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Brumado
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Ifba em Brumado esclarece ação do MP-BA sobre ataques virtuais praticados por alunos Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) realizou recentemente uma ação de fiscalização no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba), em Brumado, envolvendo a implementação de políticas públicas, ações educativas e medidas institucionais preventivas adotadas pela instituição.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, na sexta-feira (18), Luara Sampaio, coordenadora de comunicação do Ifba/Brumado, esclareceu à comunidade acadêmica que a fiscalização teve como alvo episódios pontuais relacionados a estudantes de um curso específico do campus. Estes estariam envolvidos em episódios de misoginia, racismo e homofobia em ambiente virtual. A atuação do MP-BA busca entender a situação e assegurar que as providências para o combate a essas condutas estejam sendo adotadas.

Sampaio garantiu que o Ifba promove o enfretamento da violência e discriminação continuamente. “Todo trabalho do Ifba é feito de forma contínua, então as nossas políticas e estruturas institucionais voltadas à prevenção e ao enfrentamento de diferentes formas de violência e discriminação acontecem o ano inteiro”, afirmou.

A coordenadora assegurou ainda que a direção tem adotado as medidas cabíveis para apurar as supostas condutas de misoginia, racismo e homofobia em ambiente virtual. “Estamos trabalhando com esses alunos e, institucionalmente, estamos alinhando toda essa questão com eles”, completou.

No campus Brumado, essa atuação envolve, entre outras instâncias, a Comissão Institucional de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio (CIPEA). O órgão, em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), promoveu o acolhimento das vítimas e está realizando a intervenção necessária junto ao caso.

Por fim, Sampaio destacou o compromisso institucional com a proteção da comunidade acadêmica, o respeito à diversidade e a construção de um ambiente seguro, inclusivo e livre de violências e discriminações.

Brumado
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MPBA fiscaliza ações contra violência e discriminação no IFBA de Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A 5ª Promotoria de Justiça instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar, de forma continuada, as políticas públicas, ações educativas e medidas institucionais preventivas adotadas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), campus Brumado. Segundo documento publicado nesta segunda-feira (14) e obtido pelo site Achei Sudoeste, a medida visa garantir o combate a práticas de violência, discriminação, racismo, misoginia e homofobia no ambiente escolar, incentivando a promoção de uma cultura de respeito, tolerância e convivência pacífica entre os estudantes.

Além do acompanhamento das diretrizes pedagógicas e preventivas executadas pela instituição de ensino, a atuação do Ministério Público da Bahia contempla a fiscalização direta das apurações conduzidas pela Polícia Civil em relação aos atos infracionais supostamente praticados no âmbito do campus. O procedimento, de número IDEA 677.9.299395/2026, foi formalizado pelo promotor de Justiça Victor de Araújo Fagundes na área de Infância e Juventude.

Em nota enviada para nossa reportagem, a Direção-Geral do IFBA campus Brumado esclareceu que enviou o Ofício nº 103/2026 ao Ministério Público no dia 8 de setembro, detalhando as providências adotadas diante de relatos pontuais envolvendo alunos de uma turma específica. De acordo com o instituto, as queixas referem-se a supostas condutas relativas a manifestações de misoginia, racismo e homofobia praticadas em ambiente virtual, o que motivou o acionamento imediato dos fluxos institucionais de acolhimento e apuração previstos no Regulamento Discente.

O IFBA ressaltou que dispõe de uma rede estruturada para o enfrentamento dessas situações, incluindo a Comissão Institucional de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio (CIPEA), o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), a Coordenação Pedagógica de Apoio ao Estudante (COPAE) e a Coordenação de Atendimento à Pessoa com Necessidades Específicas (CAPNE). Essas instâncias já realizaram o acolhimento das possíveis vítimas e vêm conduzindo momentos formativos e de sensibilização com a turma envolvida para evitar novas ocorrências.

A instituição enfatizou ainda que suas ações educativas não ocorrem apenas em resposta a episódios específicos, mas compõem uma agenda permanente voltada à convivência respeitosa e à valorização da diversidade. Entre os eventos do calendário acadêmico de 2026, o campus destacou a realização de campanhas como o Agosto Lilás —, além do Abril Indígena, Julho das Pretas e da preparação para o 11º Seminário de Educação Inclusiva do IFBA (SEIIF) e a Semana da Consciência Negra.

