores verde, amarela e vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam as condições de geração e permitem que o usuário adapte seu consumo para evitar sustos na fatura ao final do mês.

A reavaliação é feita mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que analisa a previsão de demanda e a melhor estratégia de geração para atender o país. Enquanto a bandeira amarela adiciona R$ 1,88 a cada 100 kWh, situações mais críticas podem levar ao acionamento da bandeira vermelha, que possui taxas bem mais salgadas, variando entre R$ 4,46 no patamar 1 e R$ 7,87 no patamar 2. Com a entrada da fase amarela em maio, o alerta é para o uso consciente de aparelhos de alto consumo, como ar-condicionado e chuveiro elétrico, para mitigar o impacto do novo custo tarifário.

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Mercado eleva projeção da Selic para 13% no fim de 2026 Foto: Divulgação

A pouco mais de uma semana da próxima da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre nos próximos dias 28 e 29 de abril, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) mostra que os agentes do mercado financeiro estão cada vez mais pessimistas com a trajetória da inflação e dos juros para 2026. A mediana das projeções, segundo o relatório, passou de 12,5% da semana anterior, para 13% ao ano (a.a.) no documento publicado.

Além disso, o mercado também elevou as expectativas para a Selic em 2027, de 10,5% para 11%, e manteve a projeção para o ano seguinte em 10% a.a., quando ainda deve permanecer na casa dos dois dígitos. No limite do horizonte do relatório, os agentes também aumentaram a estimativa. No campo da inflação, o relatório também mostra um novo aumento da projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,71% para 4,8% em 2026. Há um mês, essa estimativa estava em 4,17%, bem abaixo do patamar atual e também inferior ao teto da meta prevista pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. Para 2027, a previsão para os juros passou de 3,91% para 3,99%.

Também houve um ligeiro aumento na projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, de 1,85% para 1,86% – ainda distante dos 2%. Com a economia mais fraca e a projeção de juros elevados por um tempo ainda maior, economistas alertam para riscos a longo prazo para o crescimento do país.

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Brasil fecha 2025 com mais de 1,3 milhão de trabalhadores domésticos Foto: Pixabay

O trabalho doméstico com vínculo formal registrou 1.302.792 vínculos ativos, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Com número ligeiramente inferior ao de 2024, quando foram feitos 1.343.792 registros formais, o setor permanece estável, mas registrou aumento na remuneração média real, que saiu de R$1.949,06 em dezembro de 2024 para R$ 2.047,92 em dezembro de 2025.

Os dados fazem parte do eSocial e estão disponíveis no Painel do Trabalho Doméstico. Segundo o estudo, as mulheres permanecem com forte presença na categoria, representando 88,64% do total de trabalhadores (1.154.128 vínculos), enquanto os homens correspondem a 11,36%.


Os números mostram ainda que, em relação à raça e cor, a maioria se autodeclara branca (44,54%) ou parda (41,56%), o que segundo o MTE evidencia a diversidade da força de trabalho no setor.

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Bahia deve ter a quarta maior safra de café do país em 2026, aponta IBGE Foto: Shutterstock

O Brasil deve manter, em 2026, a posição de maior produtor mundial de café, com estimativa de safra de 3,848 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Bahia, a produção prevista é de 227,9 mil toneladas, o que coloca o estado como o quarto maior produtor do país, com participação de 5,9% no total nacional.

Nesta terça-feira (14), quando se celebra o Dia Mundial do Café, ganham destaque os dados sobre a produção da bebida, presente no cotidiano dos brasileiros. O consumo disseminado no país acompanha a relevância econômica do produto, que mantém peso na produção agrícola e no orçamento das famílias.

Apesar da posição de destaque no ranking nacional, a produção baiana deve recuar 12,9% em relação a 2025, quando o estado colheu 261,6 mil toneladas. Mesmo com a queda, o volume projetado mantém a Bahia atrás apenas de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, principais produtores do país.

A produção baiana segue concentrada em dois tipos principais de grão, com predominância do café canephora, responsável por 58,4% da safra estimada para 2026, o equivalente a 133.055 toneladas. O café arábica deve representar 41,6% do total, com produção prevista de 94.800 toneladas.

