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28 Set 2020 - 14:30h

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), confirmou que a reforma tributária do governo prevê a criação de um imposto sobre transações com alíquota de 0,2%. Ele exemplificou que, em uma operação de R$ 1 milhão, o contribuinte passaria a pagar R$ 2 mil. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Gomes destacou que não haverá aumento de carga tributária porque no novo tributo não será discutido de forma “solta”, mas atrelado à desoneração da folha de salários de todos os setores da economia. Hoje, as empresas pagam 20% de contribuição previdenciária sobre os salários dos empregados. A ideia é que essa contribuição seja menor. Com isso, os empregadores deixariam de recolher R$ 100 bilhões por ano. Gomes assegurou também que a proposta que será apresentada nesta segunda-feira vai respeitar o teto de gastos, que limita o crescimento das despesas públicas. Além da proposta de reforma tributária, também será apresentado aos líderes do Congresso o Renda Cidadã,  novo programa social que vai substituir o Bolsa Família, que o governo quer que seja mantido com recursos destinados a precatórios. Os dois programas foram “validados” pelo presidente Jair Bolsonaro.

28 Set 2020 - 10:30h

Aliado ao fim do auxílio emergencial, aumento dos preços pode fazer com que Brasil volte ao Mapa da Fome. Provocada pela alta do dólar e da demanda, inflação dos alimentos deve continuar pelos próximos meses. De acordo com o G1, no começo da pandemia, Tamires Belineli de Souza, recepcionista de 32 anos, desempregada há um, conseguia comprar 12 litros de leite com a parte que sobrava para isso dos R$ 600 do auxílio emergencial – única fonte de renda da família. Além dela, o leite servia para alimentar a filha de 10 anos e o marido, também sem trabalho, por um mês. Uma opção de carne ou frango era frequente nas refeições. Agora, Souza dá conta de comprar apenas cinco litros de leite por mês. Carne virou quase luxo, e é preciso revezar. "Às vezes, deixo de comer alguma coisa para dar para a minha filha", diz a moradora do Parque Santo Antônio, na Zona Sul da capital paulista, que passou a recorrer a doações para complementar a alimentação. Para quem gasta tudo ou quase tudo que ganha com comida, não há escapatória diante da inflação dos alimentos: é preciso deixar de comer ou substituir comida nutricionalmente boa por ultraprocessados. Se o auxílio emergencial ajudou a evitar que muita gente caísse na pobreza e até mesmo tirou muitos da situação de vulnerabilidade, a perspectiva do fim do benefício associada à alta dos preços dos alimentos formam uma equação perigosa. O benefício de R$ 600 reais, que chegou a R$ 1,2 mil para mães solteiras, começou a ser pago em abril para um período inicial de três meses. Em junho, foi alongado por mais dois meses, e no início de setembro, o governo prorrogou a transferência por mais quatro meses, reduzindo a parcela mensal a 300 reais. A última parcela será paga em dezembro. A inflação dos alimentos no Brasil, na esteira de demanda maior e da forte desvalorização do real frente ao dólar, deve continuar pelos próximos meses, segundo economistas, e tende a agravar o quadro de insegurança alimentar no país, conforme representantes de entidades ligadas a segurança alimentar ouvidos pela DW Brasil.

15 Set 2020 - 15:30h

A equipe do Ministério da Economia manteve em 4,7% a estimativa para o tombo da economia brasileira em 2020. As informações são do G1. O número foi divulgado nesta terça-feira (15) por meio Boletim Macrofiscal do orçamento de 2020, uma publicação da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia. Essa é a mesma previsão que foi divulgada pela equipe econômica em maio, e depois, em julho. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Segundo o boletim, os indicadores econômicos sugerem uma retomada da atividade econômica neste trimestre, apesar da retração da economia no 2º trimestre. Ainda de acordo com a equipe econômica, a indústria e o comércio devem ser o motor da atividade no 3º semestre deste ano e o setor de serviços deverá ganhar protagonismo nos últimos meses de 2020. A estimativa de queda do PIB neste ano é reflexo de medidas restritivas e de distanciamento social tomadas para frear a pandemia do novo coronavírus. As ações levaram, por exemplo, ao fechamento de boa parte do comércio e de fábricas ligadas a áreas consideradas não essenciais. Esses serviços, porém, estão sendo gradativamente reabertos em todo país.

