Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste O cantor Diego Silva protestou, na madrugada desta segunda-feira (26), durante o encerramento da festa do Janeirão, no município de Caturama, após ter o seu show barrado no evento.
O episódio envolveu um produtor de palco e a organização da festa. O problema teria ocorrido no momento da entrada do cantor no palco.
O prefeito Antônio Leão Bomfim (PSD), o Tõe Leão informou ao site Achei Sudoeste, que no momento do ocorrido ele não estava presente no local do evento.
Um desencontro de informações entre o produtor responsável pelo som e a equipe da Polícia Militar acabou atrasando e, posteriormente, impedindo a apresentação do último artista previsto na programação. Nesse caso, o cantor da terra Diego Silva. Ele aguardava há anos por uma oportunidade de se apresentar em um grande evento público na cidade natal.
Visivelmente exaltado, Silva subiu ao palco e fez um desabafo depois de ter a apresentação frustrada. “Tô desde 4h30 da manhã esperando. Cada um tem que cumprir seu horário. Eu não vou aguentar mais. Isso é uma pouco vergonha. Eu, que sou filho de Caturama, me botaram pra cantar no final da festa. Eu não saí de São Paulo pra vim aqui passar vergonha não. Vou denunciar no Ministério Público”, disparou.
Diego chegou a atribuir a culpa pelo ocorrido à gestão municipal, direcionando sua insatisfação ao gestor do município. Apesar dos protestos, ficou confirmado que não houve interferência direta do prefeito ou da gestão e que tudo se tratou de uma falha de comunicação entre os envolvidos na produção do evento e a segurança.
Em seguida, o cantor se reuniu com o prefeito e com o secretário de Cultura, momento em que pediu desculpas publicamente, reconhecendo que a situação foi um mal-entendido.
O artista também utilizou as redes sociais para se retratar. “Houve um desentendimento. Falei na hora da raiva, mas a gente conversou e viu onde estava o erro. Já foi tudo acertado. Peço desculpas publicamente”, destacou.
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste O município de Livramento de Nossa Senhora é o maior produtor individual de maracujá do Brasil. A produção local abastece diversos mercados do país, incluindo a indústria de sucos e polpas.
Os produtos são comercializados para estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Anualmente, Livramento de Nossa Senhora alcança uma colheita superior a 44 mil toneladas da fruta.
O número expressivo é resultado de uma combinação de fatores estratégicos, entre os quais as condições climáticas favoráveis, a qualidade do solo, o investimento contínuo em sistemas de irrigação e o uso de tecnologia.
O município também se sobressai como referência nacional, respondendo por uma parcela significativa da produção e consolidando-se como polo estratégico da fruticultura brasileira.
Além de impulsionar a economia local, a cadeia produtiva do maracujá gera emprego e renda, fortalecendo o setor agrícola e contribuindo para o desenvolvimento regional.
Protagonista no agronegócio nacional, o município ainda se destaca na cultura da manga. Em 2023, a fruta registrou alta de 61,9% no valor gerado na Bahia.
A região sudoeste, impulsionada por Livramento de Nossa Senhora, teve papel decisivo no crescimento bilionário do setor, ampliando mercados e garantindo fornecimento contínuo ao longo do ano.
Foto: Freepik Uma família de Feira de Santana, portal do sertão, foi condenada pela Justiça do Trabalho ao pagamento de R$ 1.450.699,59 a uma trabalhadora doméstica que prestou serviços por 42 anos em condições consideradas análogas à escravidão. A decisão é da 5ª Vara do Trabalho do município.
A empregada, uma mulher negra que atualmente tem 59 anos, iniciou o serviço em março de 1982, aos 16 anos. Segundo o processo, ela trabalhou em período integral, sem salário, folgas ou férias registradas, e morava em um cômodo precário nos fundos da residência. A sentença descreveu a situação como uma “senzala contemporânea”.
Em sua defesa, a família alegou que a mulher “nunca foi empregada” e que foi “acolhida como 'membro da família'”, realizando atividades domésticas de forma voluntária.
Contudo, a perícia grafotécnica confirmou a autenticidade da assinatura da patroa na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) da trabalhadora, assinada em 2004. Os recolhimentos previdenciários foram realizados até novembro de 2009.
O juiz Diego Alirio Sabino, autor da sentença, destacou que a anotação na CTPS e as contribuições previdenciárias “desnudaram a fantasiosa alegação de que ela teria sido acolhida como 'membro da família'”. O magistrado ressaltou que testemunhas confirmaram a condição de empregada e que ela recebia “pequenos auxílios financeiros com o objetivo de dissimular a relação de emprego”.
