Brumadenses são contrários ao pagamento de 13º e férias a políticos e secretários municipais

29 Nov 2017 - 10:00h

No dia 17 de novembro deste ano, foi publicado no Diário Oficial Eletrônico que o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) normatizou o pagamento do 13º salário para prefeitos, vices, vereadores e secretários municipais. De acordo com o TCM, a normatização segue a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do dia 24 de agosto. A decisão não agradou a opinião pública, que cita o atual momento de crise econômica, em que os próprios gestores públicos reclamam da falta de verbas para realização de obras e manutenção de escolas e hospitais. O site Achei Sudoeste percorreu as ruas de Brumado e, através de uma enquete, avaliou a opinião da comunidade sobre a decisão. O salário base de um secretário da equipe de governo da atual gestão gira em torno de R$ 10 mil, mesmo valor do vice-prefeito. Já os vereadores ganham salários em média de R$ 8 mil, com algumas gratificações, como auxílio celular. Enquanto o prefeito tem seus vencimentos em pouco mais de R$ 20 mil. Com tais cifras apresentadas, os participantes da enquete foram unânimes em não concordar com os benefícios normatizados pelo TCM. “Sou contra, já ganham até mais do que merecem. É muita coisa para quem vive na corja. Aposentei com cinco salários mínimos e agora só recebo dois, se reduziram o meu que trabalhei e contribui então deveriam falar em reduzir também os da classe política e não arrancar do nosso bolso para dar pra eles”, disse o vigilante aposentado Cândido Neri Santana. 

“Político não merece essas regalias, ainda mais nesse atual momento que o país vive na caça aos corruptos. Vamos primeiro limpar a casa, depois vamos estabelecer um teto decente e que condiz com a realidade salarial de quem realmente produz para a nação”, argumentou o operário aposentado José Joaquim dos Santos. “Sou contra, político não merecia nem receber o que ganha. Não fazem nada para receberem tanto. Me admiro um tribunal de contas que tanto fala em fiscalizar a receita pública normatizar um disparate desse”, pontuou a vendedora de cachorro quente Maria Célia Saraiva. “Vou rir pra não chorar, vou abandonar os afazeres de casa e vou me candidatar também. É muita mordomia pra quem faz tão pouco. Isso é um absurdo, não concordo!”, reclamou a dona de casa Adriana Cardoso Silva. “Políticos estão sempre envolvidos em alguma falcatrua, lesando o erário publico e aí vem o tribunal de contas falar em dar mais benefícios para uma classe que não merece. Tem é que cortar o que eles já recebem. Minha aposentadoria foi reduzida pela metade depois que trabalhei durante trinta anos. Agora estou sendo lesado para sustentar os luxos da classe política e aí vem mais essa”, opinou o operário aposentado Raimundo Souza Lima. “Sou totalmente contra, os caras já estão recebendo muito além do merecido, isso é um tapa na cara da sociedade. Pior ainda: o tapa vem da instituição que deveria ser mais enérgica com os gastos públicos e somar ações para redução dos honorários políticos”, asseverou o empresário de mídias Joscilei de Oliveira Santos. Embora a normatização do TCM ainda não seja validada para este ano em Brumado, estudantes e classe trabalhadora já falam em organizar manifestações públicas para não permitir que a mesma seja aplicada no município.

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