15 Set 2020 - 11:30h

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020 deve chegar a R$ 771,4 bilhões, aumento de 10,1%, ao valor de 2019 (R$ 700,3 bilhões). O VBP deste ano é o maior já obtido na série histórica, que começou 1989, informou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira (14). As lavouras resultaram em R$ 519 bilhões, o equivalente a 67,3% do VBP, e a pecuária, em R$ 252,3 bilhões, ou 32,7% do VBP. As lavouras aumentaram seu faturamento em 13,6% em relação ao ano passado, e a pecuária, 3,7%. A soja representou 37,4% do valor das lavouras, com R$ 194,2 bilhões, o milho, com 15,8% equivalendo a R$ 81,9 bilhões. “Alguns produtos estão obtendo resultados nunca obtidos anteriormente, como a soja, milho, carne bovina, carne suína e ovos”, diz José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Política e Informação da Secretaria de Política Agrícola do ministério. Gasques explica que dois fatores são responsáveis por esses resultados, os preços internos e as vendas externas. “Os preços internos, bastante superiores aos do ano passado, e as exportações, de carnes e grãos principalmente para a China, impulsionam o desempenho favorável”, esclarece. Os produtos com melhor desempenho são os seguintes: amendoim 23,7%, arroz 19,9%, cacau 16,6%, café 39,8%, feijão 13,8%, laranja 8,8%, mamona 33,4%, milho 15,2%, soja 26,1%, e trigo 67,4%. Já os produtos com redução do VBP podem ser observados no algodão -2,9%, banana -8,8%, batata-inglesa -23,7%, mandioca -3,7%, tomate -13,1% e uva -13,8%. Esses produtos tiveram, em geral, produção menor neste ano e preços mais baixos. Os estados que puxam os valores da produção agropecuária brasileira são Mato Grosso (R$ 136,5 bilhões), Paraná (R$ 98,5 bilhões) e São Paulo (R$ 95,7 bilhões).

14 Set 2020 - 11:30h

A sexta parcela do auxílio emergencial, agora com novo valor de R$ 300 (R$ 600 para mães chefes de família) começa a ser paga na próxima quinta-feira (17) para os beneficiários do Bolsa Família. De acordo com o Valor, o calendário de pagamentos segue a ordem do dígito final do número do NIS, habitual do programa, sempre nos dez últimos dias úteis do mês. Na quinta-feira (17), recebem os beneficiários com NIS de final 1 e assim por diante (veja calendário completo abaixo) até 30 de setembro. Para os cadastrados no programa via Cadastro Único, aplicativo e pelo site do auxílio emergencial, a sexta e as demais parcela do auxílio emergencial residual de R$ 300 (mais quatro parcelas no total) ainda não tiveram as datas de pagamento definidas pelo governo.

10 Set 2020 - 10:30h

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, decidiu nesta quarta-feira (9) reduzir a zero — até 31 de dezembro deste ano — a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado. De aordo com o G1, o Comitê-Executivo de Gestão da Camex estabeleceu que a redução está restrita a uma cota de 400 mil toneladas de arroz com casca não parboilizado e arroz semibranqueado e branqueado, não parboilizado. O objetivo da Camex é reduzir o custo do arroz importado para aumentar a oferta e conter a alta de preços do produto no mercado interno. Atualmente, a alíquota de importação do produto adquirido de países fora do Mercosul é de 10% para arroz em casca e de 12% para o arroz beneficiado. Para países que integram o Mercosul (Argentina, Uruguai, Paraguai), a tarifa já é zero, segundo informações do Ministério da Economia. De acordo com o ministério, de janeiro a agosto, o Brasil importou 1,153 milhão de toneladas de arroz com casca, paddy ou em bruto e arroz sem casca ou semi elaborado, polido, glaceado, quebrado, parboilizado ou convertido. A importação representa cerca de 10% do consumo de arroz no país — 11,6 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com a companhia, durante a pandemia, o consumo cresceu, puxado principalmente pelos recursos do auxílio emergencial pago pelo governo.

