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07 Jul 2020 - 15:30h

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta terça-feira (7) que seu exame para detectar se está com Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, deu positivo. O presidente afirmou que chegou a ter febre de 38 graus, mas que, à noite, a temperatura começou a ceder. Relatou também que sentiu mal-estar e cansaço. Ele disse que agora está se sentindo “perfeitamente bem”. De acordo com Bolsonaro, ele tomou hidroxicloroquina, remédio que vem defendendo como tratamento para a Covid-19. Não há comprovação científica da eficácia da hidroxicloroquina para a doença. “Estou bem, estou normal. Em comparação a ontem [segunda], estou muito bem. Estou até com vontade de fazer uma caminhada, mas não vou fazê-lo por recomendação médica, mas eu estou muito bem”, afirmou.

07 Jul 2020 - 12:30h

m relatório da Polícia Civil encaminhado ao Ministério da Justiça e ao Supremo Tribunal Federal (STF), obtido e divulgado pelo RJ2, da TV Globo, mostra que o crime organizado atua em 1.413 comunidades do Rio. O tráfico comanda 81% desses territórios, e a milícia 19%. O mapeamento mostra ainda que o número de traficantes hoje já é maior que todo o efetivo da Polícia Militar nas ruas. A facção de traficantes mais numerosa, revela o documento, controla 828 favelas. A segunda maior, comanda 238 favelas, enquanto uma terceira chefia o tráfico em 69 localidades. A milícia está presente em 278 comunidades, um número que já é maior que duas das principais quadrilhas que atuam em território fluminense. O mapa da violência obtido pelo telejornal mostra ainda uma mudança de comportamento no crime organizado. Investigações recentes da Polícia Civil apontam que agora milicianos passaram a também vender drogas em suas áreas de domínio, enquanto traficantes começaram a utilizar práticas características dos paramilitares em seus redutos. O documento revela também que mais da metade dos homicídios investigados na capital, na Baixada e na Região Metropolitana do Rio desde 2016 estão ligados ao crime organizado. A Polícia Civil estima que 56.600 criminosos estejam em liberdade e portando armas de fogo de grosso calibre. O número, ainda de acordo com a reportagem da TV Globo, é maior que todo efetivo da Polícia Militar, que conta com 44 mil PMs, sendo apenas 22 mil na atividade fim, em patrulhas e operações de enfrentamento aos criminosos. A participação de presos ativamente no crime organizado do Rio também é citada no relatório. O levantamento da Polícia Civil mostra que traficantes e milicianos contam com a colaboração de 51 mil presos ligados a estes grupos. O número de bandidos com mandados de prisão abertos, mas que estão nas ruas também é grande: estima-se que sejam 895 criminosos de alta periculosidade.

07 Jul 2020 - 11:30h

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira (6) em uma rede social a sanção da medida provisória (MP) que permite a redução da jornada de trabalho e do salário em razão da pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro não informou se houve vetos a trechos da proposta aprovada pelo Congresso Nacional. O texto foi aprovado pelo Senado em 16 de junho. O objetivo da medida, editada pelo governo federal em abril, é preservar empregos e renda neste período de pandemia, em que a crise econômica foi agravada. O texto permitiu às empresas reduzirem a jornada de trabalho com a diminuição proporcional de salários. A MP também autorizou a suspensão temporária de contratos de trabalho. As regras estavam em vigência desde a edição da medida. Com a aprovação da proposta pelo Congresso e com a sanção presidencial, o texto da MP foi transformado em lei. De acordo com o Ministério da Economia, até meados de junho, o chamado Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda – criado pela MP – já preservou mais de 10 milhões de postos de trabalho.

