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Brumado
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OAB em Brumado realizará I Encontro pela Igualdade Racial Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A 21ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realizará em Brumado o 1º Encontro pela Igualdade Racial. O evento acontecerá nos dias 31/10 e 01/11, na sede da entidade.

Ao site Achei Sudoeste, o advogado Gonçalo Lírio, que preside a Comissão dos Direitos Humanos na OAB/Brumado, informou que o objetivo do encontro é promover a conscientização e o fortalecimento do compromisso da advocacia com a igualdade racial. “A advocacia não se furta a debater temas importantes para sociedade, especialmente esse, introduzindo o debate no mês em que se celebra a consciência negra, essencial para a justiça e a sociedade”, afirmou.

Lírio apontou que todos os órgãos do sistema de justiça buscam promover debates dessa magnitude e relevância e, em especial, a OBA tem produzido debates incríveis com relação a temas dessa natureza. “Falar de igualdade racial é evidenciar que não há tantos advogadas e advogados negros. A composição está melhor atualmente, houve uma mudança de fato, mas ela ainda não reflete o que é a sociedade, principalmente na Bahia, onde há predominância de pessoas negras”, asseverou.

Para o advogado, é preciso aumentar ainda mais essa representatividade. Na sexta-feira (31), a abertura do evento será marcada por uma apresentação de capoeira e uma mesa redonda sobre racismo institucional e advocacia. No sábado (01), acontecem dois minicursos sobre prerrogativas da advocacia e racismo recreativo, institucional e intolerância religiosa.

O encontro é inteiramente gratuito, com certificação de 15 horas. Os participantes devem colaborar apenas com 1 kg de alimento não perecível.

Brumado
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Brumado: Representante cobra políticas públicas que favoreçam os povos de terreiros Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a delegada da juventude negra do país, Jéssica Silva, cobrou uma reparação histórica para os povos de terreiro, que sempre foram marginalizados, invadidos e invisibilizados no país. “Hoje, percebemos que as atitudes governamentais não passam de datas de calendário”, afirmou. Em Brumado, segundo Silva, não há um mapeamento institucional sobre os terreiros que compõem o município. Informações extraoficiais apontam que a cidade possui mais de 35 terreiros somente na zona urbana. Jéssica também fez questionamentos com relação à imunidade tributária para os povos de terreiro. “Cadê essa preocupação? Nós, de terreiros, ainda temos essa dificuldade de acesso às instituições públicas. Não podemos dizer que o acesso dado às religiões hegemônicas são as mesmas dadas às pessoas do segmento de terreiro”, criticou. O mais importante, para a delegada, é a igualdade racial representada no poder público municipal e a reserva de recursos destinada a fazer essa reparação ao povo negro. “Isso sim faria a diferença”, avaliou. O babalorixá e delegado dos povos de terreiro no Brasil, André Gouveia, também cobrou avanços na educação e saúde dos povos de terreiros e a sua valorização em todos os segmentos.

Brumado
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Brumado terá representantes na Conferência Nacional da Igualdade Racial Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

A cidade de Brumado estará devidamente representada na Conferência Nacional da Igualdade Racial. O evento acontecerá na próxima semana, de 15 a 19 de setembro, em Brasília. Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o babalorixá e delegado dos povos de terreiro no Brasil, André Gouveia, destacou que, após 12 anos, a Bahia retoma a conferência com a finalidade de buscar melhorias e avanços no que se refere à igualdade racial. “Precisamos dialogar e ter esses momentos de reflexão para combate, principalmente, ao racismo estrutural”, defendeu. Gouveia afirmou que as comunidades de povos de terreiro fazem parte desse diálogo no sentido de se fazerem respeitadas e valorizadas. Para o delegado, representar os povos de terreiro da Bahia é uma honra e ele quer fazer jus a essa imensa responsabilidade. “É muito importante sairmos como delegados da estadual e representarmos a Bahia na nacional. Traz uma responsabilidade muito grande dialogar em prol do nosso povo, que sofre muito racismo religioso. Vamos levar temáticas que tragam visibilidade, respeito e reparação para nosso povo. Estou preparado”, assegurou. Delegada da juventude negra do país, Jéssica Silva ressaltou que as conferências são essenciais no contexto da construção de políticas públicas estaduais, nacionais e municipais. A proposta é combater as mazelas que atingiram a juventude negra no país e garantir a equidade de direitos. “Há uma diferença de equidade enorme, principalmente nos contextos institucionais”, apontou. Segundo Silva, as portas que, por muito tempo, eram invisibilizadas, começaram a se abrir e, hoje, é possível pautar a construção de políticas públicas, o que já é um avanço. “Não é só construir, queremos cobrar para ser executado e ter eficácia no país”, finalizou.   

Caetité
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Conferência de igualdade racial debaterá democracia, reparação e justiça em Caetité

O Conselho Municipal de Igualdade Racial está promovendo a 1ª Conferência de Promoção da Igualdade Racial da de Caetité nesta quinta (10) e sexta-feira (11). Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a professora e vice-presidente do órgão, Rosemary Juazeiro, destacou que o evento é um chamamento do Ministério da Igualdade Racial e da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial. Para a vice-presidente, a conferência representa um marco para discutir políticas públicas de reparação para o povo preto. “Já estamos há mais de 12 anos sem a realização dessas conferências pelo Brasil e esse é um momento histórico de resgate das conferências como sendo espaços democráticos de escuta das questões de negritude para planejar estratégias, ações e construir um plano municipal, estadual e nacional de reparação e de políticas públicas para o nosso povo preto”, apontou. Historicamente, Rosemary disse que Caetité ocupa uma posição de vanguarda no que se refere a temas educacionais e culturais, sempre se mobilizando a fim de promover políticas públicas que assegurem a igualdade racial. Para ela, essa posição se deve às próprias mobilizações do povo preto, quilombola e de periferia, as chamadas “minorias”. “São lutas e conquistas. Em outras cidades, vemos um apagamento muito grande dessa história e participação. Em Caetité também houve, mas, graças a essa mobilização toda do povo preto, estamos vendo esses debates, espaços de escuta e construções de políticas públicas”, ponderou. Durante a programação da conferência haverá momentos culturais do movimento negro, palestras, mesa-redonda e apresentações musicais. O jurista Custódio Brito e a juíza Luísa Lacerda Magalhães irão participar do evento.

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