Os dados mais recentes da Produção Agrícola Municipal indicam concentração da atividade em municípios do sul e sudoeste do estado. Em 2024, Itamaraju liderou a produção, com 26,1 mil toneladas, seguido por Prado, Barra da Estiva, Porto Seguro e Barra do Choça.

Além do volume produzido, o café mantém relevância econômica na agricultura baiana. Em 2024, a cultura gerou R$ 4,023 bilhões, o equivalente a 8,5% do valor total da produção agrícola do estado, ocupando a quarta posição entre os produtos pesquisados pelo IBGE.

O valor gerado pela cafeicultura apresentou crescimento de 47,7% entre 2023 e 2024, registrando a quinta alta anual consecutiva e o maior resultado desde o início da série histórica em 1994. O desempenho foi influenciado, entre outros fatores, pela valorização do produto no mercado.

O aumento de preços também impactou o consumidor, especialmente na Região Metropolitana de Salvador. O café moído teve alta de 42,68% em 2024, a maior entre os itens pesquisados para o cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e voltou a subir em 2025, com variação de 42,91%, a segunda maior do período.

No início de 2026, o movimento apresentou mudança, com recuo de 1,03% no preço do produto no primeiro trimestre, segundo o IPCA-15. A variação interrompe a sequência de altas registradas nos dois anos anteriores, como explica o instituto.

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Governo zera impostos sobre querosene de aviação para conter alta de passagens Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (6), um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta do querosene de aviação em meio à escalada do preço do produto.

O combustível é um insumo sensível para aviação, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após o aumento anunciado pela Petrobras na última semana.

O reajuste ocorreu em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.

As medidas são: zerar Pis/Cofins para as empresas aéreas, o que gera uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível; prorrogar o pagamento da tarifa de navegação. As empresas pagarão apenas em dezembro as tarifas da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho; abrir duas linhas de crédito.

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Agências bancárias estarão fechadas nesta Sexta-Feira Santa Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

As agências bancárias de todo o país estarão fechadas para atendimento presencial nesta sexta-feira (3), feriado nacional de celebração da Paixão de Cristo. As compensações bancárias, incluindo as TEDs, não serão efetivadas na data, mas o Pix, que funciona 24 horas todos os dias, poderá ser feito normalmente.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os boletos de cobrança e contas como água, energia e telefone com vencimento no feriado podem ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil.

Já o pagamento de tributos e impostos que vencem nesta sexta deve ser antecipado, para evitar a cobrança de juros e multas. Nesta quinta-feira (2), os bancos tiveram expediente normal.

Sites e aplicativos de bancos e caixas eletrônicos também podem ser usados para pagamento de contas e transferências, entre outros serviços. Banco por telefone e correspondente também estão entre as alternativas de atendimento.

A Febraban já lembra que o próximo dia 21 de abril, uma terça-feira, também é feriado, de Tiradentes. Da mesma forma, as agências estarão fechada para atendimento ao público neste dia.

Na segunda-feira, dia 20, o expediente bancário segue normalmente nas localidades onde não há feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

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Petrobras estuda fazer Brasil autossuficiente em diesel em até 5 anos Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a empresa estuda a possibilidade de fazer o país ser autossuficiente na produção de óleo diesel dentro de cinco anos. As informações são da Agência Brasil.

O combustível enfrenta uma escalada recente de preço global por causa da guerra no Irã. Atualmente o Brasil precisa importar cerca de 30% do óleo diesel consumido no país, um derivado do petróleo utilizado por caminhões, ônibus e tratores.

Chambriard explicou que o plano de negócios da companhia tinha como objetivo o “ideal” de chegar a 80% da demanda, com expansão de cerca de 300 mil barris de diesel por dia em cinco anos.

“Estamos revendo esse plano e nos perguntando se podemos chegar a 100% em cinco anos”, afirmou ela, durante um evento sobre energia promovido pela rede de TV CNN Brasil, em São Paulo.

“Muito provavelmente, porque a Petrobras adora desafios, quem sabe a gente chega com a possibilidade de ter um novo plano de negócios capaz de entregar a autossuficiência do Brasil em diesel”, completou.

O plano de negócios da companhia começará a ser discutido em maio, segundo adiantou a presidente da estatal. A divulgação costuma ser em novembro.

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Preço do gás sobe mais de 15%; botijão pode ficar até R$ 10 mais caro Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O valor do gás de cozinha teve um reajuste de mais de 15%, nesta quarta-feira (1°), segundo o Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás).