07 Jul 2020 - 10:30h

A proposta de reforma tributária está “absolutamente pronta” e deve enviada nos próximos dias ao Congresso, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele participou de uma transmissão ao vivo com empresários e também disse esperar que os parlamentares aprovem, nos próximos 90 dias, projetos para atrair investimentos privados ao país. “[O modelo de reforma tributária] já está pronto. Está absolutamente pronto para ser disparado. Primeiro de janeiro deste ano já estava tudo combinado”, disse Guedes. No início do ano, o Congresso criou uma comissão mista especial para fundir as duas propostas de reforma tributária da Câmara e do Senado sobre o tema, mas a pandemia do novo coronavírus adiou os trabalhos. O Ministério da Economia apresentaria uma emenda, por meio de um deputado da base aliada, para incluir as sugestões do governo ao texto. O ministro também prometeu dar prioridade a projetos para estimular investimentos privados, como a proposta que reformula o mercado de gás e a nova regulamentação da navegação de cabotagem. Segundo ele, a aprovação do novo marco legal do saneamento mostra que o Congresso pode aprovar projetos de interesse do governo durante a pandemia e as propostas podem ser votadas em até três meses. “Tudo isso [projetos para atrair investimentos] pode ser aprovado em 60 a 90 dias. E isso significa destravar os investimentos. Daqui a dois, três meses, se já mudamos o marco regulatório agora, os investimentos já estão sendo disparados”, declarou o ministro.

07 Jul 2020 - 05:00h

O presidente Jair Bolsonaro está com suspeita de Covid-19. Com febre de 38°C, o presidente vem sentido mal-estar desde sábado e foi ao Hospital das Forças Armadas (HFA) na noite desta segunda-feira para fazer uma ressonância do pulmão. Ao retornar ao Palácio da Alvorada, ele fez um teste para saber se está com coronavírus. Mesmo sem saber o diagnóstico, o presidente já começou a tomar hidroxicloroquina com azitromicina. De acordo com o jornal o Globo, não há comprovação científica da eficácia do uso destes medicamentos. O resultado do exame deve ficar pronto nesta terça-feira (07).

06 Jul 2020 - 11:30h

Maior empresa de processamento de alimentos da China, a Cofco International anunciou que vai rastrear toda a produção de soja oriunda do Brasil. Segundo a empresa, a medida terá fim em 2023 — depois do fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro. A fiscalização visa reduzir os danos ambientais realizados no Cerrado, principal polo de colheita de soja do país. A informação foi publicada no relatório anual de sustentabilidade da Cofco. Segundo a estatal, as fazendas serão verificadas por terceiros, para desacelerar o desmatamento que devastou algumas partes do Brasil. “Tornamos público nosso compromisso de rastreabilidade porque estamos preparados e queremos ser responsabilizados por ele”, afirmou Wei Peng, chefe global de sustentabilidade da Cofco. A empresa promete mapear a origem de mais da metade de suas compras de soja no Brasil ainda neste ano. A Cofco estima que a apuração seja realizada em algo entre 6,7 milhões e 7 milhões de toneladas de soja no país das safras de 2020 e 2021. De acordo com a Veja, a preocupação não é por acaso. Como aponta o blog Impacto, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no mês de junho foram registrados 2.248 focos de calor na Amazônia. O número representa a maior alta registrada para o período desde 2007. O estado de Mato Grosso lidera o índice de degradação, com 52.223 focos de incêndio em apenas um mês. Em seguida, aparecem o Tocantins, com 17.030 focos; Maranhão, com 13.267; e Mato Grosso do Sul, que aponta 7.800 picos de calor. No mês passado, o tarimbado jornal britânico Financial Times publicou um manifesto de 29 instituições financeiras, que movimentam mais de 3,7 trilhões de dólares para investimentos, exigindo um posicionamento mais duro do governo federal para desacelerar a degradação das florestas brasileiras. A carta foi entregue ao presidente Jair Bolsonaro.

01 Jul 2020 - 18:54h

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou há pouco, em primeiro turno, por 402 votos a 90, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/20, que adia as eleições municipais deste ano em razão da pandemia causada pelo novo coronavírus. O placar também registrou 4 abstenções. Falta votar destaques que podem alterar pontos do texto. Conforme a proposta, os dois turnos eleitorais, inicialmente previstos para os dias 4 e 25 de outubro, serão realizados nos dias 15 e 29 de novembro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa medidas para assegurar o pleito com garantias à saúde. “A alteração do calendário eleitoral é medida necessária no atual contexto da emergência de saúde pública”, disse o relator, deputado Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR). “Os novos prazos e datas são adequados e prestigiam os princípios democrático e republicano, ao garantir a manutenção das eleições sem alteração nos períodos dos mandatos”, continuou. De acordo com a Agência Câmara Notícias, o relator destacou ainda que as mudanças sugeridas resultaram de debates entre Câmara, Senado e TSE, além de representantes de entidades, institutos de pesquisa, especialistas em direito eleitoral, infectologistas, epidemiologistas e outros profissionais da saúde. A PEC 18/20 é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Durante as discussões nesta tarde, os deputados Hildo Rocha (MDB-MA) e Bia Kicis (PSL-DF) criticaram o texto. Para Rocha, o adiamento favorecerá os atuais prefeitos e vereadores. “Os governantes poderão fazer mais propaganda, ferindo a isonomia”, afirmou. Kicis alertou para possível aumento dos gastos públicos.

