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28 Set 2021 - 15:30h

Além dos sustos quase constantes com os aumentos dos combustíveis, onde sair com o tanque cheio é uma realidade distante, os baianos que se planejam para conquistar o carro próprio precisarão coçar um pouco mais o bolso. As subidas de preço da gasolina e do etanol devem ajudar a puxar para cima o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no próximo ano. De acordo com o Tribuna da Bahia, a alíquota varia de acordo com o Estado onde o proprietário reside e é calculada tomando como base o valor médio do veículo fornecido pela tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Em 2021, a Bahia determinou um percentual de 2,5% para carros. Por exemplo: se o cidadão resolver comprar uma Saveiro Cross (Volksvagen) zero quilômetro, cujo valor da tabela FIPE é de R$ 104 mil, o IPVA a pagar é de R$ 2.600; se o pagamento for à vista, há 10% de desconto, deixando o valor em R$ 2.340. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), o fator determinante para a subida do imposto é a forte queda sofrida na produção de automóveis, consequência do cenário de pandemia, quando o desempenho encolheu em quase 32%; embora a entidade acredite numa recuperação, a cautela ainda norteia o discurso. “Nunca foi tão difícil projetar os resultados de um ano, pois temos uma forte neblina à nossa frente”, justificou Luiz Carlos Moraes, presidente da ANFAVEA, que vê uma retomada da economia ainda muito lenta, por conta do ritmo de vacinação. “Some-se a isso a pressão de custos, as necessidades urgentes de reformas e surpresas desagradáveis, como o aumento do ICMS paulista”, disse Moraes. Com a produção ainda em ritmo lento e sem acompanhar a demanda reprimida, os automóveis acabam sendo valorizados a ponto de haver fila de espera para alguns modelos, contribuindo para a subida nos preços. A depender do ano de fabricação do carro, o condutor não precisa pagar o IPVA. Na Bahia e em mais catorze estados, quem tem um veículo comprado há mais de quinze anos recebe a isenção. Uma pesquisa conduzida pela plataforma WebMotors revelou que 68% dos consumidores consultados pretendiam comprar um carro usado, contra apenas 16% que desejavam adquirir um automóvel zerado, atraídos pelos preços mais reduzidos e condições de financiamento: em Salvador, um grande shopping de veículos de segunda mão anuncia taxas de até 0,75% no fechamento do contrato. Para o setor, o consumidor ainda deve repensar bastante suas escolhas e investimentos, com as incertezas que ainda norteiam a economia. “O consumo das famílias, que em 2020 representava 63% do Produto Interno Bruto (PIB), está em queda há cinco trimestres”, afirmou Vera Martins da Silva, economista e doutora pela FEA-USP, em análise para a FIPE, elencando a taxa de desocupação e desalento no mercado de trabalho e o aumento generalizado de produtos para o adiamento de novas aquisições.

24 Set 2021 - 08:30h

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços do país) em 5,3% para 2021 e em 2,5% para 2022. As projeções constam em Nota Informativa divulgada nesta quarta-feira (22). Segundo a pasta, as projeções fundamentam-se na recuperação da crise causada pela pandemia, no bom carregamento estatístico que o crescimento do PIB deste ano deve levar para o ano que vem, no aumento do investimento privado, na consolidação fiscal, taxa de poupança mais elevada, reformas econômicas, retomada do setor de serviços e do mercado de trabalho informal. “Em relação ao carrego e crescimento na margem, deve-se observar que, caso o cenário da SPE de crescimento do PIB se confirme, o aumento de 5,3% deste ano proporcionará um carrego aproximado de 1,2% para 2022 [levando em conta a diferença com a queda de 4,1% do PIB em 2020]. Considerando um crescimento trimestral médio de 0,5%, o PIB aumentará em 2,4%”, diz a nota.  As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central, por meio do Boletim Focus, projetam um crescimento menor do que o esperado pelo governo, tanto no PIB deste ano quanto no de 2022. Para o mercado, a economia brasileira este em 2021 crescerá 5,04%. Para 2022, a expectativa para PIB é de crescimento de 1,63%. Sobre a diferença nas projeções, a SPE argumenta que para as estimativas do crescimento do PIB abaixo de 1% em 2022, considerando o cenário desenhado pela pasta, a variação média na margem dos trimestres do próximo ano deve ser de -0,1%, ou seja, espera-se uma queda significativa do PIB em algum trimestre ou uma nova recessão no próximo ano, “fatos difíceis de justificar com base no cenário fiscal atual e na ausência de uma crise hídrica ou de uma piora na pandemia”, diz a nota. Ainda segundo a Nota Informativa, “os riscos existem, mas na ausência de piora desses fatores e dando continuidade no processo de consolidação fiscal e reformas pró-mercado, com os indicadores atuais e o conjunto de informações disponíveis é possível concluir por um crescimento do PIB acima de 2% em 2022”.