A condenação, que ainda está sujeita a recurso, inclui o pagamento de salários de todo o período, férias, FGTS e uma indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil. A sentença também determinou a anotação da admissão na CTPS com data retroativa a 1º de março de 1982.
O magistrado observou em sua decisão que a trabalhadora, que não concluiu os estudos, permaneceu na casa em uma condição que remonta a expressões históricas de dependência. “Ela tornou-se assim uma jovem negra 'agregada' e 'vivendo de favor' na casa”, primeiro em Santo Antônio de Jesus, depois em Feira de Santana, condição mantida por mais de quatro décadas. A sentença foi publicada em janeiro de 2026.
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Na noite deste domingo (25), por volta de 18h, uma guarnição da 28ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foi acionada para atender a uma ocorrência de tentativa de homicídio na região de Malhada de Areia, na zona rural de Oliveira dos Brejinhos, na região oeste a Bahia.
No local, segundo informou a 28ª CIPM ao site Achei Sudoeste, um homem foi encontrado ferido por disparos de arma de fogo, sendo imediatamente socorrido por uma equipe do Samu 192.
Durante diligências, a guarnição realizou buscas em um imóvel indicado, onde possivelmente o autor poderia estar.
Nele, apreendeu duas armas de fogo de fabricação caseira, além de materiais utilizados para recarga. No entanto, o autor não foi encontrado.
Os materiais apreendidos serão apresentados na Delegacia Territorial de Oliveira dos Brejinhos para adoção das medidas legais cabíveis.
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste A 38ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) atendeu na madrugada de sábado (24) uma ocorrência de desentendimento entre casal no Bairro São Gotardo, em Bom Jesus da Lapa, na região oeste da Bahia.
A guarnição foi acionada para averiguar uma situação inicialmente relacionada à Lei Maria da Penha.
No local, a solicitante relatou que houve apenas um desentendimento verbal, motivado por ciúmes, sem registro de agressão física.
Visando preservar a integridade das partes e evitar o agravamento da situação, a equipe policial prestou o devido apoio, conduzindo a solicitante até a residência de um familiar.
A ocorrência foi acompanhada e orientada pela guarnição, não havendo necessidade de adoção de outras medidas legais naquele momento.
Já na tarde do sábado, a 38ª CIPM atendeu uma ocorrência de desentendimento familiar no Bairro João Paulo II. Por volta de 17h50, a guarnição averiguou uma possível briga de casal na Rua São José.
No local, os policiais constataram que a situação envolvia um desentendimento entre ex-companheiros. Segundo informações apuradas, a solicitante teria adentrado na residência do ex-companheiro com a intenção de retirar seus filhos, momento em que houve o conflito.
A guarnição interveio de forma imediata, conseguindo acalmar os ânimos e restabelecer a ordem, evitando a escalada da situação. O caso foi resolvido no local, não havendo necessidade de condução das partes.
O morador informou ter sofrido danos materiais, optando por buscar as providências legais cabíveis posteriormente junto à Polícia Civil.
No mesmo dia, a PM também atendou outra ocorrência de violência doméstica, desta vez no Bairro Maravilha II. Por volta de 09h30, a guarnição foi acionada para averiguar uma denúncia de agressão na Rua Joana Angélica.
No local, os policiais constataram a veracidade da informação, identificando como autor um homem de 43 anos e como vítimas uma mulher de 47 anos e sua filha, de 24 anos. Ambas teriam sido agredidas fisicamente em via pública.
Diante dos fatos e da materialidade apresentada, o autor e as vítimas foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.
Foto: Reprodução/Correio 24h A morte do cantor de pagode Leandro Pereira Afonso de Souza, conhecido como Leozinho, causou forte comoção entre amigos, familiares e fãs.
O músico foi baleado durante um assalto na noite de sexta-feira (23), no bairro do Cachambi, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Leozinho chegou a passar por cirurgia no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, para onde foi levado após ser socorrido por moradores.
Apesar dos esforços da equipe médica, ele morreu na unidade. O cantor deixa a esposa e dois filhos, de 17 e 5 anos.
De acordo com relatos de testemunhas, o cantor havia acabado de descer de um carro de aplicativo, acompanhado de uma mulher, na Rua Basílio de Brito, quando foi abordado por criminosos.
Conforme publicou o Correio 24h, ele teria reagido ao assalto e acabou atingido por três disparos - dois na perna e um na axila. Após os tiros, os suspeitos fugiram.