Por fim, a Direção-Geral do campus reafirmou o compromisso de manter um acompanhamento atento aos fatos e disponibilizou seus canais oficiais de comunicação para acolher demandas da comunidade. Em mensagem direcionada aos pais e familiares, a gestão garantiu a dedicação contínua dos servidores para assegurar um ambiente seguro, inclusivo, democrático e livre de violências.

Mundo
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Passageiro dá soco, diz ofensas racistas e é amarrado com fita em voo nos EUA Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um homem que começou a gritar xingamentos racistas e homofóbicos contra um comissário de bordo durante um voo nos Estados Unidos acabou algemado e amarrado com fita adesiva ao seu assento nesta quinta-feira (3), de acordo com autoridades locais.

O passageiro do voo da American Airlines que fazia o trajeto de Newark, em Nova Jersey, a Dallas, no Texas, foi identificado pelo jornal The New York Times como Arthur Lundeen, de 67 anos. Após gritar os xingamentos, Lundeen começou a agredir a pessoa sentada ao seu lado, agarrando-a pela garganta.

Neste momento, foi imobilizado por outros dois viajantes e preso ao seu assento até que a polícia pudesse retirá-lo do avião, que precisou fazer um pouso de emergência no aeroporto de Baltimore. De acordo com a polícia, ele recebeu atendimento médico para um corte que sofreu durante a confusão. Em seguida, foi fichado, acusado dos crimes de agressão e perturbação do sossego, e liberado.

Não está claro o que teria causado o acesso de violência de Lundeen. Os dois passageiros que o imobilizaram foram Richard O'Lenick, empresário dono de um estande de tiro em Nova Jersey, e Juan Mejia, seu empregado e ex-policial.

Bahia
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Médico denuncia homofobia em hospital de Feira de Santana Foto: Reprodução/G1

O ginecologista Carlos Lino denuncia que foi alvo de homofobia durante o atendimento de uma paciente no Hospital da Mulher, em Feira de Santana. O crime ocorreu cerca de nove meses após o médico protestar por um outro caso de homofobia na instituição. Na época, ele colocou uma peruca para atender uma paciente que teria se recusado a ser consultada por um profissional de saúde homossexual. Além de profissional da saúde, ele também é ator e drag queen, e deu entrevista à TV Bahia montado. Dessa vez, a violência foi registrada na última sexta-feira (22). De plantão no hospital, o médico conta que recebeu uma paciente com quadro de aborto retido, o que ele explica não se tratar de emergência por não ter hemorragia ou febre, nem representar risco de morte para a mulher. Ainda assim, diante da postura da paciente e do acompanhante, o médico encaminhou a documentação para o registro da internação — a unidade de saúde estava lotada e, segundo ele, não havia garantia de leito naquele dia. Porém, minutos depois, Lino soube que o casal fazia cobranças, alegando que a mulher não foi internada. “Entraram agressivos na sala e gritando, ele me chamou de vagabundo, xingou minha colega também. (...) Quando ela fechou a porta, ela gritou: 'viado do caralho'”, descreveu a agressão. “Eu não acreditei! Eu falei: ‘vem cá, você tem certeza que vai me falar isso? Eu fui o médico que botou uma peruca nesse próprio consultório para lutar contra a homofobia. Eu vou para a delegacia agora’”. Logo após a violência, o médico se encaminhou à unidade policial e prestou queixa contra a mulher. O G1 procurou a Polícia Civil para apurar quais medidas já foram adotadas, mas ainda não obteve retorno.

Brasil
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Registros de racismo e homofobia disparam no país em 2022 Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgados hoje (20), mostram que o número de registros dos crimes de injúria racial, racismo e homofobia ou transfobia dispararam em 2022 no país na comparação com o ano anterior. Os registros de racismo saltaram de 1.464 casos em 2021, para 2.458, em 2022. A taxa nacional em 2022 ficou em 1,66 casos a cada 100 mil habitantes, uma alta de 67% em relação ao ano anterior. Os estados com as maiores taxas, de acordo com o anuário, foram: Rondônia (5,8 casos a cada 100 mil habitantes), Amapá (5,2), Sergipe (4,8), Acre (3,3), e Espírito Santo (3,1). Os registros de injúria racial também cresceram. Em 2021 foram 10.814 casos e, em 2022, 10.990. A taxa em 2022 ficou em 7,63 a cada 100 habitantes, 32,3% superior à do ano anterior (5,77). As unidades da federação com as maiores taxas foram Distrito Federal (22,5 casos a cada 100 mil habitantes), Santa Catarina (20,3), e Mato Grosso do Sul (17). Já o crime de racismo por homofobia ou transfobia teve 488 casos registrados em 2022 no país, ante 326, em 2021. A taxa nacional por 100 mil habitantes em 2022 ficou em 0,44 – 53,6% superior ao ano anterior. Os estados com as maiores taxas foram: Distrito Federal (2,4), Rio Grande do Sul (1,1), e Goiás (0,9).