23 Set 2021 - 18:20h

A Receita Federal informou nesta quinta-feira (23) que a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais atingiu R$ 146,463 bilhões em agosto. O resultado é recorde para meses de agosto, segundo a Receita. A série histórica do órgão, atualizada pela inflação, tem início em 1995. Com isso, o resultado representa a maior arrecadação para o mês em 27 anos. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 136,556 bilhões (valor já corrigido pela inflação), houve aumento real de 7,25%. A Receita Federal aponta que o resultado está relacionado com a melhora de indicadores econômicos, recolhimento atípico de impostos, além de uma redução nas compensações de tributos por empresas com crédito tributário. O Fisco apontou, por exemplo, que no mês passado a produção industrial subiu 1,78% e, o setor de serviços, cresceu 17,8%. Os recolhimentos atípicos somaram aproximadamente R$ 5 bilhões. Já as compensações, que em julho totalizaram R$ 19,718 bilhões, recuaram para R$ 13,509 bilhões no mês passado. Apesar do crescimento registrado em agosto deste ano, os números da Receita Federal mostram que a arrecadação vem registrando desaceleração nos últimos meses. Em julho, por exemplo, o crescimento havia sido bem maior: de 35,47%.

23 Set 2021 - 15:30h

São Desidério, no oeste da Bahia, ficou em segundo lugar no ranking nacional de produção agrícola. O município teve o valor da produção de R$ 4,6 bilhões, em 2020, uma alta de 44,6% em relação ao ano anterior. As informações são da pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram divulgadas nesta quarta-feira (22). Ela investiga 66 produtos em todos os municípios do país. Desses, 45 são cultivados na Bahia, e 38 apresentaram crescimento no valor de produção entre 2019 e 2020. Segundo os dados da pesquisa, o volume de soja produzido em São Desidério cresceu 15,0%, totalizando 1,5 milhão de toneladas em 2020, com um valor da produção de R$ 2,5 bilhões, 76,2% maior que o de 2019. O município passou de 6º a 3º maior produtor de soja do país.O milho também teve uma safra maior no município, em 2020, e chegou a 379 mil toneladas (+12,0% do que em 2019), com um valor de R$ 299 milhões, 75,7% acima do gerado no ano anterior. Além disso, apesar da queda na produção do algodão herbáceo - que recuou 8,3% entre 2019 e 2020, em São Desidério, chegando a 543,7 mil toneladas -, o valor de produção gerado cresceu 9,3%, o que resultou em R$ 1,6 bilhão. De acordo com o IBGE, entre 2019 e 2020, o valor da produção agrícola baiana apresentou o maior crescimento em 26 anos (+41,9%), chegando a R$ 27,5 bilhões, um recorde desde 1994. No Brasil, o valor gerado foi de R$ 470,5 bilhões, 30,4% maior do que o de 2019. Ainda de acordo o IBGE, o aumento absoluto do valor gerado pela agricultura na Bahia, comparado a 2019, foi de R$ 8,1 bilhões, o 6º maior do país. Mato Grosso (mais R$ 20,9 bilhões), Paraná (+R$ 19,2 bilhões) e Minas Gerais (+R$ 13,3 bilhões) lideraram nesse indicador, enquanto Rio Grande do Sul (menos R$ 2,8 bilhões) e Amazonas (menos R$ 86,5 milhões) foram os únicos estados onde houve queda, entre os anos de 2019 e 2020. Em 2020, a Bahia seguiu como 3º estado com mais municípios entre os 50 maiores valores da produção agrícola do país. Seis deles são baianos: São Desidério (2º), Formosa do Rio Preto (5º), Barreiras (19º), Correntina (22º), Luís Eduardo Magalhães (32º) e Riachão das Neves (40º). Mato Grosso tem o maior número de municípios entre os 50 maiores valores gerados pela agricultura, com 21 cidades, e Mato Grosso do Sul ficou na segunda posição, com sete municípios.