De acordo com a entidade, o aumento foi aplicado pela Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe. Com isso, o valor do botijão de gás pode ficar, em média, entre R$ 8 e R$ 10 mais caro para o consumidor final.

Antes do reajuste, o botijão custava R$ 130 para retirada no local. Com a mudança, o preço subiu para R$ 140. Já no caso da entrega, o valor passou de R$ 145 para R$ 155.

Em nota, a Acelen confirmou o reajuste e informou que o aumento aplicado às distribuidoras foi de 15,3% no preço do GLP.

A empresa destacou que os preços seguem critérios de mercado e levam em conta variáveis como o custo do petróleo, adquirido a valores internacionais, além da cotação do dólar e despesas com frete.

Ainda segundo a companhia, a política de preços adotada é transparente e baseada em critérios técnicos, alinhados às práticas do mercado internacional, podendo resultar em variações tanto para cima quanto para baixo.

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Aneel mantém bandeira verde e conta de luz não terá acréscimo em abril Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, na sexta-feira (27), a manutenção da bandeira tarifária verde durante todo o mês de abril. Com a decisão, os consumidores brasileiros permanecem isentos de custos adicionais na conta de luz, mantendo o cenário observado desde o início de janeiro.

A manutenção da bandeira é resultado do volume de chuvas registrado em março, que garantiu níveis satisfatórios nos reservatórios das hidrelétricas. Esse panorama permite uma geração de energia eficiente, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado.

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Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas é o menor para o trimestre Foto: Agência O Globo

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro atingiu 5,8%, valor acima do trimestre móvel terminado em novembro, quando era de 5,2%.

Apesar da alta no intervalo, o resultado é o menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, e mostrou também recorde no salário do trabalhador. No mesmo trimestre de 2025, o índice era 6,8%.

No trimestre terminado em fevereiro, o Brasil tinha 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões à procura de trabalho. No trimestre de setembro a novembro de 2025 eram 5,6 milhões de brasileiros em busca de vagas.

Os dados foram divulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre terminado em novembro, o número de ocupados era 874 mil a mais. De acordo com o instituto, o aumento da desocupação é explicado por perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção.

A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu a redução ao comportamento sazonal, ou seja, típico da época do ano, principalmente nas áreas de educação e saúde. “Parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”.

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Governo Federal bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026 Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Orçamento de 2026 terá um bloqueio de R$ 1,6 bilhão de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.

Os recursos foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. Segundo os ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.

O relatório não traz previsão de contingenciamento, recursos bloqueados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário, resultado das contas do governo antes do pagamento da dívida pública.

Segundo os dois ministérios, a projeção de superávit primário neste ano está em R$ 3,5 bilhões, motivada principalmente pela alta de R$ 16,7 bilhões nas previsões com receitas de royalties em 2026, com a disparada dos preços do petróleo após o início da guerra no Oriente Médio.

Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit zero para este ano. Com o superávit previsto de R$ 3,5 bilhões, não é necessário contingenciar o Orçamento.

O bloqueio do R$ 1,6 bilhão será detalhado no próximo dia 31, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais. As informações são da Agência Brasil.

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Governo Federal pede adiamento de reajustes na conta de luz Foto: Getty Images

O Ministério de Minas e Energia solicitou à Aneel o adiamento dos reajustes nas tarifas de energia previstos para março de 2026. A medida foi proposta enquanto o governo federal conduz análises e tratativas institucionais para encontrar alternativas que reduzam o impacto das contas de luz sobre os consumidores.

Segundo ofício enviado pelo secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, o objetivo é mitigar os efeitos dos reajustes sem comprometer o equilíbrio regulatório. O documento sugere que o adiamento permita concluir estudos e até viabilizar medidas que possam levar a reajustes próximos de zero em alguns casos, dependendo das diretrizes em análise.

A Aneel encaminhou o pedido para avaliação interna, sem confirmar se irá acatá-lo. O tema é sensível, já que março concentra revisões tarifárias importantes e o adiamento pode afetar a previsibilidade do setor. A iniciativa ocorre em meio à expectativa de aumento médio de 8% nas contas de luz em 2026, percentual acima da inflação projetada de 4,1%.

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