A Polícia Civil informou que os autores do crime seriam dois homens que, momentos antes, haviam roubado uma motocicleta e passaram a cometer assaltos contra pedestres na região.
A Polícia Militar, por meio do 3º BPM (Méier), confirmou que foi acionada para uma ocorrência de roubo no local, mas, ao chegar, a vítima já havia sido levada ao hospital.
O caso foi registrado inicialmente na 23ª DP (Méier) e encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que ficará responsável pela investigação.
Foto: Filipe Conceição/Polícia Civil Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o delegado coordenador da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin), Roberto Júnior, apresentou o cronograma de atuação da Polícia Civil nas cidades onde haverá circuito de carnaval no interior da Bahia.
Júnior detalhou que, nos municípios com maior movimento de foliões, a Polícia Civil estará presente em escala extra. Todo efetivo estará mobilizado em prol das festividades.
Além disso, os Grupos de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Gatti/Sudoeste) de cada Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin) estarão de prontidão como suporte à segurança pública. “Na Dirpin, nós teremos uma equipe à disposição de todo sudoeste”, apontou.
O delegado afirmou ainda que a estrutura está totalmente montada para garantir a ordem e a segurança dos foliões durante as festas de carnaval no interior do estado.
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) determinou, na sexta-feira (23), a suspensão do Pregão Eletrônico nº 001/2026, destinado à contratação de um sistema estruturado de ensino para a rede municipal em Licínio de Almeida.
Na decisão cautelar, o conselheiro relator Nelson Pellegrino acolheu a denúncia apresentada pelo cidadão Dennison Guimarães dos Santos.
O certame, previsto para ocorrer nesta terça-feira (27), visava o registro de preços para fornecimento de materiais didáticos impressos, recursos digitais e serviços educacionais. Na análise, o relator apontou indícios de irregularidades no edital, as quais poderiam comprometer a competitividade do processo licitatório e ferir princípios da administração pública, como a legalidade, a isonomia e o julgamento objetivo.
O risco de dano e a probabilidade do direito caracterizaram requisitos necessários para concessão da medida cautelar.
Apesar da suspensão, o TCM autorizou a Prefeitura de Licínio de Almeida a promover a retificação do edital, desde que as cláusulas questionadas sejam devidamente justificadas.
A secretária municipal de educação, Karla Mychely Teles de Miranda Santana, e o agente de contratação, Éden Rodrigues Baleeiro, foram notificados para apresentação de defesa no prazo de 20 dias.
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste O delegado coordenador da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin), Roberto Júnior, falou ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar sobre os investimentos do Governo do Estado para o sudoeste baiano em 2026.
Ele assegurou que a unidade tem sido agraciada com viaturas e armamentos e se estruturado com ferramentas de inteligência que antes só existiam na capital.
Hoje, todas as Coordenadorias de Polícia da região contam com núcleos de interceptação de dados. “Eu acredito e nós trabalhamos com planejamento para que em 2026 a gente consiga alcançar uma redução maior ainda nos números da criminalidade”, destacou.
Segundo o diretor, em média, mais de 80% das mortes violentas no estado da Bahia são provocadas pelo tráfico de drogas, que também está associado aos crimes de lavagem de dinheiro e de comércio de armas.
Consciente dessa realidade, o delegado apontou que é preciso entender o fenômeno da violência dentro dos próprios lares. “A gente precisa orientar nossas crianças, nossos jovens, nossos adolescentes. Eles necessitam de uma formação religiosa, seja ela qual for. Tem que ter as famílias estruturadas. Esse é o primeiro passo para acabarmos realmente com os índices de violência”, opinou.
Aliado a esse entendimento, Júnior avaliou que a polícia precisa agir com rigor. Para isso, o governo tem investido no aparelhamento das coordenadorias.
No início do ano, cada unidade da Polícia Civil na Bahia recebeu um drone, uma delegacia móvel e viaturas descaracterizadas. Também está prevista a realização de um novo concurso público para a área a fim de reforçar o efetivo policial civil no estado. “Os investimentos não param”, garantiu.
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste Dados da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin) revelaram uma redução nos índices de criminalidade na região sudoeste da Bahia, no ano de 2025.
Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o delegado Roberto Júnior, diretor regional da Dirpin, destacou que o balanço do ano passado foi bastante positivo.
Em 2025, a unidade passou a abranger apenas a região sudoeste, o que, segundo o delegado, contribuiu para a melhoria dos números. “Tivemos uma redução dos homicídios na taxa de 23%”, informou.
