Foto: Camile Amorim Quatro amigas da cidade de Barra da Estiva, n Chapada Diamantina, praticantes de ciclismo e musculação, criaram um pré-treino natural à base de beterraba para ser usado como suplemento antes da prática de atividades físicas.
As estudantes Beatriz Ramos, Lara Laviny, Sany Teixeira e Sheila Sabrina, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, contaram com a ajuda dos professores José Paulo Rocha e Joelma Santos no desenvolvimento do produto.
De acordo com dados da Future Market, em 2025, o mercado de suplementos do tipo pré-treino foi avaliado em US$ 21,7 bilhões, o que deve chegar a US$ 44,7 bilhões em 2035.
“Acreditamos que nosso pré-treino natural à base de farinha de beterraba tem potencial no mercado por ser um produto natural e funcional. Por isso, pensamos futuramente em buscar o patenteamento para proteger a criação e, ao mesmo tempo, empreender”, disse Beatriz Ramos.
O projeto foi destaque no Encontro Estudantil realizado pela Secretaria da Educação, na Arena Fonte Nova.
A beterraba é um dos vegetais mais estudados quando o assunto é energia, circulação e saúde do coração.
Segundo Laviny, o pré-treino é de origem totalmente orgânica, sendo livre de cafeína e taurina, substâncias que mexem com o sistema nervoso e cardiovascular.
Com apoio de agricultores familiares locais, as estudantes pretendem divulgar o projeto e mostrar para a sociedade seus benefícios em comparação com pré-treinos industrializados.
Foto: Milena Monteiro/Secti-BA Um sabonete à base de babosa, mel e açafrão foi desenvolvido por estudantes de Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia. O objetivo de Émily Hana e Ana Clara Pereira, orientadas pela professora Eugênia de Queirós, era trazer um produto de baixo custo para auxiliar na saúde e bem-estar de equídeos, como cavalos, jegues e burros. Batizado de CicatrizAção, o produto tem propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes devido aos ingredientes naturais, o que auxilia no processo de cura dos animais. A iniciativa ocorre em um estado com um rebanho de equídeos de mais de 500 mil animais, segundo dados da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab). “Observamos que, embora o mercado de produtos veterinários seja diversificado, existe uma lacuna no que diz respeito ao uso de ingredientes naturais e seguros para a saúde animal. A combinação entre babosa, mel e açafrão foi escolhida por suas propriedades curativas e cicatrizantes comprovadas”, diz Émily Hana, que estuda no Centro Territorial de Educação Profissional da Bacia do Rio Corrente. Conforme a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), os testes realizados com um grupo de voluntários, proprietários de equinos, demonstraram índices promissores de cura. A equipe, que tem apoio da Secretaria da Educação e de veterinários, projeta próximos passos. “Queremos ampliar os testes e a produção para garantir a consistência do produto e a sua eficácia. Também estamos trabalhando para obter certificações de segurança e qualidade, além de registrar o produto junto aos órgãos competentes. A expectativa é expandir o uso para diferentes tipos de animais e, eventualmente, buscar parcerias com clínicas veterinárias e pet shops”, afirma Ana.
Foto: Divulgação/Secti A falta de cuidado odontológico pode causar problemas graves de saúde bucal. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 15% da população cuida da higiene oral com regularidade. Pensando em um produto sustentável, de baixo custo e eficaz, os estudantes do Colégio Estadual Antônio Batista, do município de Candiba, Késia dos Santos, Marina Alves e Osvaldino de Souza desenvolveram durante a mostra de iniciação científica estudantil um creme dental orgânico com componentes da caatinga. Segundo Késia, o extrato do juazeiro e a hortelã são uma alternativa sustentável para as pessoas que não têm condições financeiras de manter a saúde bucal através de meios convencionais. Ela explica que os ingredientes naturais têm propriedades antissépticas, antimicrobianas, anti-inflamatórias, clareadoras e antifúngicas. Os alunos, que contam com apoio do orientador William Oliveira, acreditam que o produto atenderá às necessidades locais. O projeto é desenvolvido no Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação (SEC).