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31 Out 2021 - 04:45h

As micro e pequenas empresas (MPE) puxaram a criação de empregos formais em 2021. Dos cerca de 2,5 milhões de postos de trabalho formais criados no Brasil de janeiro a setembro, 1,8 milhão, o equivalente a 71% do total, originou-se em pequenos negócios. De acordo com a Agência Brasil, a conclusão consta de levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. As MPE abriram 1,2 milhão de postos a mais que as médias e grandes empresas nos nove primeiros meses de 2021. Apenas em setembro, os negócios de menor porte foram responsáveis pela abertura de 72,5% das vagas formais no mês, com 227,9 mil de um total de 313,9 mil postos de trabalho criados no mês passado. Na divisão por setores da economia, somente os pequenos negócios apresentaram saldo positivo na criação de empregos em todos os segmentos. O setor com mais destaque são os de serviços, com a abertura de 103,4 mil vagas em micro e pequenas empresas de um total de 143,4 mil postos apurados pelo Caged. De acordo com o Sebrae, o avanço da vacinação contra a covid-19 tem impulsionado a recuperação do segmento. O segundo setor que liderou a criação de postos de trabalho em setembro foi o comércio, com 54,4 mil vagas em micro e pequenas empresas, de um total de 60,8 mil. Em seguida vêm indústria (37,6 mil de um total de 76,2 mil) e agropecuária (3 mil de 9,1 mil). No caso da construção civil, o saldo positivo do mês passado se deve unicamente às MPE. Os pequenos negócios geraram 27,5 mil postos de trabalho, enquanto as médias e grandes empresas fecharam cerca de 3 mil vagas.

30 Out 2021 - 04:55h

Os impactos sociais e emocionais da pandemia de Covid-19 são amplamente conhecidos, divulgados e podem ser sentidos mais corriqueiramente. Mas qual a repercussão na economia das milhares de vidas perdidas? Pesquisadores da Rede Clima integraram dados epidemiológicos a um modelo econômico e identificaram que os impactos econômicos das mortes na pandemia no Brasil poderão ser observados até 2050. “Uma pessoa que faleceu aos 50 anos teria pelo menos mais 25 anos, provavelmente, de idade econômica ativa, mais um período de aposentadoria. Toda essa renda futura foi perdida”, aponta o coordenador do grupo, Edson Domingues, da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nesse sentido, ele acrescenta que também há perdas em domicílios com morte de aposentados. “No Brasil, há vários grupos familiares que dependem dessa renda”. Na modelagem econômica utilizada, o total de mortes causadas pela covid-19 foram determinantes para entender os efeitos sobre a economia. Quando o modelo foi rodado, o Brasil tinha cerca de 400 mil mortes. Hoje, o total ultrapassa 607 mil. Foram utilizados ainda dados sobre rendimento médio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). A análise envolveu ainda parâmetros médios de expectativa de vida, por região e grupos etários. Em 2050, segundo as projeções da pesquisa, os impactos mais expressivos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) no longo prazo poderão ser percebidos no Amazonas (-1,38%) e no Acre (-1,35%). Em seguida estão Rondônia (-1,2%) e Roraima (-1,1%). Por outro lado, alguns estados conseguirão se recuperar mais rapidamente no longo prazo: Pará (0,34%), Tocantins (0,28%), Piauí (0,14%), Maranhão (0,12%), Minas Gerais (0,09%) e Espírito Santo (0,03%). “A pandemia teve impacto, obviamente, de curto prazo, com o fechamento do comércio, da indústria, de serviços, a perda dos deslocamentos, perdeu-se produção e emprego nos anos de 2020 e 2021. Isso é notório. Mas esse impacto de longo prazo, das fatalidades, é uma coisa pouco falada e muito pouco estudada”, explica o professor da UFMG. As informações são da Agência Brasil.

