Renovação de outorga da VLI trará mais 30 anos de prejuízo para a logística baiana, diz CBPM

12 Fev 2021 - 14:30h

A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) se posiciona de forma contrária à tentativa da VLI Multimodal S.A de renovar sua outorga para operação da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), na Bahia. A empresa, que desde 1996 administra a ferrovia, busca obter o benefício de forma antecipada, atitude que indignou a entidade. “A pergunta que precisa ser respondida é: o que a VLI deixou de fazer pelo desenvolvimento da Bahia e o que ela pretende fazer para compensar todos esses anos de inação. No Porto de Aratu, por exemplo, a VLI não só tirou os trilhos como também os dormentes do ramal ferroviário”, criticou Antonio Carlos Tramm, presidente da CBPM. De acordo com ele, durante os 25 anos de concessão, a FCA/VLI não trouxe nenhum benefício para a economia baiana, mas sim uma piora do serviço, com redução contínua da malha ferroviária, do número de localidades atendidas e do tráfego de trens. A CBPM aponta que o destaque na Bahia passa longe da modernização e da melhoria no atendimento aos usuários, com foco na imagem de abandono e sucateamento da malha ferroviária, o que é reflexo direto da falta de manutenção por parte da VLI. Diante desse cenário, a entidade conta que os grupos interessados em ver a FCA voltar a ser uma opção real de logística para a Bahia já requereram à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que adie a decisão sobre a renovação da outorga para a VLI, promova um novo estudo de demanda da ferrovia e faça uma nova consulta pública sobre o tema. Uma alternativa defendida por empresários e políticos baianos seria retirar o corredor Minas/Bahia do contrato com a VLI e promover uma nova licitação do trecho. “O estado da Bahia, com toda sua dimensão espacial e socioeconômica, não pode ficar mais 30 anos sem um modal ferroviário que funcione de verdade”, defende Tramm.

Comentários

José Maria Caíres Bomfim

"Nossas estações não foram reformadas, acabou trem de carga para a população, assim como, o trem passageiro. Como uma Nação com a dimensão que tem concede a uma única empresa um prazo de não sei quantos anos e o povo fica a ver navios. E, não culpem um só governo, tanto direita, centro e esquerda foram e estão sendo totalmente irresponsáveis. "



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