21 Set 2021 - 08:30h

45% dos brasileiros têm atualmente alguma dívida ou conta atrasada, mostra pesquisa Datafolha realizada de 13 a 15 de setembro. Os outros 55% estão com essas obrigações em dia. De acordo com o levantamento, dívidas atrasadas com cartão de crédito foram citadas por 25% dos entrevistados. Conta de luz em atraso, por 22%. De água, por 16%. O cartão é historicamente a modalidade de crédito bancário com maior nível de inadimplência. Já a conta de energia elétrica subiu 21% nos 12 meses encerrados em agosto, mais que o dobro do índice de inflação ao consumidor (IPCA), em quase 10%. Em grande parte, por conta do acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras, para compensar a falta de geração hidrelétrica provocada pelo baixo nível dos reservatórios do país. Outras despesas incluídas no questionário aparecem com os seguintes percentuais: aluguel ou prestação de imóvel, 11%; gás, 8%; mensalidade de escola ou faculdade, 6%; prestação de automóvel ou motocicleta, também 6%; plano de saúde, 5%. Segundo a pesquisa, as mulheres (49%) estão mais endividadas que os homens (40%), e os pretos (53%) mais que os brancos (35%). Também se destaca o percentual de inadimplentes entre desempregados à procura de emprego (62%), assalariados sem registro (50%), pessoas de 25 a 44 anos (53%) e aquelas com renda de até dois salários mínimos (54%). Por região, a taxa mais alta está no Norte/Centro-Oeste (53%), seguido por Nordeste (48%), Sudeste (42%) e Sul (36%).

14 Set 2021 - 09:30h

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta segunda-feira (13) que o banco vai reduzir a taxa de juros para financiamento imobiliário. Os detalhes, segundo ele, serão informados na quinta-feira (16). “A Caixa vai reduzir os juros. Não tá aumentando a Selic? Então, a Caixa Econômica Federal, com um lucro que nunca teve, sem roubar, vai diminuir os juros da casa própria. Mas isso fica para quinta-feira”, afirmou durante cerimônia, no Palácio do Planalto, para lançamento do programa habitacional voltado a profissionais da segurança pública. De acordo com a Agência Brasil, atualmente, a carteira de crédito habitacional da Caixa soma um volume R$ 528,9 bilhões, o que representa 67,3% de todo o financiamento imobiliário concedido no país. A Caixa oferece quatro modalidades de financiamento habitacional. Algumas delas têm seus juros corrigidos por taxas variáveis, que são influenciadas pela taxa básica de juros, a Selic. O anúncio de redução dos juros de financiamento da casa própria pela Caixa ocorre em meio a expectativa de aumento da taxa Selic. Atualmente definida em 5,25% ao ano, as projeções do mercado financeiro indicam que ela encerrará o ano de 2021 em 8% ao ano. Quando o Banco Central aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando a Selic é reduzida, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

03 Set 2021 - 11:30h

De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (2), pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o nível de atividade econômica - Produto Interno Bruto (PIB)– cresceu 6,7% no segundo trimestre de 2021 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Considerando-se a série com ajuste sazonal (2º trimestre de 2021 em comparação com o 1º trimestre de 2021), o resultado foi praticamente estável (-0,3%). No primeiro semestre de 2021 (acumulado no ano) a atividade econômica baiana teve crescimento de 3,2%. No 2º trimestre de 2021, o PIB totalizou R$ 96 bilhões, sendo R$ 86 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 10 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. No que diz respeito aos grandes setores, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 21,5 bilhões, a Indústria R$ 16,6 bilhões e os Serviços R$ 47,9 bilhões. Nos seis primeiros meses de 2021, o PIB totalizou R$ 183,1 bilhões, sendo R$ 162,1 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 20,9 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. No que diz respeito aos grandes setores, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 29,2 bilhões, a Indústria R$ 34,6 bilhões e os Serviços R$ 98,3 bilhões. 