29 Out 2021 - 17:30h

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), formado pelo governo e representantes dos estados, aprovou nesta sexta-feira (29) o congelamento por 90 dias do chamado “preço médio ponderado ao consumidor final”. É sobre esse preço médio que incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual cobrado nas vendas de combustíveis. A medida ocorre em meio à forte alta dos combustíveis, provocada pelo aumento do petróleo no mercado internacional e pela disparada do dólar - fatores levados em conta pela Petrobras para calcular o preço do nas refinarias. Nesta semana, a Petrobras anunciou um novo reajuste no preço da gasolina e do diesel para as suas distribuidoras. O aumento foi de 7,04% para o litro de gasolina nas refinarias e de 9,15% para o diesel. Segundo o governo, o objetivo do congelamento do preço médio ponderado, sobre o qual incide o ICMS, é tentar manter os preços nos valores vigentes em 1º de novembro de 2021 até 31 de janeiro de 2022. A medida, segundo os representantes dos estados, “visa reduzir o impacto dos aumentos impostos pela Petrobras e dar tempo para se pensar em uma saída para os reajustes consecutivos”.

27 Out 2021 - 11:30h

O Brasil registrou 313.902 novas vagas de emprego com carteira assinada em setembro de 2021. O número, abaixo das expectativas do mercado, é resultado de 1.780.161 admissões e 1.466.259 demissões no país. A informação é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na terça-feira (26). O número representa uma desaceleração de 14,7% em relação ao resultado do mês anterior. Já em relação ao mesmo mês do ano passado, a queda foi de 1,6%. Ainda segundo o Caged, o número total de vínculos celetistas ativos, de 2021 até setembro é de 41.875.905 vínculos. No mês, os cinco setores da atividade econômica registraram criação de empregos. Em primeiro lugar está o setor de serviços que criou 143.418 postos em setembro. Em seguida, a indústria geral registrou 76.169 novas vagas. O comércio, o setor de construção e a agropecuária criaram, respectivamente, 60.809, 24.513 e 9.084 vagas de trabalho em setembro.

26 Out 2021 - 07:00h

A Petrobras reajustou mais uma vez os preços da gasolina e do diesel para as distribuidoras. Segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (25) pela petroleira, os novos valores já estão em vigor nesta terça (26). Com a alta, o preço médio de venda da gasolina passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, um reajuste médio de R$ 0,21 por litro (alta de 7,04%). É o segundo reajuste no preço do combustível este mês. Já o litro do diesel A passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro (alta de 9,15%). No ano, o diesel já acumula alta de 65,3% nas refinarias. Já a gasolina subiu 73,4% no mesmo período.

20 Out 2021 - 11:30h

Apesar do avanço da vacinação contra a Covid-19 no país, com 101,3 milhões de brasileiros totalmente imunizados — conforme dados do Ministério da Saúde —, a atividade econômica patina em meio às incertezas conjunturais e a pandemia vai deixando suas cicatrizes, que devem ser profundas. Além das perdas de pouco mais de 600 mil vidas e das inevitáveis sequelas nos recuperados, o mercado de trabalho também sofre um baque forte com a Covid-19 e a taxa de desemprego deve demorar para ficar abaixo de dois dígitos, alertam os especialistas. Acordo com o Tribuna da Bahia, analistas avaliam que, mesmo após o recuo recente para 13,7% na média do trimestre móvel encerrado em julho, quando o país atingiu 14,1 milhões de desocupados, a tendência é de que a taxa de desemprego deva subir e não ficará abaixo de 10% nesta década. Eles reforçam que a pandemia agravou um quadro que já era ruim e, portanto, os futuros candidatos à presidência em 2022 precisarão olhar para essa questão com cuidado e elaborar um bom plano de governo, caso contrário, o país não mudará essa realidade.  O emprego só cresce com a atividade econômica aquecida. Mas as recentes estimativas do mercado mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) não são nada animadoras, porque estão em queda e mostram que, devido às mazelas da volta da inflação e às incertezas em relação à política, o PIB não tem fôlego para crescer de forma robusta, ou seja, acima do seu potencial, que encolheu e hoje está abaixo de 2%. As novas estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o PIB brasileiro, por exemplo, prevendo expansão do PIB de 1,5% em 2022 em vez de 1,9%, são criticadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele disse que o FMI “vai continuar errando as projeções”.  O cenário previsto por especialistas, no entanto, são piores do que o estimado pelo organismo multilateral, pois já há estimativas para o PIB abaixo de 0,5% e muitos não descartam um cenário de estagflação — o pior dos mundos na teoria econômica, porque não há crescimento e o custo de vida continua elevado, corroendo a renda da população. O Fundo prevê o desemprego no país abaixo de 10% em 2026, cenário improvável pelos analistas.  Um exercício matemático feito por economistas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) e que o Correio teve acesso revela que, se o PIB do país crescer 3,5% entre 2023 e 2026, o desemprego ficará em 10,1% no fim do período, em uma projeção sem ajuste sazonal. Na série ajustada sazonalmente, a taxa passaria para 9,8%, considerando essa mesma expansão. Mas, se o PIB avançar 1,5% nos próximos cinco anos, o desemprego chegaria a 11,6% em 2026.