01 Jul 2020 - 11:30h

O governador do estado de São Paulo João Doria anunciou nesta segunda-feira, 29, a aplicação de multa no valor de 500 reais para pessoas que estiverem em áreas públicas sem máscara. Estabelecimentos comerciais que forem flagrados com pessoas sem máscara também serão multados no valor de 5.000 reais por pessoa cada vez que isso acontecer. A medida vale a partir de quarta-feira, 1º de julho, para todo o estado e a fiscalização ficará a cargo das vigilâncias sanitárias estadual e municipal. O dinheiro recebido por essas penalidades será revertido ao programa Alimento Solidário. Ainda segundo Doria, o objetivo é alcançar uma taxa de 100% no uso de máscara no estado. Atualmente, o índice de uso de máscaras está em 97% na capital paulista e em 93% no estado. “Quero lembrar que o uso de máscara passará, desde essa pandemia, a ser algo cotidiano nas nossas vidas, como vestir um par de sapatos, uma camisa, uma indumentária. As pessoas terão que usar máscaras até que tenhamos a vacinação feita na totalidade da população brasileira”, disse o governador durante coletiva de imprensa. O uso de máscaras é obrigatório no estado de São Paulo desde o início de maio. O decreto já previa a aplicação de punições como multas que poderiam variar entre 276 reais e 276.000 reais e até mesmo detenção de um a quatro anos. No entanto, neste período, nenhum estabelecimento ou pessoa foi multado. Houve apenas orientação por parte dos fiscais.

30 Jun 2020 - 15:30h

Um dos efeitos econômicos mais graves na pandemia do novo coronavírus é a perda de mão de obra ocupada. Em maio, o número de brasileiros desempregados chegou a 12,7 milhões, uma taxa de desocupação de 12,9% no trimestre encerrado em maio contra 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro, antes do início da pandemia no país. Os dados são da Pnad Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira, 30. Segundo o instituto, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar chegou a 49,5% no trimestre encerrado em maio, o mais baixo nível da ocupação da série histórica, iniciado em 2012. “Pela primeira vez na série histórica da pesquisa, o nível da ocupação ficou abaixo de 50%. Isso significa que menos da metade da população em idade de trabalhar está trabalhando. Isso nunca havia ocorrido na PNAD Contínua”, explica a analista da pesquisa, Adriana Beringuy. São 85,9 milhões de pessoas ocupadas. No trimestre encerrado em maio, 7,8 milhões de pessoas saíram da população ocupada, uma queda de 8,3%. O primeiro a sentir os efeitos de crises na ocupação foi o mercado informal. “É uma redução inédita na pesquisa e atinge principalmente os trabalhadores informais. Da queda de 7,8 milhões de pessoas ocupadas, 5,8 milhões eram informais”, destaca Beringuy. Com essas reduções, o contingente na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) chegou a 98,6 milhões de pessoas, uma queda de 7,4 milhões (-7%) em relação ao trimestre encerrado em fevereiro. “Uma parte importante da população fora da força é formada por pessoas que até gostariam de trabalhar, mas que não estão conseguindo se inserir no mercado, muito provavelmente em função do cenário econômico, das dificuldades em encontrar emprego, seja devido ao isolamento social, seja porque o consumo das famílias está baixo e as empresas também não estão contratando. Então esse mês de maio aprofunda tudo aquilo que a gente estava vendo em abril”, afirma a pesquisadora.

