Babá denuncia mãe que agrediu menino de cinco anos por fazer xixi na calça

02 Dez 2020 - 10:30h

“Não teve quem não se emocionou e chorou no hospital ao ver a situação do menino”, afirma a presidente do Conselho Tutelar de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, Camille Amorim, ainda abalada. Apesar de se deparar diariamente com casos de agressão, abuso e negligência de menores, ela ficou visivelmente impactada com a situação da criança que foi agredida pela própria mãe. Confira, abaixo, o relato completo e exclusivo da conselheira tutelar sobre o caso, que aconteceu no último sábado (28).

“Não teve quem não se emocionou e chorou no hospital ao ver a situação do menino. Era grave mesmo. Ele apanhou com chinelo e cabo de rodo, inclusive na cabeça, pela própria mãe. Ele tem 5 anos e conseguiu nos contar com detalhes todos os fatos. Ele me disse que tudo começou porque pediu a ajuda da mãe para ir ao banheiro. Ele queria fazer xixi e precisava que ela tirasse a calça dele. Ela disse que não iria ajudar, mas ele seguiu pedindo e ela sempre negando. No entanto, chegou um momento em que ele não aguentou e fez xixi na calça. Nesse instante, ela começou a bater nele sem parar. Primeiro, com chineladas, depois, com o cabo do rodo, inclusive na cabeça. Os médicos chegaram a suspeitar que ele tivesse sofrido traumatismo craniano por causa das marcas na cabeça. Mas, felizmente, são apenas hematomas. Mas a situação das costas da criança é inaceitável. Em algumas partes, é possível ver com clareza as marcas das tiras do chinelo. A situação da família não é de vulnerabilidade social. A mãe é uma pessoa instruída e trabalha como vendedora em uma loja. Quem fez a denúncia foi a babá. Ela contou que não estava no momento da agressão e disse que já chegou a notar algumas marcas de agressão no menino anteriormente, mas como não parecia ser grave, nunca denunciou. Segundo ela, o menino já relatou ter tomado tapas no rosto e apanhado com chinelo outras vezes. No entanto, neste sábado, quando a mãe deixou a criança na casa da babá, ela ficou assustada com as marcas e resolveu denunciar o caso”.

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