04 Set 2020 - 09:30h

A Medida Provisória com as regras do pagamento da prorrogação Auxílio Emergencial foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (3). O texto proíbe que alguns dependentes recebam o benefício. Detentos em regime fechado e residentes no exterior - que chegaram a receber parcelas de R$ 600 antes de serem excluídos do programa - também não terão direito. A prorrogação por mais 4 meses no valor de R$ 300 foi anunciada na terça-feira (1) pelo presidente Jair Bolsonaro. A MP provisória desta quinta define as quatro parcelas extras como auxílio emergencial residual. A MP estabelece que não irá receber as novas parcelas quem: Conseguiu emprego formal após o recebimento do Auxílio Emergencial; Recebeu benefício previdenciário, seguro-desemprego ou programa de transferência de renda federal após o recebimento de Auxílio Emergencial (exceto Bolsa Família); Tem renda mensal acima de meio salário mínimo por pessoa e renda familiar mensal total acima de três salários mínimos; Mora no exterior; Recebeu em 2019 rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70; Tinha em 31 de dezembro de 2019 a posse ou a propriedades de bens ou direitos no valor total superior a R$ 300 mil; No ano de 2019 recebeu rendimentos isentos não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma seja superior a R$ 40 mil; Tenha sido declarado como dependente no Imposto de Renda de alguém que se enquadre nas hipóteses dos itens 5, 6 ou 7 acima; Esteja preso em regime fechado; Tenha menos de 18 anos, exceto em caso de mães adolescentes e Possua indicativo de óbito nas bases de dados do governo federal.

01 Set 2020 - 16:30h

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve um tombo histórico de 9,7% no 2º trimestre, na comparação com os 3 primeiros meses do ano, devido ao impacto da crise do coronavírus, segundo divulgou nesta terça-feira (1) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a economia brasileira entra oficialmente em recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de encolhimento do nível de atividade. Trata-se da queda mais intensa desde que o IBGE iniciou os cálculos do PIB trimestral, em 1996. Até então, o maior tombo já registrado no país tinha ocorrido no 4º trimestre de 2008 (-3,8%). Em relação ao 2º trimestre de 2019, a queda foi ainda maior, de 11,4%. “Ambas as taxas foram as quedas mais intensas da série, iniciada em 1996. No acumulado dos quatro trimestres terminados em junho, houve queda de 2,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores”, informou o IBGE no comunicado oficial.

01 Set 2020 - 15:30h

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta terça-feira (1º) que o Auxílio Emergencial será de R$ 300 por mais 4 meses. O valor do benefício, criado para anteder trabalhadores informais que perderam renda em razão da pandemia do novo coronavírus, foi anunciado após reunião do presidente com ministros e parlamentares aliados no Palácio da Alvorada. “Agora resolvemos prorrogá-lo [o auxílio] por medida provisória até o final do ano. O valor definido agora há pouco é um pouco superior a 50% do Bolsa Família. R$ 300 reais”, disse o presidente. Bolsonaro disse que o valor é menor que os atuais R$ 600, mas “atende” o que se espera do programa. “O valor como tínhamos dizendo, R$ 600 é muito para quem paga, no caso o Brasil. Podemos dizer que não é um valor suficiente muitas vezes para todas as necessidades. Mas basicamente atende”, completou o presidente. A criação do auxílio, em abril, previa três parcelas de R$ 600, até julho. O auxílio foi prorrogado uma primeira vez por mais duas parcelas de R$ 600 e, nas últimas semanas, as alas política e econômica do governo discutiram o novo valor do benefício.