15 Out 2021 - 11:30h

O plenário da Câmara aprovou na quarta-feira (13) um projeto de lei que estabelece um valor fixo para a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis. A proposta foi aprovada por 392 votos a favor, 71 contra e 2 abstenções. O texto segue agora para análise do Senado. O substitutivo do relator, deputado Dr. Jaziel (PL-CE), obriga estados e o Distrito Federal a especificar a alíquota cobrada do ICMS de cada produto pela unidade de medida adotada (litro, quilo ou volume) e não mais sobre o valor da mercadoria, como ocorre atualmente. A proposta torna, na prática, o ICMS invariável frente a oscilações no preço dos combustíveis e de mudanças do câmbio. Pelas estimativas apresentadas pelo relator, as mudanças estabelecidas pelo projeto devem levar a uma redução do preço final praticado ao consumidor de, em média, 8% para a gasolina comum, 7% para o etanol hidratado e 3,7% para o diesel B. “A medida colaborará para a simplificação do modelo de exigência do imposto, bem como para uma maior estabilidade nos preços desses produtos”, disse o parlamentar.

14 Out 2021 - 19:00h

O volume de serviços na Bahia apresentou expansão de 1,7% na comparação com o mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal. As informações com foco no segmento baiano, analisadas nesta quinta-feira (14) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan), constam na Pesquisa Mensal de Serviços, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nessa análise a Bahia resultado seguiu o mesmo comportamento da média nacional (0,5%), e recuperou boa parte da perda acumulada (-1,0%), entre junho (-0,3%) e julho (-0,7%). É importante destacar, que o mês de agosto do ano corrente foi marcado pela retomada das atividades econômicas, que foram contidas nos meses anteriores, contribuindo para a aceleração do setor em relação a julho. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços na Bahia avançou 26,8%. Quatro das cinco atividades puxaram o volume de serviços para cima, com destaque para as atividades de Serviços prestados às famílias (189,8%), que contabilizou a quinta variação positiva consecutiva mais expressiva e maior alta da série iniciada em 2012, para os meses de agosto. Essa atividade também apresentou resultado superior àquele observado no mesmo mês do ano anterior (-67,4%). Seguida pela atividade de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (31,3%), que também, registrou variação positiva significativa, sendo a quinta maior alta da série iniciada em 2012, e a sexta variação positiva consecutiva para esse ano. É importante destacar que o resultado da Bahia é superior à variação registrada pelo Brasil (16,7%). O indicador no acumulado no ano ampliou 11,6%, puxado pela atividade de Serviços prestados às famílias (40,2%), que apontou a mais expressiva variação positiva, seguida por Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (18,0%). E, no indicador do acumulado nos últimos 12 meses cresceu 4,4%, impulsionado principalmente, por Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (11,1%). Com relação à receita nominal de serviços, houve expansão de 32,3% na comparação com agosto de 2020. O indicador no acumulado no ano ampliou 13,2% e o indicador no acumulado nos últimos 12 meses cresceu 5,4%.

12 Out 2021 - 15:30h

Ao chegar na bomba de combustível surge logo a dúvida: o que escolher para abastecer? À primeira vista, o etanol — embora também esteja com valor elevado — parece a melhor opção por sair mais em conta do que a gasolina. No entanto, se forem observadas questões de rendimento, o barato pode sair caro. No levantamento feito pelo jornal Extra, é possível notar que em nenhum estado é lucrativo optar pelo etanol. No Amapá, inclusive, o valor do etanol supera o da gasolina. Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Sergipe são estados onde os preços dos combustíveis são bem semelhantes, com proporções acima de 90%. Já no Rio de Janeiro, onde o litro de gasolina custa R$ 6,764, e o de etanol, R$ 5,856, a proporção é de 86%.