O delegado disse ainda que 58% dos homicídios em toda região sudoeste, que abrange 94 municípios e 5 grandes coordenadorias regionais da Polícia Civil (Vitória da Conquista, Jequié, Itapetinga, Brumado e Guanambi), foram elucidados. “Nós registramos 339 homicídios, dos quais 197 foram elucidados pela Polícia Civil”, apontou.
Além disso, foram deflagradas no período 112 operações, efetuadas 661 prisões e retiradas de circulação 212 armas de fogo e quase 400 kg de drogas.
Pela primeira vez na história da Polícia Civil, Júnior afirmou que as investigações passaram a alcançar o braço financeiro das organizações criminosas. “Só na região sudoeste, nós apreendemos, entre dinheiro em espécie e veículos em posse de criminosos, o valor de R$ 15 milhões. É um balanço altamente positivo”, avaliou.
Com relação a 2024, a redução da criminalidade na Bahia foi de 16%. Para 2026, o delegado assegurou que o planejamento da Polícia Civil buscará diminuir ainda mais os índices da violência na região e no estado. “Trabalhamos com planejamento para que em 2026 a gente consiga alcançar uma redução maior ainda”, salientou.
Foto: André Souza/Bahia.ba O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), colocou em xeque o futuro dos eventos juninos dos municípios baianos para os próximos anos. Segundo o gestor, os aumentos constantes nos custos para realização dos festejos devem se tornar um problema a médio prazo, dificultando a contratação de artistas e impactando o turismo e economia das cidades do interior.
De acordo com Cocá, os custos para realização da festa ficou até dez vezes mais caro em um intervalo de apenas cinco anos. “O São João começou com um custo e hoje está dez vezes mais caro do que há cinco ou seis anos. Os municípios de pequeno porte não estão conseguindo ter condições de realizar mais festas, ao mesmo tempo em que a população busca por este tipo de entretenimento”, afirmou ao Bahia.ba.
Na opinião do gestor, a situação é preocupante e pode afetar uma das festas mais tradicionais do Nordeste. “Do jeito que as coisas estão, em até três anos nenhum município baiano conseguirá ter condições de realizar a festa. Se este ano for igual ao ano passado, os custos devem aumentar em cerca de R$ 5 milhões. Antigamente, com R$ 200 mil você fazia um São João razoável. Hoje, com esse valor, não se contrata nem a produção sonora para o palco”, completa.
Por conta do cenário, Cocá defende uma discussão ampla sobre o tema, a fim de garantir os tradicionais festejos juninos do interior baiano. “Essa pauta precisa ser discutida entre os prefeitos, já que também há uma necessidade dos municípios em diminuírem as despesas. Então, é importante que tenhamos uma festa bem feita, de maneira que tenhamos condições de pagar por ela”, explicou.
A pauta foi endossada pelo prefeito de Andaraí e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso (PSB).
De acordo com ele, o cenário ideal seria criar um tabelamento de preços. “Precisamos ir atrás de uma reunião com o Ministério Público, com o TCM e outros órgãos, para alinhar. Talvez, criar uma tabela para os municípios, principalmente aqueles mais pequenos. Acho que está na hora de tabelar”, disse.
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Um homem foi preso na noite deste sábado (24), após ser flagrado com uma arma de fogo e entorpecentes durante uma ação da Rondesp no bairro Vale Verde, em Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia.
Segundo informou a corporação ao site Achei Sudoeste, a ocorrência foi registrada por volta das 23h, quando os policiais abordaram um indivíduo que conduzia uma motocicleta com a placa dobrada, o que dificultava a identificação do veículo.
Os militares encontraram com o homem, um revólver calibre .32, com numeração danificada. Além da arma, foi apreendida uma pochete contendo porções de maconha e pinos de cocaína, além de um aparelho celular e a quantia de R$ 3,85 em dinheiro.
O suspeito foi conduzido, juntamente com todo o material apreendido, para a 24ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Bom Jesus da Lapa, onde a ocorrência foi registrada.
Foto: Divulgação/Polícia Militar Seis suspeitos morreram na madrugada deste domingo (25) após uma troca de tiros com militares na zona rural de Itajuípe, no sul da Bahia. Nenhum policial ficou ferido.
Conforme a Polícia Militar, agentes da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE) Cacaueira, em apoio ao 15° Batalhão da PM de Itabuna, realizavam patrulhamento na região para o cumprimento da Ordem de Policiamento Ostensivo (OPO).