01 Set 2021 - 08:30h

O governo anunciou nesta terça-feira que o maior patamar da bandeira tarifária será reajustada em 50% nesta quarta-feira (01). A taxa-extra nas contas de luz subirá de R$ 9,49 para R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O Ministério de Minas e Energia também anunciou um programa para incentivar a redução voluntária de consumo de eletricidade para os clientes residenciais e de pequenos comércios (que são atendidos por distribuidoras de energia). A bandeira passará a se chamar bandeira tarifária “Escassez Hídrica” e provocará aumento de 6,78% na tarifa média dos consumidores de energia. Os cidadãos de baixa renda que aderem à tarifa social não serão afetados pelas novas regras da bandeira, sendo mantido o valor atual. A medida valerá de 1º de setembro a 30 de abril de 2022. De acordo com o jornal o Globo, pelo programa, ganhará um desconto nas contas de luz quem diminuir o consumo em pelo menos 10%. O bônus na tarifa deve valer até uma redução de 20% — acima disso não haveria benefícios. As medidas fazem parte das ações do governo por conta da crise hídrica, a pior em 91 anos, que ameaça o fornecimento de energia elétrica. Por ser de adesão voluntária, o governo não considera a medida uma forma de racionamento de energia (que pressupõe obrigatoriedade). O objetivo é que o programa comece a valer em setembro e se estenda até abril. Haverá um bônus de 0,50 a cada kilowatt-hora (kWh) do volume de energia acima da meta de 10%.  O desconto será pago para quem economizar acima da faixa de 10%. Portanto, abaixo disso, não haveria um desconto — apenas a redução normal pela queda de consumo.

28 Ago 2021 - 06:30h

A bandeira tarifária, uma sobretaxa que é acionada nas contas de luz quando o custo da geração de energia aumenta, deve subir de R$ 9,49 para um valor entre R$ 14 e R$ 15 a partir de setembro. A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) será informada no máximo até a próxima terça-feira. Será um aumento, portanto, entre 50% e 58%. De acordo com o jornal o Globo, o valor será cobrado na bandeira vermelha 2, o patamar mais alto desse sistema (que tem ainda as cores verde, amarela e vermelha 1. A taxa é cobrada a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O número final do reajuste está passando por um refinamento antes de ser anunciado. A forma como o anúncio será feito ainda está sendo decidido. O valor atual está em vigor desde julho, quando houve um aumento de 52%, mas o custo da geração de energia disparou, exigindo o novo aumento. O aumento da bandeira em julho já teve forte impacto na inflação. Nos trinta dias terminados em 15 de agosto, a conta de luz subiu em média 5% no Brasil, e foi a principal contribuição individual para a alta de 0,89% no IPCA-15 do mês. Nos 12 meses encerrados em julho, a tarifa média de energia subiu 20% no Brasil. O percentual de reajuste na bandeira 2 foi discutido numa reunião com diversos representantes do governo nesta semana. De acordo com participantes dessa reunião, o Ministério de Minas e Energia sugeriu subir o valor da bandeira para R$ 24, o que seria mais do que o dobro de aumento, por um período de três meses. Analistas do mercado também avaliavam que seria necessário um aumento dessa magnitude.

18 Ago 2021 - 10:30h

O Ministério da Saúde informou, na terça-feira (17), que mais de 50 milhões de pessoas já tomaram as duas doses ou a vacina de dose única contra a covid-19, o que representa 31,9% da população acima de 18 anos de idade com a imunização completa contra a doença. De acordo com os dados da base nacional do Programa Nacional de Imunizações (PNI), 49.062.641 pessoas completaram o ciclo vacinal. Além delas, 2.089.449 também já tomaram as duas doses ou dose única, conforme informado pelas secretarias estaduais de Saúde, mas que ainda aguardam registro na base do PNI. O total, então, chega a 51.152.090 pessoas imunizadas. O Ministério da Saúde reforça aos brasileiros que ainda não completaram o ciclo vacinal que procurem uma unidade de saúde para a segunda dose. Para que as vacinas atinjam a efetividade esperada, é necessário tomar as duas doses - ou a dose única, no caso da vacina da Janssen. A orientação é que a segunda dose seja aplicada no período recomendado, de 12 semanas para as vacinas da Pfizer/BioNTech e da Astrazeneca/Fiocruz e de quatro semanas para a CoronaVac/Butantan. No entanto, mesmo para quem perdeu o prazo, a orientação é procurar um posto de vacinação para completar o ciclo vacinal. A meta do governo é imunizar toda a população adulta com duas doses até o fim do ano. De acordo com os registros no PNI e nos painéis das secretarias estaduais, o Brasil já aplicou mais de 168 milhões de doses, no total, sendo que mais de 70% da população (117 milhões de pessoas) acima de 18 anos de idade já está com a primeira dose no braço.

