Pesquisa aponta que sete em cada dez brasileiros tiveram a vida afetada pela pandemia

09 Jul 2020 - 11:30h

Sete em cada dez. Esse foi o número de brasileiros que fazem parte da chamada população economicamente ativa e tiveram a vida afetada pela pandemia de Covid-19. Foi que apontou uma pesquisa realizada pelo Serasa após as medidas de restrição econômica e isolamento social provocadas pelo novo coronavírus. Ao todo, foram ouvidas 358 pessoas entre 18 e 74 anos (55% homens e 45% mulheres), de todas as regiões do Brasil, pela internet. Conforme os dados, o desemprego aumentou 5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado e 41% dos entrevistados no levantamento apontaram a pandemia de Covid-19 como causa. Além disso, a maior parte dos que perdeu o emprego (54%), ganhava menos que dois salários mínimos e trabalhava em pequenas e médias empresas. A pesquisa do Serasa também revelou que o aumento do desemprego ou a redução dos postos de trabalho empurrou um grande contingente de trabalhadores para a informalidade ou para trabalhos autônomos: pouco mais de 30% da população está inserida neste cenário. E a situação não afeta somente as pessoas de forma isolada. Na questão familiar, 89% dos entrevistados dizem já haver queda dentro de casa e 53% afirmaram que todos da família perderam renda por causa da crise. Desta forma, o panorama retratado pelo levantamento apontou para, conforme o órgão, um cenário de dificuldades em curso e que tende a causar problemas de curto, médio e longo prazos para uma parcela significativa da população, justamente a de menor poder aquisitivo. Para tentar se equilibrar neste período conturbado, uma parte já está à procura de uma renda extra ou outro emprego, mas há outras pessoas que pensam em pegar dinheiro para pagar as despesas - 91% afirmaram que farão empréstimo pessoal. Contudo, especialistas da área econômica alertam que a decisão pode complicar ainda mais a vida financeira. Segundo eles, sem um vínculo ou comprovação de renda, a única opção para conseguir dinheiro é realizando empréstimos em modalidades que cobram juros maiores. Neste caso, se não houver a recuperação da capacidade de gerar renda no curto prazo, o cidadão também terá problemas para pagar os empréstimos.

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