Durante a ação, indivíduos em atitude suspeita teriam atirado contra os militares, que revidaram. Após o confronto, seis homens foram socorridos e encaminhados para um hospital, mas não resistiram aos ferimentos.
Com os suspeitos, foram apreendidos dois fuzis, sendo um deles equipado com magnificador (luneta) para disparos a longa distância, uma espingarda calibre 12, uma submetralhadora, uma pistola, um revólver, além de drogas, munições e um drone.
Todo o material foi recolhido e apresentado à Polícia Judiciária para a adoção das medidas legais cabíveis.
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste A Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), divulgou nota, na sexta-feira (23), manifestando repúdio a ataques direcionados aos juízes Adriana Silveira Bastos e Guilherme Lopes Athayde, após atuação em um processo judicial ocorrido no município de Guanambi.
Segundo a entidade, os magistrados foram alvo de ofensas públicas feitas pelo advogado Eunadson Donato de Barros condenado em ação civil pública por ato de improbidade administrativa.
A Justiça determinou a Donato, que é procurador do Município de Guanambi, o ressarcimento no valor de R$ 325.852,66; perda da função pública, consistente no cargo de professor que atualmente ocupa junto à Universidade do Estado da Bahia (Uneb); suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 10 anos; pagamento de multa civil no valor equivalente ao valor do acréscimo patrimonial indevidamente auferido, ou seja, R$ 325.852,66, a ser revertida em favor dos entes públicos lesado; proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos.
De acordo com a AMAB, os ataques configuram uma afronta direta à dignidade da Magistratura e à independência do Poder Judiciário.
A associação destacou que a atuação dos juízes foi pautada na técnica jurídica, nas disposições legais e nas provas constantes nos autos, o que resultou na procedência da ação e na condenação do réu.
Na nota, a entidade ressalta que eventuais discordâncias quanto ao teor das decisões judiciais devem ser questionadas pelos meios legais previstos no ordenamento jurídico, como os recursos cabíveis, e não por meio de ofensas pessoais ou tentativas de desqualificação pública dos magistrados.
A AMAB também enfatizou que ataques dirigidos a membros da Magistratura representam, de forma mais ampla, ataques ao próprio Poder Judiciário e ao Estado Democrático de Direito.
A associação afirmou que não tolerará condutas que busquem macular a honra e a imagem de juízes no exercício de suas funções constitucionais.
Foto: Divulgação/Polícia Civil Dois homens, de 28 e 30 anos, foram presos em flagrante, na quarta-feira (22), no Centro de Jequié, durante uma ação da Polícia Civil que impediu a formalização de uma procuração bancária com uso de documento falso. A tentativa de fraude foi identificada no Tabelionato de Notas do município.
De acordo com a ocorrência, prepostos do cartório desconfiaram da autenticidade do documento de identidade apresentado por um dos suspeitos, que pretendia lavrar uma procuração para fins bancários.
Diante da situação, a Polícia Civil foi acionada, e equipes se deslocaram imediatamente ao local para averiguação.
Durante a abordagem, os dois homens apresentaram documentos pessoais. Após verificação, foi constatado que um dos documentos era falso e estava sendo utilizado com o objetivo de acessar uma conta bancária em nome de um terceiro.
Ao ser questionado, um dos suspeitos confessou que recebeu uma quantia em dinheiro para utilizar o documento falsificado na tentativa de formalizar a procuração.
Os dois homens foram presos em flagrante e conduzidos à Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Jequié, unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC).
Eles foram autuados pelos crimes de uso de documento falso e associação criminosa. O material apreendido foi encaminhado para os procedimentos legais.
Oitivas e diligências seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do fato.
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar as políticas públicas de combate à poluição sonora e à perturbação do sossego no município de Brumado.
Segundo informou o MP-BA ao site Achei Sudoeste, a medida foi adotada após o registro de reclamações da população ao longo dos últimos anos, indicando falhas na fiscalização e repressão desse tipo de infração.
De acordo com o MP-BA, a poluição sonora tem sido constatada de forma recorrente em diferentes pontos da cidade, envolvendo residências, estabelecimentos comerciais, locais de lazer e eventos, o que tem comprometido o direito ao sossego e ao meio ambiente equilibrado.
O MP-B destaca que a exposição contínua a níveis elevados de ruído pode provocar danos à saúde, como estresse, insônia e perda auditiva, afetando diretamente a qualidade de vida da população.