01 Set 2020 - 08:30h

O governo propôs um salário mínimo de R$ 1.067 a partir de janeiro de 2021, com pagamento a partir de fevereiro. O valor consta do projeto da lei orçamentária do ano que vem encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31) pelo Ministério da Economia. O valor proposto pelo governo — que depende de aprovação do Congresso — representa um aumento de R$ 22 em relação ao salário mínimo atual, de R$ 1.045. Também equivale a uma redução de R$ 12 na comparação com os R$ 1.079,00 propostos em abril deste ano para 2021. A explicação para essa queda tem a ver com o fato de o governo prever um aumento somente com base na inflação de 2020. Como a previsão para a inflação deste ano recuou, o salário mínimo também terá um reajuste menor. Em abril, o governo previa que o INPC teria uma alta de 3,27% em 2020, valor que caiu para 2,09% em julho. A Constituição determina que o salário mínimo tem de ser corrigido, ao menos, pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. O valor para o salário mínimo de 2021 pode sofrer nova alteração, com base no comportamento da inflação. De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 49 milhões de trabalhadores no Brasil.

26 Ago 2020 - 19:25h

O número de trabalhadores associados a sindicatos trabalhistas teve queda de 21,7% desde a reforma trabalhista, ocorrida em 2017. Isso corresponde a um contingente de, aproximadamente, 2,9 milhões de profissionais que, em três anos, cancelaram a adesão à respectiva entidade de classe. É o que apontam os dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o G1, a reforma trabalhista foi aprovada em julho de 2017. Até então, todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, eram obrigados a pagar, uma vez por ano, uma contribuição ao sindicato de sua respectiva categoria profissional. Com a mudança legislativa, tal obrigatoriedade foi derrubada. A queda no número de sindicalizados já vinha ocorrendo desde 2014, mas foi em 2018 que ela ocorreu de modo mais expressivo – 1,5 milhão de trabalhadores cancelaram a adesão ao sindicato naquele ano. Em 2017, quando ocorreu a reforma trabalhista, houve redução de 432 mil sindicalizados no país. “Tudo leva a crer que [a queda do número de sindicalizados] se acentuou com a reforma trabalhista”, avaliou a gerente da pesquisa do IBGE, Adriana Beringuy.

21 Ago 2020 - 09:30h

A Petrobras informou nesta quinta-feira (20) que vai aumentar os preços médios do diesel em 5% e os da gasolina em 6% em suas refinarias, a partir de sexta-feira (21). Na semana passada, a estatal havia elevado os preços do diesel em 2% e os da gasolina em 4%, com o consumo de combustíveis mostrando retomada. A elevação do diesel, combustível mais consumido do Brasil, é a sétima seguida. Já a gasolina terá o segundo aumento consecutivo, após uma redução no final de julho que foi antecedida por nove altas, conforme acompanhamento da Reuters com base em anúncios da Petrobras.

20 Ago 2020 - 15:30h

A pandemia do coronavírus fez o número de desempregados no Brasil aumentar em 20,9% entre maio e julho. É o que apontam os dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o G1, além do aumento do desemprego, a pesquisa mostrou que: Caiu em 3,5% o número de trabalhadores ocupados na comparação com maio; O país perdeu 1,9 milhões de trabalhadores informais em três meses; Houve queda de 42,6% no número de trabalhadores afastados devido ao isolamento social; 3,2 milhões de trabalhadores afastados ficaram sem remuneração em julho; 4 milhões de brasileiros recorreram a empréstimos financeiros na pandemia. De acordo com o levantamento, o país encerrou o mês de julho com 12,2 milhões de desempregados, cerca de 2,1 milhões a mais que o registrado em maio, quando somavam, aproximadamente, 10,1 milhões de pessoas. Com isso, a taxa de desemprego passou de 12,4% em junho para 13,1% em julho. Ainda segundo o levantamento, o número de trabalhadores ocupados teve queda de 3,5% entre maio e julho, passando de 84,4 milhões para 81,4 milhões. Ou seja, em três meses caiu em 2,9 milhões o número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho. O levantamento foi feito por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