18 Ago 2021 - 08:30h

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (17) o repasse de R$ 8,12 bilhões do lucro de rendimentos do fundo no ano passado para os trabalhadores. O valor representa 96% do resultado positivo registrado em 2020. Segundo informou o Ministério da Economia, a distribuição de resultados alcançará cerca de 191,2 milhões de contas vinculadas, que acumulavam saldo de R$ 436,2 bilhões ao final de 2020. O recebimento de parte do lucro do FGTS pelos trabalhadores não muda as regras para saque dos valores. As retiradas só podem ser feitas nas condições fixadas em lei, como demissão, compra da casa própria, doença grave ou aposentadoria. O FGTS foi criado com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa, mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato de trabalho. O valor é pago sobre salários, abonos, adicionais, gorjetas, aviso prévio, comissões e 13º salário. De acordo com o governo, o FGTS terá, com a distribuição de lucros, um rendimento de 4,92% em 2020, contra uma variação de 4,52% da inflação medida pelo IPCA no ano passado. O rendimento do FGTS também ficará acima da poupança, que encerrou 2020 com um retorno negativo de 2,30%. Os trabalhadores recebem desde 2017 parte dos lucros do Fundo de Garantia, que resultam dos juros cobrados de empréstimos a projetos de infraestrutura, saneamento e crédito da casa própria. A distribuição melhora o rendimento dos recursos depositados no fundo. Segundo a Caixa Econômica Federal, a distribuição será feita “mediante crédito nas contas vinculadas de titularidade dos trabalhadores até 31 de agosto de 2021”. O dinheiro é distribuído de forma proporcional ao saldo das contas vinculadas. Quanto maior o saldo, maior o lucro recebido.

11 Ago 2021 - 20:05h

A Petrobras anunciou que vai reajustar mais uma vez os preços da gasolina em suas refinarias a partir de quinta-feira (12). As informações são do Jornal o Globo. De acordo com a estatal, o preço médio por litro do combustível vendido às distribuidoras vai subir de R$2,69 para R$ 2,78. É um avanço de R$ 0,09 ou 3,34% por litro, que deve ser repassado ao preço final ao consumidor por distribuidores e revendedores. Só neste ano a gasolina acumula uma alta de 51%. Desde janeiro, a Petrobras já aumentou o preço nove vezes. A Petrobras destacou que até a gasolina chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais (39,1%); custos para aquisição e mistura obrigatória de etanol anidro (15,7%); além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores (12,2%). A contribuição do preço da Petrobras para o preço na bomba é de 33%, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). “Assim, os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo”, ressaltou a estatal em comunicado.

11 Ago 2021 - 09:30h

Pressionado pela alta nas contas de energia elétrica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – acelerou a alta para 0,96% em julho, após ter registrado taxa de 0,53% em junho, conforme divulgado nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Essa é a maior variação para um mês de julho desde 2002, quando o índice foi de 1,19%", informou o instituto. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 8,99%, a mais alta desde maio de 2016, quando ficou em 9,32%. No ano, o IPCA acumula alta de 4,76%. Desde março, o indicador acumulado em 12 meses tem ficado cada vez mais acima do teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação deste ano, que é de 5,25%. O resultado veio ligeiramente acima do esperado. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,94% em julho, acumulando em 12 meses alta de 8,98%.

05 Ago 2021 - 15:30h

Os provedores de internet da Bahia serão beneficiados com redução de 50% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A decisão beneficia empresas de pequeno porte sediadas no estado. Com a redução da alíquota para pequenos provedores, a expectativa é de ampliação dos serviços em todo território baiano. “É um passo importante para que a Bahia tenha acesso pleno às tecnologias relacionadas à internet em todo o seu território”, avaliou a secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Adélia Pinheiro. A medida, que foi trabalhada em conjunto pela Secti, Sefaz e Casa Civil, fomentando um setor que gera cerca de 42 mil empregos diretos, estabelece a internet como um bem essencial, ao buscar prover a inclusão digital nos 417 municípios da Bahia. A medida atende a um pleito do setor, explica o secretário da Fazenda, Manoel Vitório. Ele ressalta que, ao estimular empresas que atuam em todo o Estado, a redução do ICMS “certamente vai proporcionar novas oportunidades de negócios e, em consequência, de geração de emprego e renda para os baianos”.