30 Set 2021 - 16:30h

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 13,7% no trimestre encerrado em julho, mas ainda atinge 14,1 milhões de brasileiros, informou nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma redução de 1 ponto percentual em relação à taxa de desemprego dos três meses anteriores (14,7%) e a menor taxa de desemprego no ano. O dado também representa estabilidade em relação à taxa de desemprego em julho de 2020, que era de 13,8%. Já entre os desocupados, a queda foi de 4,6% (menos 676 mil pessoas) em relação ao trimestre encerrado em abril, quando o IBGE estimou o número em 14,8 milhões de pessoas. Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em junho, a taxa de desemprego ficou em 14,1%, atingindo 14,4 milhões de pessoas.

29 Set 2021 - 15:30h

A Ambev, proprietária das marcas Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Stella Artois, anunciou, na noite desta terça, 28, o aumento do preço das cervejas. A empresa fez o anúncio através de comunicado enviada a clientes e distribuidores e afirmou que o reajuste vai seguir a variação da inflação, dos custos, câmbio e carga tributária. De acordo com a Ambev, o reajuste pode variar entre regiões, marcas, embalagens e segmentos. A cervejaia diz que “reforçamos o nosso compromisso com a competitividade das nossas marcas no mercado, visando sempre a boa performance do volume de vendas da indústria”. A Ambev, que concentra 60% de participação de mercado no Brasil, não informou qual será a faixa de reajustes. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o aumento de preços deve ser alinhado com a inflação acumulada nos últimos 12 meses, ou seja, em torno de 10%.

28 Set 2021 - 16:30h

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (28) que vai elevar o preço do diesel vendido às distribuidoras. Com o reajuste, o preço médio de venda do diesel A passa de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,25 por litro. O reajuste entra em vigor na quarta-feira (29). Segundo a Petrobras, a alta de 8,89% vem após 85 dias de preços estáveis para o combustível – a última alta antes dessa havia sido em 7 de julho passado. A Petrobras não informou reajuste nos preços dos demais combustíveis. A estatal também informa que, com o reajuste, a parcela que corresponde à Petrobras no preço pago pelos consumidores na bomba passará a ser de R$ 2,70 por litro em média, uma alta de R$ 0,22 em relação ao valor atual.

28 Set 2021 - 15:30h

Além dos sustos quase constantes com os aumentos dos combustíveis, onde sair com o tanque cheio é uma realidade distante, os baianos que se planejam para conquistar o carro próprio precisarão coçar um pouco mais o bolso. As subidas de preço da gasolina e do etanol devem ajudar a puxar para cima o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no próximo ano. De acordo com o Tribuna da Bahia, a alíquota varia de acordo com o Estado onde o proprietário reside e é calculada tomando como base o valor médio do veículo fornecido pela tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Em 2021, a Bahia determinou um percentual de 2,5% para carros. Por exemplo: se o cidadão resolver comprar uma Saveiro Cross (Volksvagen) zero quilômetro, cujo valor da tabela FIPE é de R$ 104 mil, o IPVA a pagar é de R$ 2.600; se o pagamento for à vista, há 10% de desconto, deixando o valor em R$ 2.340. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), o fator determinante para a subida do imposto é a forte queda sofrida na produção de automóveis, consequência do cenário de pandemia, quando o desempenho encolheu em quase 32%; embora a entidade acredite numa recuperação, a cautela ainda norteia o discurso. “Nunca foi tão difícil projetar os resultados de um ano, pois temos uma forte neblina à nossa frente”, justificou Luiz Carlos Moraes, presidente da ANFAVEA, que vê uma retomada da economia ainda muito lenta, por conta do ritmo de vacinação. “Some-se a isso a pressão de custos, as necessidades urgentes de reformas e surpresas desagradáveis, como o aumento do ICMS paulista”, disse Moraes. Com a produção ainda em ritmo lento e sem acompanhar a demanda reprimida, os automóveis acabam sendo valorizados a ponto de haver fila de espera para alguns modelos, contribuindo para a subida nos preços. A depender do ano de fabricação do carro, o condutor não precisa pagar o IPVA. Na Bahia e em mais catorze estados, quem tem um veículo comprado há mais de quinze anos recebe a isenção. Uma pesquisa conduzida pela plataforma WebMotors revelou que 68% dos consumidores consultados pretendiam comprar um carro usado, contra apenas 16% que desejavam adquirir um automóvel zerado, atraídos pelos preços mais reduzidos e condições de financiamento: em Salvador, um grande shopping de veículos de segunda mão anuncia taxas de até 0,75% no fechamento do contrato. Para o setor, o consumidor ainda deve repensar bastante suas escolhas e investimentos, com as incertezas que ainda norteiam a economia. “O consumo das famílias, que em 2020 representava 63% do Produto Interno Bruto (PIB), está em queda há cinco trimestres”, afirmou Vera Martins da Silva, economista e doutora pela FEA-USP, em análise para a FIPE, elencando a taxa de desocupação e desalento no mercado de trabalho e o aumento generalizado de produtos para o adiamento de novas aquisições.

