Morre em Salvador, o brumadense André Pereira Batista

17 Jan 2020 - 19:20h

Morreu nesta sexta-feira (17), na cidade de Salvador, o brumadense André Pereira Batista. A informação foi confirmada pelo Centro Acadêmico Luíza Mahin, Gestão Carolina de Jesus, da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Batista ingressou na universidade na primeira turma do curso noturno de Licenciatura em História, em 2009, formando-se em 2014. (veja aqui a reportagem do site Achei Sudoeste). Cursou uma especialização em Racismo e Questões Raciais entre os anos de 2015 e 2017 pela Universidade Estadual da Bahia (Uneb). André participou ativamente do Movimento Estudantil de História e da Universidade. De acordo com o Centro Acadêmico Luíza Mahin, André foi grande colaborador das gestões do CAHIS e do DCE, estas que conquistaram Busufba, ampliação das ofertas de bolsas estudantis, respeito e grande mobilização do movimento estudantil. O brumadense fez parte de oito ocupações, incluindo a do CPD (atual CTI), Reitoria e RU, quando foram fornecidas refeições gratuitas para todas e todos estudantes. Católico praticante, Pereira era exemplo de caridade, ajudando a quem pudesse de forma autônoma e cuidadosa. “Construiu uma longa trajetória de lutas e conquistas para os e as estudantes da Ufba. Nos últimos anos foi acometido por uma depressão que resultou em alcoolismo e ainda assim permaneceu firme, lutando pela sua vida acadêmica. Atualmente era estudante do Bacharelado em História da Ufba. A comunidade da Ufba era considerada por ele como sua família. A mãe Ufba, como ele a chamava. Lembraremos dele e dos frutos que colhemos com seus esforços e lutas”, disse em nota o Centro Acadêmico.

Comentários

Robson Trindade

"Fiquei triste quando soube do passamento do André. Conheci o André quando ele ainda era bem novo e estudava aqui em Brumado, ele vinha aqui em meu local de trabalho para encomendar algum cartaz ou simplesmente para ver minhas pinturas e desenhos. O André era muito inteligente e falava com bastante fluência e, além disso, também era muito batalhador. O André e eu conversávamos sobre diversos assuntos e às vezes ele me falava dos problemas que enfrentava na vida. Sempre percebi que o André tinha algum tipo de rejeição por parte de algumas pessoas da nossa cidade. Deus te acompanhe André!"

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