01 Ago 2021 - 06:30h

A bandeira tarifária nas contas de luz do Brasil continuará sendo vermelha patamar 2 em agosto, com custo adicional de R$ 9,492 para cada 100 kilowatts-hora consumidos, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na sexta-feira (30). Em meio à grave crise hídrica enfrentada pelo país, que afeta a geração hidrelétrica e faz com que um maior acionamento de térmicas —mais custosas— seja necessário, a entidade destacou em nota que as afluências nas principais bacias hidrográficas seguem entre as mais críticas do histórico. “Agosto inicia-se com igual perspectiva hidrológica, com os principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) em níveis consideravelmente baixos para essa época do ano”, disse a Aneel. “Essa conjuntura sinaliza horizonte com reduzida capacidade de produção hidrelétrica e necessidade de acionamento máximo dos recursos termelétricos, pressionando os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto de prazo (PLD)”, acrescentou. Essas são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada a cada mês. Com a manutenção da bandeira vermelha patamar 2, a Aneel também reforçou orientações para que os consumidores façam uso consciente da água e evitem o desperdício de energia.

30 Jul 2021 - 11:30h

O Ministério do Trabalho e Previdência informou nesta quinta-feira (29) que a economia brasileira gerou 1,5 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ao todo, o Brasil registrou no primeiro semestre: 9.588.085 contratações; 8.051.368 demissões; saldo positivo de 1.536.717 empregos criados. No mesmo período do ano passado, o país havia fechado 1,19 milhão de vagas formais de trabalho. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia do Caged no início do ano passado.

23 Jul 2021 - 09:30h

Os investidores brasileiros se tornaram mais otimistas com a economia do País no segundo trimestre, mostra a pesquisa de Sentimento dos Investidores do banco suíço UBS. A proporção dos que se declaram otimistas cresceu de 64% no primeiro trimestre do ano para 74% no segundo, enquanto a razão dos que se declaram pessimistas caiu de 22% para 17% no período. As principais fontes de otimismo mencionadas pelos investidores foram a vacinação contra a covid-19 (68%), impacto da exportação de commodities (56%) e crescimento mais forte do Produto Interno Bruto (53%). Na outra ponta, as fontes de preocupação são a inflação alta (61%), taxas de juros maiores (56%) e racionamento de energia devido aos baixos níveis dos reservatórios (47%). Para 79% dos investidores, a expectativa é de que a inflação continue a crescer em ritmo similar ou mais rápido nos próximos 12 meses. Ao todo, 64% acreditam que a inflação deve atingir 5% ou mais ao longo desse período, e 84% dos investidores preveem crescimento das taxas de juros nos próximos dois anos. Para lidar com a inflação mais alta, 44% dos investidores planejam comprar ações; 40% falam em elevar investimentos sustentáveis; e 39%, em comprar bens imóveis. Apesar do aumento do otimismo com a economia do País, oito em cada dez investidores ainda citam o ambiente político como ameaça às suas metas financeiras. Entre as principais preocupações, também são citadas novas ondas da pandemia de covid-19 (77%) e aumento de impostos (73%). Ao todo, 79% dos investidores brasileiros se dizem otimistas com os retornos de seus investimentos nos próximos seis meses e 84% se dizem otimistas com os índices de mercados globais no período. Segundo a pesquisa, 61% dos investidores planejam aumentar a alocação de capital, 30% esperam manter no nível atual, e 9% preveem uma contração.

16 Jul 2021 - 15:30h

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece as metas, limites de despesas e prioridades básicas do Orçamento de 2022. Na Câmara, foram 278 a favor e 148 contra. Já no Senado o placar foi mais apertado, de 40 a favor e 33 contra. O projeto aumenta o valor previsto para o Fundo Eleitoral. O montante, de no mínimo R$ 5,7 bilhões, será quase o triplo da última eleição. O relator, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), incluiu no texto a previsão de um piso para o fundo. O valor será de 25% dos recursos destinados à Justiça Eleitoral em 2021 e 2022 mais parte das emendas de bancadas estaduais e valores da renúncia da extinção de propaganda partidária que serão definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo técnicos do Congresso, esse valor daria em torno de R$ 5,7 bilhões. Nas eleições de 2018, o fundo foi de R$ 1,7 bilhão.