24 Set 2021 - 08:30h

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços do país) em 5,3% para 2021 e em 2,5% para 2022. As projeções constam em Nota Informativa divulgada nesta quarta-feira (22). Segundo a pasta, as projeções fundamentam-se na recuperação da crise causada pela pandemia, no bom carregamento estatístico que o crescimento do PIB deste ano deve levar para o ano que vem, no aumento do investimento privado, na consolidação fiscal, taxa de poupança mais elevada, reformas econômicas, retomada do setor de serviços e do mercado de trabalho informal. “Em relação ao carrego e crescimento na margem, deve-se observar que, caso o cenário da SPE de crescimento do PIB se confirme, o aumento de 5,3% deste ano proporcionará um carrego aproximado de 1,2% para 2022 [levando em conta a diferença com a queda de 4,1% do PIB em 2020]. Considerando um crescimento trimestral médio de 0,5%, o PIB aumentará em 2,4%”, diz a nota.  As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central, por meio do Boletim Focus, projetam um crescimento menor do que o esperado pelo governo, tanto no PIB deste ano quanto no de 2022. Para o mercado, a economia brasileira este em 2021 crescerá 5,04%. Para 2022, a expectativa para PIB é de crescimento de 1,63%. Sobre a diferença nas projeções, a SPE argumenta que para as estimativas do crescimento do PIB abaixo de 1% em 2022, considerando o cenário desenhado pela pasta, a variação média na margem dos trimestres do próximo ano deve ser de -0,1%, ou seja, espera-se uma queda significativa do PIB em algum trimestre ou uma nova recessão no próximo ano, “fatos difíceis de justificar com base no cenário fiscal atual e na ausência de uma crise hídrica ou de uma piora na pandemia”, diz a nota. Ainda segundo a Nota Informativa, “os riscos existem, mas na ausência de piora desses fatores e dando continuidade no processo de consolidação fiscal e reformas pró-mercado, com os indicadores atuais e o conjunto de informações disponíveis é possível concluir por um crescimento do PIB acima de 2% em 2022”.

23 Set 2021 - 18:20h

A Receita Federal informou nesta quinta-feira (23) que a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais atingiu R$ 146,463 bilhões em agosto. O resultado é recorde para meses de agosto, segundo a Receita. A série histórica do órgão, atualizada pela inflação, tem início em 1995. Com isso, o resultado representa a maior arrecadação para o mês em 27 anos. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 136,556 bilhões (valor já corrigido pela inflação), houve aumento real de 7,25%. A Receita Federal aponta que o resultado está relacionado com a melhora de indicadores econômicos, recolhimento atípico de impostos, além de uma redução nas compensações de tributos por empresas com crédito tributário. O Fisco apontou, por exemplo, que no mês passado a produção industrial subiu 1,78% e, o setor de serviços, cresceu 17,8%. Os recolhimentos atípicos somaram aproximadamente R$ 5 bilhões. Já as compensações, que em julho totalizaram R$ 19,718 bilhões, recuaram para R$ 13,509 bilhões no mês passado. Apesar do crescimento registrado em agosto deste ano, os números da Receita Federal mostram que a arrecadação vem registrando desaceleração nos últimos meses. Em julho, por exemplo, o crescimento havia sido bem maior: de 35,47%.

