Ibicoara: Mãe de menino picado por cobra reclama de atendimento médico

28 Jun 2016 - 12:00h

A mãe de João Guilherme Matos, o garoto de 10 anos que foi picado por uma cobra durante uma trilha em Ibicoara, na região da Chapada Diamantina, reclama de uma suposta negligência médica no atendimento feito à criança no posto de saúde da cidade. O menino voltou a enxergar e a ter o movimento das pernas, mas ainda não há uma data definida para alta. Erile Matos, mãe da criança, contou que, mesmo com os sintomas da picada da cobra, o médico não aplicou o soro antiofídico. “Eu pedi pelo amor de Deus que ele o medicasse, colocasse o soro e ele disse que não ia fazer porque tinha todo o protocolo que ele tinha que seguir e, na visão dele, a cobra não tinha injetado o veneno, porque a picada foi só com uma das presas. Eu acho que foi negligência, se ele [o médico] tinha dúvida, ele deveria ter ligado para o órgão que fornece o soro”, disse ao G1. 

Hugo Luz, o médico que atendeu João Guilherme, disse que ele chegou sem os sintomas na unidade de saúde e por precaução não aplicou o soro. Luz ainda relatou que o menino ficou por sete horas na unidade de saúde em observação e que, só depois que recebeu alta, apresentou os sintomas. Quando a criança voltou pela segunda vez à unidade de saúde, ele fez o exame completo, checou as pupilas e viu que elas estavam dilatadas. Só aí foi administrado o soro e feito o encaminhamento da vítima ao hospital especializado em Barra da Estiva. Para Daniel Rebouças, diretor do Centro Anti Veneno (Ciav), em Salvador, o quadro inicial de picada por cascavel é um lento e os sintomas não aparecem de imediato, o que dificulta o diagnóstico inicial e o quadro clínico se instala aos poucos.

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