30 Jun 2020 - 14:30h

Uma operação da Polícia Federal no Amazonas cumpre na manhã desta terça-feira (30) 20 mandados de busca e apreensão e oito de prisão temporária de investigados por fraude e superfaturamento nas ações de combate à pandemia do novo coronavírus. A PF investiga possíveis práticas de crimes como pertencimento a organização criminosa, corrupção, fraude a licitação e desvio de recursos públicos federais. No inquérito constam provas e indícios que revelam o desvio de recursos públicos federais que seriam destinados ao sistema hospitalar estadual, em razão da emergência por conta da doença. As compras foram feitas sob gestão do governador Wilson Lima (PSC). De acordo com a Polícia Federal, o governo teria desviado e fraudado as verbas federais na contratação de uma empresa para fornecimento de respiradores. A compra teria sido feita com uma empresa que vende vinhos. “Os ventiladores mecânicos hospitalares entregues ao Estado do Amazonas pela referida empresa não possuíam as especificidades técnicas necessárias para a adequada utilização no tratamento médico”, diz a PF em nota.

25 Jun 2020 - 16:30h

O Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 24, o marco do saneamento legal no País. Apontado como instrumento crucial para a recuperação econômica depois da pandemia de Covid-19, o projeto passou com 65 votos favoráveis, 13 contrários e nenhuma abstenção. De autoria do governo, a articulação da lei foi puxada pelos líderes do Congresso e por setores da iniciativa privada. Como não houve alterações na espinha dorsal do texto aprovado na Câmara, o projeto seguirá para sanção presidencial. O governo fechou um acordo para aprovar a proposta sem mudanças se comprometendo a vetar itens específicos. Com uma série de novas regras para o setor, o novo marco legal do saneamento básico prevê a abertura de licitação para serviços de água e esgoto, autorizando a entrada da iniciativa privada nas concessões, facilita a privatização de estatais de saneamento e dá um prazo maior para os municípios acabarem com os lixões, entre outras medidas. A universalização dos serviços de saneamento exigida no projeto é a chave para a entrada da iniciativa privada no setor, diante da falta de recursos próprios do setor público. O governo estima investimentos de R$ 500 bilhões a R$ 700 bilhões. Além disso, o novo marco legal deve gerar cerca de 1 milhão de empregos no País nos próximos cinco anos, o que colocou a proposta como primordial para a recuperação econômica e levou os senadores a votar o projeto em uma sessão remota no meio da pandemia do novo coronavírus. Uma das principais mudanças é o fim dos chamados contratos de programa, fechados entre municípios e empresas estaduais de saneamento sem licitação. Os contratos atuais poderão ser renovados por mais 30 anos, mas desde que uma negociação seja formalizada até março de 2022 e haja metas para universalização dos serviços de água e esgoto para a população. Com isso, a estimativa é que projetos de privatizações sejam colocados na mesa a partir do próximo ano. Se a proposta for sancionada, os serviços de saneamento serão operados com base em contratos de concessão. A iniciativa privada poderá participar das licitações. A mudança na lei também é um atrativo para a privatização das empresas estatais do segmento. A medida enfrenta resistência de governadores, que exigiram uma sobrevida aos contratos atuais para apoiar o projeto.

25 Jun 2020 - 14:30h

A Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (24) a votação do projeto de lei que modifica o Código de Trânsito Brasileiro. Entre as alterações está o aumento da validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dez anos e vinculação da suspensão do direito de dirigir por pontos à gravidade da infração. De acordo com a Agência Brasil, a matéria segue para o Senado. De origem do Poder Executivo, o projeto foi entregue à Câmara pelo presidente Jair Bolsonaro em junho do ano passado. Na votação desta tarde, parlamentares aprovaram um dos 13 destaques que pretendiam alterar o texto. Foi retirado o trecho que previa o prazo de cinco anos para os condutores que exercem atividade remunerada em veículo, como motoristas de ônibus ou caminhão, taxistas ou condutores por aplicativo serem submetidos a exames médicos e avaliações psicológicas. O texto foi aprovado na forma do substitutivo do deputado Juscelino Filho (DEM-MA), que estabelece a validade de dez anos da CNH para condutores com até 50 anos de idade. Atualmente, o prazo é de cinco anos, independentemente da idade do motorista. A validade da habilitação continuará de cinco anos para aqueles com idade igual ou superior a 50 anos. A renovação a cada três anos, atualmente exigida para aqueles com 65 anos ou mais, passa a valer apenas para os motoristas acima de 70 anos.