23 Set 2021 - 15:30h

São Desidério, no oeste da Bahia, ficou em segundo lugar no ranking nacional de produção agrícola. O município teve o valor da produção de R$ 4,6 bilhões, em 2020, uma alta de 44,6% em relação ao ano anterior. As informações são da pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram divulgadas nesta quarta-feira (22). Ela investiga 66 produtos em todos os municípios do país. Desses, 45 são cultivados na Bahia, e 38 apresentaram crescimento no valor de produção entre 2019 e 2020. Segundo os dados da pesquisa, o volume de soja produzido em São Desidério cresceu 15,0%, totalizando 1,5 milhão de toneladas em 2020, com um valor da produção de R$ 2,5 bilhões, 76,2% maior que o de 2019. O município passou de 6º a 3º maior produtor de soja do país.O milho também teve uma safra maior no município, em 2020, e chegou a 379 mil toneladas (+12,0% do que em 2019), com um valor de R$ 299 milhões, 75,7% acima do gerado no ano anterior. Além disso, apesar da queda na produção do algodão herbáceo - que recuou 8,3% entre 2019 e 2020, em São Desidério, chegando a 543,7 mil toneladas -, o valor de produção gerado cresceu 9,3%, o que resultou em R$ 1,6 bilhão. De acordo com o IBGE, entre 2019 e 2020, o valor da produção agrícola baiana apresentou o maior crescimento em 26 anos (+41,9%), chegando a R$ 27,5 bilhões, um recorde desde 1994. No Brasil, o valor gerado foi de R$ 470,5 bilhões, 30,4% maior do que o de 2019. Ainda de acordo o IBGE, o aumento absoluto do valor gerado pela agricultura na Bahia, comparado a 2019, foi de R$ 8,1 bilhões, o 6º maior do país. Mato Grosso (mais R$ 20,9 bilhões), Paraná (+R$ 19,2 bilhões) e Minas Gerais (+R$ 13,3 bilhões) lideraram nesse indicador, enquanto Rio Grande do Sul (menos R$ 2,8 bilhões) e Amazonas (menos R$ 86,5 milhões) foram os únicos estados onde houve queda, entre os anos de 2019 e 2020. Em 2020, a Bahia seguiu como 3º estado com mais municípios entre os 50 maiores valores da produção agrícola do país. Seis deles são baianos: São Desidério (2º), Formosa do Rio Preto (5º), Barreiras (19º), Correntina (22º), Luís Eduardo Magalhães (32º) e Riachão das Neves (40º). Mato Grosso tem o maior número de municípios entre os 50 maiores valores gerados pela agricultura, com 21 cidades, e Mato Grosso do Sul ficou na segunda posição, com sete municípios.

21 Set 2021 - 08:30h

45% dos brasileiros têm atualmente alguma dívida ou conta atrasada, mostra pesquisa Datafolha realizada de 13 a 15 de setembro. Os outros 55% estão com essas obrigações em dia. De acordo com o levantamento, dívidas atrasadas com cartão de crédito foram citadas por 25% dos entrevistados. Conta de luz em atraso, por 22%. De água, por 16%. O cartão é historicamente a modalidade de crédito bancário com maior nível de inadimplência. Já a conta de energia elétrica subiu 21% nos 12 meses encerrados em agosto, mais que o dobro do índice de inflação ao consumidor (IPCA), em quase 10%. Em grande parte, por conta do acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras, para compensar a falta de geração hidrelétrica provocada pelo baixo nível dos reservatórios do país. Outras despesas incluídas no questionário aparecem com os seguintes percentuais: aluguel ou prestação de imóvel, 11%; gás, 8%; mensalidade de escola ou faculdade, 6%; prestação de automóvel ou motocicleta, também 6%; plano de saúde, 5%. Segundo a pesquisa, as mulheres (49%) estão mais endividadas que os homens (40%), e os pretos (53%) mais que os brancos (35%). Também se destaca o percentual de inadimplentes entre desempregados à procura de emprego (62%), assalariados sem registro (50%), pessoas de 25 a 44 anos (53%) e aquelas com renda de até dois salários mínimos (54%). Por região, a taxa mais alta está no Norte/Centro-Oeste (53%), seguido por Nordeste (48%), Sudeste (42%) e Sul (36%).