09 Jul 2021 - 16:30h

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê aumento de 4,1% na safra de cereais, oleaginosas e leguminosas este ano em comparação com 2020. Com isso, o estado deve bater o recorde atual de safra. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8), e correspondem ao mês de junho. Se a estimativa se concretizar, a Bahia terá, em 2021, a sétima maior produção de grãos do país, respondendo por 4,1% do total nacional. Ainda segundo a pesquisa, o estado deve chegar a mais de 10, 4 milhões de toneladas em 2021. Se confirmado, o total representa o segundo recorde seguido, já que em 2020 a Bahia atingiu a maior safra registrada de toda a série histórica, que foi de 10 milhões de toneladas. O destaque é para a produção de soja, que deve ter aumento de 12,6% em comparação com o ano passado. Na safra de milho, o crescimento deve ser de 5,5 %. A previsão também é otimista para outros itens, como cana-de-açúcar, castanha de caju, banana e batata.

08 Jul 2021 - 00:01h

Atualmente servidores públicos, funcionários de empresas privadas, aposentados e pensionistas do INSS podem contratar empréstimos consignados ou fazer compras com o cartão consignado comprometendo até 40% da sua renda para pagar as prestações, pelo menos até o final deste ano. Isto quer dizer que uma pessoa que recebe um salário de R$ 1.050 pode fazer parcelas de até R$ 420, considerando o empréstimo e o cartão nesta modalidade, e, portanto, recebendo apenas R$ 630 para pagar seus gastos e satisfazer suas outras necessidades durante o mês. Por este motivo, é muito importante analisar muito bem o orçamento e as condições de contratação do crédito consignado antes de fazer tal comprometimento da renda. Apesar de outras modificações realizadas pelos bancos, como o prazo de carência e aumento no prazo de financiamento do crédito, que podem ser benéficas para os clientes, alguns analistas alertam que este aumento pode elevar o endividamento e a inadimplência das famílias e levar a problemas maiores.

 

Sobre a margem consignada

A margem de consignação se refere ao valor máximo que uma pessoa pode comprometer mensalmente da sua renda para fazer o pagamento das parcelas de um empréstimo deste tipo. Calcular a margem consignada para um empréstimo não é nada difícil, em geral basta multiplicar sua renda por 0,35 para saber qual é o valor máximo da parcela do empréstimo que pode pegar. Por exemplo, se uma pessoa ganha R$ 1.500, ao multiplicar por 0,35 temos R$ 525. Isso significa que o cliente pode fazer uma operação que tenha parcelas de R$ 525 ou menores. Isto é, o cliente com essa margem pode fazer um empréstimo de R$ 10.500 com 1,5% de CET (Custo Efetivo Total) e parcelar em 24 meses, neste caso o comprometimento da renda é quase total, visto que as parcelas serão de R$ 524,20 (Total da operação R$ 12.580,80). Mas, se o tomador decide aumentar o prazo dois anos mais teria que pagar 48 parcelas de R$ 308,44 (total do crédito R$ 14.805,12). O prazo máximo de financiamento está determinado nos contratos de consignação, em geral beneficiários do INSS podem parcelar em até 84 meses e servidores de órgão públicos em até 96 meses. Mas, vale lembrar que quanto maior é o parcelamento, maior é a incidência dos juros e consequentemente o cliente paga um valor maior, como é possível ver no exemplo anterior. A escolha do prazo de pagamento, além de levar em conta as condições impostas pela instituição financeira, também depende do prazo que o cliente escolher. No segundo caso, o tomador fica com uma margem de crédito a seu favor, consequentemente pode fazer outro crédito consignado no futuro e recebe mensalmente mais de 65% do seu salário. No entanto, o crédito consignado pode variar e o cliente se encontrar com uma margem menor. Isto ocorre porque para oferecer um crédito consignado cada uma das instituições financeiras faz um contrato com o empregador do cliente, seja uma empresa privada, o Instituto Nacional do Seguro Social ou qualquer outro órgão público. Neste contrato, além da margem de consignação também ficam estabelecidas outras condições para a liberação do capital e o comprometimento do empregado de fazer o desconto na folha de pagamento do funcionário para fazer o pagamento das parcelas.

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