Bahia
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Servidores de Araci serão exonerados após denúncia de homofobia Foto: Reprodução/G1

A prefeitura da cidade de Araci, no interior da Bahia, apura denúncias de homofobia na gestão municipal. As informações são do G1. As denúncias são contra servidores do município após o vazamento de áudios e prints (capturas de tela) de conversas com teor homofóbico de um grupo no WhatsApp. De acordo com a gestão municipal, os servidores envolvidos serão exonerados e providências jurídicas e administrativas serão tomadas. O grupo seria formado por servidores da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte de Araci. Em um dos áudios, uma servidora diz que o local de trabalho só teria homossexuais, e os chama de modo jocoso de ‘veados’. Ela diz que é preciso um ‘homem’ para ‘animar’ o setor. “Zé tem que ter um homem aí pra animar porque pra todo lugar que você olha só tem veado. Ó peste”, diz uma mulher, que seria servidora. Em outro áudio a mulher questiona como descobrir se uma pessoa seria ou não homossexual. “Zé, me diga se existe. Como vamos fazer para descobrir se (inaudível) é veado ou não é”, diz. A mesma voz diz que em todas as salas da secretária teriam homossexuais. “Toda sala que você ali tem que ter um veado. E quando não é um veado assumido é um que...”, diz uma voz de mulher. Em um terceiro áudio vazado, um homem diz que faria uma indicação de uma pessoa para trabalhar na secretaria após um pedido, mas que uma mulher poderia implicar pelo fato do homem ser homossexual. No mesmo áudio, o homem diz que “um a mais ou menos não faria diferença” no local de trabalho. “O Edilson me pediu se tivesse uma vaga para botar um rapaz da Cascalheiras que era para falar com Keinha, que diz que levanta tudo. Carrega, descarrega carro, cozinha, faz tudo. É veado ele. Aí eu estava para falar com Keinha e dizer: 'como lá já tá cheio, um veado a mais ou a menos não vai fazer diferença'. Aí eu tenho medo dela me entregar, aí não posso nem falar isso a ela. Usar essa referência”, diz a voz de um homem. Nas imagens, uma mulher diz em texto: 'Q (sic) tanto veado junto. Zé, consiga um homem p (sic) trabalhar na secretaria. Diabo d(sic) tanto veado'. Após a divulgação do caso, a prefeitura de Araci divulgou nota onde diz que a gestão não tolera e repudia qualquer fala, ação ou exposição homofobia e preconceitos de qualquer natureza. A prefeitura diz ainda que investiga a prática de invasão de privacidade, clonagem de dispositivo móvel e outras possíveis contravenções em relação à exposição dos servidores e da própria instituição em ambiente de trabalho.

Justiça
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PGR denuncia ministro da Educação ao Supremo por crime de homofobia Foto: Reprodução/Concursos Públicos

A Procuradoria-Geral da República denunciou nesta segunda-feira (31) o ministro da Educação, Milton Ribeiro, ao Supremo Tribunal Federal (STF) por declarações homofóbicas. O crime de homofobia é reconhecido pelo STF desde 2019. A investigação foi motivada por uma entrevista do ministro da Educação ao jornal “O Estado de S. Paulo”, em setembro de 2020. Nela, Ribeiro relacionou a homossexualidade a “famílias desajustadas” e disse que havia adolescentes “optando por ser gay”. Questionado sobre educação sexual nas escolas, Ribeiro disse que é um tema importante para evitar gravidez precoce – mas que não acha necessário debater questões de gênero e sexualidade em sala de aula. “Acho que o adolescente, que muitas vezes, opta por andar no caminho do homossexualismo (sic), tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato, e caminhar por aí. São questões de valores e princípios”, afirmou Ribeiro na entrevista. A denúncia é o ato formal em que a PGR pede a abertura de uma ação penal contra Milton Ribeiro. Cabe ao STF decidir se recebe o pedido – ou seja, se Ribeiro se torna réu no processo. O relator do caso é o ministro Dias Toffoli.

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