19 Ago 2020 - 14:30h

Além de prorrogar o auxílio emergencial, o presidente Jair Bolsonaro deseja criar o programa Renda Brasil ainda neste ano, para começar a vigorar em janeiro de 2021. O primeiro formato do novo programa social, prevê o governo, deve beneficiar 20 milhões de famílias no país. De acordo com o Blog do Valdo Cruz, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, junto com o Ministério da Cidadania, trabalha num modelo que prevê o pagamento do novo benefício às 14 milhões de famílias cadastradas no Bolsa Família, mais 6 milhões de famílias que recebem o auxílio emergencial. Nas reuniões para definir o novo programa social, que seria a marca do governo Bolsonaro na área, o ministro Paulo Guedes tem dito que o cadastro do auxílio emergencial permitiu identificar 6 milhões de famílias que estavam “invisíveis” e “em situação de vulnerabilidade”. Essas famílias não recebiam nenhum benefício social, apesar de precisarem deles para sobreviver. O auxílio emergencial já foi pago a mais de 60 milhões de pessoas, mas várias podem fazer parte de uma mesma família. Deste total, a equipe do governo Bolsonaro argumenta que uma parcela significativa voltará a ter renda depois de superada a fase mais crítica do combate ao coronavírus. Ou seja, não precisariam mais do benefício. Desse grupo, porém, 6 milhões de famílias vão seguir em situação de vulnerabilidade e precisam ser incluídas em algum tipo de benefício social. Por isso, os técnicos estão fechando uma primeira versão do Renda Brasil incluindo as 14 milhões de famílias do Bolsa Família e as novas 6 milhões identificadas pelo auxílio emergencial.

15 Ago 2020 - 06:35h

Nos últimos quatro meses, em que o país passa pela pandemia de covid-19, cerca de 3 milhões de pessoas ficaram sem trabalho. Na quarta semana de julho, a taxa de desocupação chegou a 13,7%, o que corresponde a 12,9 milhões de pessoas. Os dados são da edição semanal da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando a pesquisa teve início, na primeira semana de maio, eram 9,8 milhões de pessoas desocupadas. Na comparação com a terceira semana de julho, houve aumento de 550 mil pessoas entre os desocupados. A população ocupada do país foi estimada em 81,2 milhões, estável em relação à semana anterior e com queda em relação à semana de 3 a 9 de maio, quando 83,9 milhões de pessoas entravam nessa categoria, segundo a Agência Brasil. 

12 Ago 2020 - 15:30h

A estimativa de julho para a safra baiana de grãos em 2020 prevê uma produção recorde de 9.534.331 toneladas - a maior da série histórica do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1972. Segundo informações do IBGE, a safra de grãos na Bahia deve ficar 15% acima (ou mais 1.250.671 toneladas) em relação à safra de 2019 (8.283.660 toneladas). A previsão de julho ficou 1,9% maior que a de junho, quando a estimativa era de uma safra de 9.359.331 toneladas de grãos em 2020, no estado. Isso ocorreu por conta da revisão para cima na estimativa de produção baiana de milho, que ficou em 1.800.200 toneladas em julho, 31,8% maior que a de 2019 (1,365 milhão de toneladas). De acordo com o IBGE, o aumento na previsão de safra de milho na Bahia se deu em razão ao ganho de produtividade, uma vez que a área plantada com a cultura se manteve estável entre junho e julho, em 363.500 hectares. O IBGE afirma que há aumento na previsão de safra de soja, também, por causa da expectativa de crescimento na área plantada, de 1,600 milhão para 1,620 milhão de hectares, na passagem de maio para junho (+1,2%). Com isso, a produção do grão neste ano (6,027 milhões de toneladas) deve ficar 13,5% maior que a de 2019 (5,309 milhões de toneladas).