25 Jun 2020 - 11:30h

Nesta quarta-feira, 24, o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou como ocorrerá a retomada gradual das atividades escolares diante da pandemia do novo coronavírus. O retorno atinge estudantes da educação básica, infantil, superior e profissionalizante e está previsto para ser iniciado em 8 de setembro. O plano tem protocolos de distanciamento, higiene, entre outras medidas para conter o contágio da Covid-19. O uso de máscaras por profissionais e estudantes, por exemplo, é obrigatório. A primeira etapa da retomada determina a ocupação da capacidade física das instituições de ensino em no máximo 35%, guardando a distância de 1,5 metro entre os estudantes, quando possível. A medida terá impacto na vida de 13,3 milhões de alunos das redes pública e privada em todo o estado. De acordo com o secretário da Educação, Rossieli Soares, o atraso de aprendizagem causado pela pandemia levarão de 2 a 3 anos para ser sanado pelos sistemas educacionais. Dentro do Plano São Paulo, o retorno da fase 1 (com os 35% dos estudantes) ocorrerá quando todas as regiões estiverem dentro da fase amarela por 28 dias, o que deve ocorrer até o início de setembro, conforme previsão da pasta. Para chegar à etapa 2 (com 70% da ocupação das escolas), é preciso que 60% dos Departamentos Regionais de Saúde estejam por, pelo menos 1 ciclo — que tem a duração de 14 dias -, na fase verde de reabertura. O pleno de funcionamento, com 100% dos estudantes, só ocorrerá quando 80% dos Departamentos Regionais de Saúde estiverem na fase verde — que é o último patamar antes da abertura total das cidades. Esses níveis definidos por meio de cores (que vão de vermelho ao azul) são sinalizações que levam em conta dados epidemiológicos de avanço da doença e a capacidade de atendimento dos hospitais regionais. De acordo com o Governo do Estado, eles são uma forma de monitorar como está o controle da epidemia em São Paulo. A mesma metodologia foi usada para determinar a reabertura da economia paulista no começo do mês.

24 Jun 2020 - 14:48h

O Senado aprovou na noite desta terça-feira, 23, por 67 votos a 8, o adiamento das eleições municipais deste ano em razão da pandemia do novo coronavírus. O primeiro turno, que estava previsto para 4 de outubro, agora será realizado mais de quarenta dias depois, no dia 15 de novembro. O segundo será no dia 29 de novembro – antes, essa etapa da votação estava prevista para o dia 25 de outubro. A proposta de emenda à Constituição ainda precisa passar por uma segunda votação no Senado e depois ir para a Câmara, onde também terá de ser submetida a duas sessões. Os senadores ainda analisam destaques à proposta. Outra mudança aprovada pelo plenário do Senado foi o adiamento das convenções partidárias que vão definir os candidatos e as coligações. Elas agora poderão ser realizadas entre 31 de agosto e 17 de setembro – antes, o prazo era entre 20 de julho e 5 de agosto. O prazo para candidatos deixarem as funções públicas ou apresentação de programas de TV passou de 30 de junho para 15 de agosto. Com a mudança, a diplomação dos candidatos ocorrerá no dia 18 de dezembro, a tempo de tomar posse no dia 1º de janeiro de 2021, como estava previsto. A oposição às diversas propostas de não realizar a eleição neste ano e estender os mandatos de prefeitos e vereadores uniu os presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Mas há um grupo de parlamentares, liderados pelo senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI), que ainda tenta articular um movimento para prorrogar os atuais mandatos até 2022 e unificar as eleições municipais com as disputas nacionais – para presidente, governador, senador e deputados estaduais e federais. Um inconveniente do adiamento das eleições é que os novos prefeitos e vereadores assumirão os seus postos sem que os seus gastos tenham sido julgados pela Justiça Eleitoral – para o cumprimento dos prazos processuais, a chancela às prestações de contas só ocorrerá em fevereiro de 2021. Dependendo da decisão, os empossados poderão ter de deixar os seus cargos.