14 Set 2021 - 09:30h

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta segunda-feira (13) que o banco vai reduzir a taxa de juros para financiamento imobiliário. Os detalhes, segundo ele, serão informados na quinta-feira (16). “A Caixa vai reduzir os juros. Não tá aumentando a Selic? Então, a Caixa Econômica Federal, com um lucro que nunca teve, sem roubar, vai diminuir os juros da casa própria. Mas isso fica para quinta-feira”, afirmou durante cerimônia, no Palácio do Planalto, para lançamento do programa habitacional voltado a profissionais da segurança pública. De acordo com a Agência Brasil, atualmente, a carteira de crédito habitacional da Caixa soma um volume R$ 528,9 bilhões, o que representa 67,3% de todo o financiamento imobiliário concedido no país. A Caixa oferece quatro modalidades de financiamento habitacional. Algumas delas têm seus juros corrigidos por taxas variáveis, que são influenciadas pela taxa básica de juros, a Selic. O anúncio de redução dos juros de financiamento da casa própria pela Caixa ocorre em meio a expectativa de aumento da taxa Selic. Atualmente definida em 5,25% ao ano, as projeções do mercado financeiro indicam que ela encerrará o ano de 2021 em 8% ao ano. Quando o Banco Central aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando a Selic é reduzida, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

03 Set 2021 - 11:30h

De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (2), pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o nível de atividade econômica - Produto Interno Bruto (PIB)– cresceu 6,7% no segundo trimestre de 2021 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Considerando-se a série com ajuste sazonal (2º trimestre de 2021 em comparação com o 1º trimestre de 2021), o resultado foi praticamente estável (-0,3%). No primeiro semestre de 2021 (acumulado no ano) a atividade econômica baiana teve crescimento de 3,2%. No 2º trimestre de 2021, o PIB totalizou R$ 96 bilhões, sendo R$ 86 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 10 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. No que diz respeito aos grandes setores, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 21,5 bilhões, a Indústria R$ 16,6 bilhões e os Serviços R$ 47,9 bilhões. Nos seis primeiros meses de 2021, o PIB totalizou R$ 183,1 bilhões, sendo R$ 162,1 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 20,9 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. No que diz respeito aos grandes setores, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 29,2 bilhões, a Indústria R$ 34,6 bilhões e os Serviços R$ 98,3 bilhões. 

01 Set 2021 - 08:30h

O governo anunciou nesta terça-feira que o maior patamar da bandeira tarifária será reajustada em 50% nesta quarta-feira (01). A taxa-extra nas contas de luz subirá de R$ 9,49 para R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O Ministério de Minas e Energia também anunciou um programa para incentivar a redução voluntária de consumo de eletricidade para os clientes residenciais e de pequenos comércios (que são atendidos por distribuidoras de energia). A bandeira passará a se chamar bandeira tarifária “Escassez Hídrica” e provocará aumento de 6,78% na tarifa média dos consumidores de energia. Os cidadãos de baixa renda que aderem à tarifa social não serão afetados pelas novas regras da bandeira, sendo mantido o valor atual. A medida valerá de 1º de setembro a 30 de abril de 2022. De acordo com o jornal o Globo, pelo programa, ganhará um desconto nas contas de luz quem diminuir o consumo em pelo menos 10%. O bônus na tarifa deve valer até uma redução de 20% — acima disso não haveria benefícios. As medidas fazem parte das ações do governo por conta da crise hídrica, a pior em 91 anos, que ameaça o fornecimento de energia elétrica. Por ser de adesão voluntária, o governo não considera a medida uma forma de racionamento de energia (que pressupõe obrigatoriedade). O objetivo é que o programa comece a valer em setembro e se estenda até abril. Haverá um bônus de 0,50 a cada kilowatt-hora (kWh) do volume de energia acima da meta de 10%.  O desconto será pago para quem economizar acima da faixa de 10%. Portanto, abaixo disso, não haveria um desconto — apenas a redução normal pela queda de consumo.