09 Ago 2020 - 07:20h

O Senado aprovou o projeto que prevê a limitação dos juros do cheque especial e do cartão de crédito durante a pandemia. Pelo texto aprovado, os bancos só vão poder cobrar o limite de 30% e as fintechs, 35%. A medida vale até dezembro. Só isso já era um problema para os bancos, mas os senadores ainda foram além e aprovaram uma emenda que determina que o Conselho Monetário Nacional estabeleça limites para a cobrança de juros. Um tabelamento permanente é o que os bancos mais temem. Agora terão que tentar convencer os deputados a alterarem o projeto na Câmara para não perderem os lucros de duas de suas linhas mais rentáveis. O cheque especial e o cartão representaram, em 2019, segundo relatório do Banco Central, 20% da margem líquida dos bancos apesar de juntas responderem por apenas 5% do crédito total concedido pelas instituições. Neste ano, já haveria uma redução das margens porque o BC limitou a cobrança a 8% ao mês. Mas em contrapartida permitiu que os bancos cobrassem taxas pelo serviço.

07 Ago 2020 - 10:30h

Em 3 meses, mais de 3 milhões brasileiros deixaram de contribuir para a Previdência Social, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com dados referentes ao 2º trimestre. Segundo o IBGE, o número de trabalhadores que contribuem para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) encolheu de 58,4 milhões no trimestre encerrado em março para 55,2 milhões – menor patamar desde meados de 2012. De acordo com o G1, a redução do número de contribuintes ocorre em meio à pandemia de coronavírus, que tem provocado a eliminação de postos de trabalho no país e um encolhimento recorde no número de brasileiros ocupados (veja aqui). Em 3 meses, 8,9 milhões de brasileiros ficaram sem trabalho no país. O número de pessoas ocupadas no Brasil teve redução recorde de 9,6% em relação ao trimestre encerrado em março, somando 83,3 milhões de pessoas, menor nível da série histórica iniciada em 2012. Em razão da queda recorde da população ocupada, o percentual de contribuintes entre os trabalhadores ocupados avançou de 63,4% em março para 66,3% no trimestre encerrado em junho, maior percentual já registrado pela série histórica iniciada em 2012. Até então, o maior nível tinha sido atingido em 2016 (65,7%). A redução do número de contribuintes só não foi ainda maior, uma vez que a maior quantidade de postos perdidos foram de trabalhadores informais, que em geral não costumam contribuir para instituto de previdência.

07 Ago 2020 - 09:30h

A taxa oficial de desemprego no Brasil subiu para 13,3% no trimestre encerrado em junho, atingindo 12,8 milhões de pessoas, com um fechamento de 8,9 milhões de postos de trabalho em apenas 3 meses em meio aos impactos da pandemia de coronavírus. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma alta de 1,1 ponto percentual na comparação com o trimestre encerrado em março (12,2%) e de 1,3 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2019 (12%). Trata-se da maior taxa de desemprego desde o trimestre terminado em maio de 2017, quando também ficou em 13,3%. E o desemprego só não foi maior porque muita gente simplesmente deixou de procurar emprego ou não estava disponível para trabalhar em meio à pandemia de coronavírus. A taxa de desemprego em junho ficou ligeiramente abaixo da mediana de 30 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de 13,4%.

06 Ago 2020 - 10:30h

Sem novidades, chegou corte de 0,25 ponto na meta dos juros básicos. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) do Brasil levou a Selic ao novo piso histórico de 2% ao ano nesta quarta-feira (5). A decisão foi unânime. De acordo com o Valor, é a taxa de referência mais baixa desde 1999, quando o nível de preços no Brasil passou a ser controlado pelo regime de metas de inflação. Foi o nono corte consecutivo na rota iniciada em agosto passado, quando a Selic começou a descer do seu então piso histórico, de 6,5% ao ano. Em seu último comunicado, há 42 dias, os diretores do BC projetavam que “um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário” seria “residual”. Ou seja, de menor intensidade que o anterior, de 0,75 ponto.