23 Jun 2020 - 10:30h

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro é hoje o principal adversário de Jair Bolsonaro na corrida presidencial de 2022, segundo levantamento da Quaest Consultoria e Pesquisa. Na sondagem, feita entre os dias 14 e 17 de junho, com 1000 entrevistados distribuídos pelas 27 unidades da federação, Moro aparece com 19% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro tem 22%. O ex-juiz da Operação Lava-Jato supera seu antigo chefe em alguns segmentos, como entre pessoas com mais de 60 anos (24% a 22%) e com renda mensal superior a cinco salários mínimos (24% a 15%). Moro também está à frente de Bolsonaro nas regiões sudeste (24% a 21%) e sul (20% a 18%). Na terceira e na quarta colocações, estão nomes da esquerda. Derrotado no segundo turno em 2018, Fernando Haddad, do PT, tem 13%. Já Ciro Gomes, do PDT, registra 12%. A acirrada rivalidade entre eles não é apenas numérica. Ciro tenta tomar de Lula, o padrinho de Haddad, o papel de líder entre os esquerdistas. Uma de suas estratégias é dialogar com diferentes setores da sociedade, o que inclui antigo rivais, enquanto o ex-presidente insiste em falar apenas aos convertidos. Em quinto e sexto lugares, muito distantes dos dois primeiros pelotões, estão o apresentador Luciano Huck (5%) e Guilherme Boulos (3%), do Psol. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), registra apenas 2%. Faltando mais de dois anos para a votação, outro dado chama a atenção: 23% dos entrevistados dizem não ter candidato. A Quaest terminou o levantamento um dia antes de o policial aposentado Fabrício Queiroz, suspeito de coordenar um esquema de rachadinha que teria beneficiado o senador Flávio Bolsonaro, ser preso. Não mediu, portanto, o impacto dessa notícia. Já os efeitos da pandemia de Covid-19, que já matou mais de 50 000 pessoas no Brasil, foi devidamente registrado. Os dados não são nada bons para Bolsonaro, que desdenhou da doença. De acordo com a pesquisa, a desaprovação ao trabalho do presidente no combate ao novo coronavírus subiu de 47%, em abril, para 59%, em junho. Na média, a desaprovação aos governadores também aumentou, de 16% para 24%. A média só caiu no caso dos governadores da região Sul. No Sudeste, onde despacham dois chefes do Executivo que já anunciaram o desejo de disputar a Presidência (Doria e Wilson Witzel, do Rio), a desaprovação média passou de 19% para 30%. Mesmo assim, Rio e São Paulo estão abrandando o isolamento social. “O crescimento da avaliação negativa de Bolsonaro se deu, inclusive, no seu núcleo de eleitores. Entre os que votaram em Bolsonaro em 2018, cresceu de 19% para 31% os brasileiros que rejeitam a forma como o presidente conduz a crise”, diz a Quaest. E acrescenta: “O auxílio emergencial diminui, mas não estanca a crise de imagem do presidente. Entre os brasileiros que associam o benefício ao presidente, 37% avaliam mal a forma como Bolsonaro enfrenta a pandemia de coronavírus e 35% avaliam bem.” Segundo a pesquisa, o Congresso (50%), e não o presidente (37%), é o principal responsável pelo auxilio emergencial.

18 Jun 2020 - 07:40h

Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso na manhã desta quinta-feira (18), em Atibaia (SP).  De acordo com o G1, os mandados de busca, apreensão e de prisão foram expedidas pela Justiça do Rio de Janeiro, em operação pela Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo.  A operação é um desdobramento da investigação que apura o esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em dezembro de 2018, uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que Queiroz, que atuava como assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Alerj, recebia parte do salário dos demais servidores do gabinete. Uma dessas funcionárias, sua filha Nathalia Melo de Queiroz, depositou valor equivalente a 99% do que recebeu enquanto esteve como servidora do Legislativo fluminense. Essas análises foram feitas com base num relatório do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no âmbito da Operação Furna da Onça. O documento mostrou movimentação de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz, quantia considerada atípica para um assessor parlamentar e policial militar aposentado.

14 Jun 2020 - 06:45h

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, foi diagnosticado com coronavírus neste sábado (13). Segundo a Prefeitura, o teste positivo veio depois de exame de rotina. Ele passa bem, não apresenta sintomas e recebeu recomendação de seu médico, Davi Uip, para permanecer trabalhando em casa e em observação pelos próximos dias. Covas afirmou que não vai se licenciar do cargo. “Depois de 4 testes negativos, hoje, infelizmente, testei positivo para a Covid-19. A orientação é ficar dentro de casa, já que não tenho sintomas, e não há necessidade de me licenciar do cargo de prefeito. Vou poder continuar a me reunir de forma online. A expectativa é a de que eu fique aqui por 10 dias”, disse.

13 Jun 2020 - 06:25h

Mais uma história dramática envolvendo as vítimas do novo coronavírus no Brasil. O professor Júlio César dos Reis Martins, de 27 anos, morreu no último domingo (7) em Caridade, interior do Ceará, por contrair a covid-19. Um dia depois, seus filhos gêmeos nasceram. A esposa, Andrelice Fernandes, deu à luz aos filhos Téo e Bento num hospital de Fortaleza e já voltaram para casa. Segundo relatos de parentes, César, que ministrava aulas de Português, Redação e Espanhol, era asmático e dizia que tinha medo da Covid-19. Mesmo doente, ficou em casa pois não queria ir ao hospital. O quadro clínico piorou por três dias e só então ele decidiu ir ao hospital. Foi transferido logo em seguida para Tauá e depois para a UTI de Crateús, pois necessitava de hemodiálise.

13 Jun 2020 - 06:20h

A história da jovem Maria Eduarda Campelo Santiago é mais um capítulo dos dias difíceis que o Brasil enfrenta. Aos 20 anos, Maria morreu de Covid-19 apenas 15 dias depois de dar à luz. Ela era de Teresina, no Piauí e foi diagnosticada com a doença ainda quando estava grávida. Maria foi internada logo após o parto e precisou ser intubada na UTI pois apresentou um quadro delicado, mesmo sem nenhuma doença coexistente que complicasse o caso, como hipertensão ou diabetes. Após 10 dias em intubação e duas semanas de internação, Maria não resistiu aos sintomas e morreu. O filho dela precisou ser encaminhado para uma Unidade de Tratamento Intensivo pediátrica, onde respirou com a ajuda de aparelhos pois veio ao mundo prematuramente. Mesmo diante de um contexto tão complicado, uma notícia animadora surgiu: após o exame, o bebê testou negativo para coronavírus e segue se recuperando, já respirando por conta própria.

12 Jun 2020 - 10:30h

O Google Brasil acaba de registrar uma “segunda onda” de pesquisas por informações sobre divórcio na internet durante a quarentena. Nos últimos sete dias, as buscas pelo termo “divórcio virtual” cresceram 850% em todo o país. É muita coisa, mas, a julgar pelos números, o pico de insatisfação nos casamentos aconteceu nas duas últimas semanas de abril, quando houve um aumento de impressionantes 9900% (sim, quase dez mil por cento) nas buscas pelo termo “divórcio on-line gratuito”. De acordo com a Veja, a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins não se surpreende com estes dados. “O confinamento fez com que os casais ficassem sufocados, as pessoas não estão se aguentando mais”, diz. A falta de respeito à individualidade do outro e a obrigatoriedade de se manterem sob o mesmo teto 24 horas por dia seriam, segundo Regina, fatores que acabariam por “matar de vez” qualquer resquício de desejo sexual – isso sem falar na perda da capacidade de socialização e na falta que faz o exercício do poder de sedução fora de casa. “Antes da pandemia, o casal saía para trabalhar fora, via amigos, seduzia outras pessoas… Agora acabou isso tudo. Virou uma coisa sufocante, o que só comprova a teoria de que no casamento é onde menos se faz sexo”. Os números de buscas virtuais pelo assunto, no entanto, ainda não se refletem, na prática, nos cartórios cariocas. Responsável pelo 17° Ofício de Notas, na Rua do Carmo (Centro), Carlos Firmo não viu um aumento significativo de casais que buscam se separar legalmente em sua jurisdição (para que o divórcio, mesmo on-line, seja efetivado, o cartório tem que ser acionado para uma videoconferência do casal com o tabelião). “É possível que as pessoas estejam sondando e pesquisando o assunto para resolver tudo quando acabar a quarentena. Vamos ver. De repente vem uma avalanche de processos quando a vida voltar ao normal”.