O procedimento foi instaurado de ofício e tem como objetivo avaliar a eficácia das ações adotadas tanto pelo município quanto pelo Estado no enfrentamento do problema.
A investigação busca identificar eventuais deficiências na estrutura de fiscalização, no cumprimento da legislação ambiental e urbanística e na aplicação de sanções aos infratores.
Como parte das primeiras diligências, o Ministério Público determinou o envio de ofícios ao prefeito de Brumado, Fabrício Abrantes (Avante), à Procuradoria-Geral do Município e à Secretaria Municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, além de representantes da Polícia Militar e da Polícia Civil, para que tomem ciência da instauração do procedimento.
O MP-BA requisitou que a Prefeitura apresente, no prazo de 30 dias, informações detalhadas sobre a legislação municipal relacionada à poluição sonora, a estrutura de fiscalização disponível, o número de denúncias registradas entre 2023 e 2025, além de dados sobre autuações, multas aplicadas e eventuais planos de ação para o enfrentamento do problema.
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Na noite desta quinta-feira (22), durante a intensificação do policiamento tático na cidade de Bom Jesus da Lapa, na região oeste da Bahia, a guarnição da Rondesp Meio Oeste, avistou um indivíduo que, ao perceber a aproximação da equipe policial, demonstrou nervosismo acentuado e tentou fugir do local.
Diante da atitude suspeita, foi realizada abordagem e, após consulta aos sistemas oficiais, constatou-se a existência de um mandado de prisão em aberto em desfavor do indivíduo, expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO).
Ele é foragido da Justiça pelos crimes de estupro e roubo. O suspeito foi conduzido e apresentado à autoridade competente para adoção das medidas legais cabíveis.
Foto: Divulgação/Polícia Civil Um homem de 35 anos teve o mandado de prisão cumprido, nesta quarta-feira (21), em Jequié, pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), pelo crime de descumprimento de Medida Protetiva de Urgência (MPU) em favor de sua ex-companheira, de 37 anos.
A medida protetiva havia sido concedida em razão dos crimes de perseguição, injúria e tentativa de violação de domicílio. O descumprimento ocorreu nos bairros Campo do América e Joaquim Romão, onde o investigado teria desrespeitado a decisão judicial.
O homem se apresentou espontaneamente na unidade policial, acompanhado de seu advogado, passou pelos exames legais e segue custodiado à disposição da Justiça.
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Na cidade de Riacho de Santana, Reginaldo da Silva Alves ajuizou ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) em desfavor de Cleunice Lopes da Cruz e Rosana Maria da Silva, candidatas ao cargo de vereador pela Federação Brasil da Esperança, nas eleições de 2024, alegando fraude na cota de gênero.
Na denúncia, sustentou que Rosana Maria teria sido lançada como candidata fictícia com o único propósito de preencher formalmente o percentual mínimo de candidaturas femininas exigido, viabilizando, com isso, a candidatura e a consequente eleição da candidata Cleunice Lopes da Cruz.
Alegou que Rosana Maria é irmã do presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) e que sua candidatura se revelou inautêntica, apresentando os seguintes indícios: votação ínfima (dezesseis votos), ausência de atos efetivos de campanha, movimentação financeira inexpressiva (R$ 900,00) e padrão de prestação de contas semelhante a outros candidatos da chapa.
Acrescentou ainda que não houve repasse de recursos do Fundo Partidário à candidata e que os materiais de campanha e as postagens em redes sociais foram produzidos sem nenhum lastro de autenticidade.
O Juízo da 113ª Zona Eleitoral reconheceu a ilegitimidade passiva de Rosana Maria da Silva, por não ocupar mandato eletivo e julgou improcedente a ação em relação à vereadora Cleunice Lopes da Cruz, a Nice, vice-presidente da Câmara Municipal, ao fundamento de inexistirem provas robustas da alegada fraude.
Contra essa decisão Reginaldo da Silva Alves interpôs recurso eleitoral, sustentando que a sentença desconsiderou o conjunto probatório e incorreu em erro de valoração das provas.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) negou provimento ao recurso eleitoral, assentando que, embora a candidata Rosana Maria tivesse obtido votação inexpressiva e movimentação financeira baixa, havia prova suficiente de sua atuação em campanha.
Assentou, ainda, que a alegação de imprestabilidade das provas não se sustentava diante da ausência de argumentos ou elementos que comprometessem sua autenticidade.
Em sua decisão, o ministro Antônio Carlos Ferreira, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destacou que, ainda que se identifiquem nos autos traços formais que, em tese, poderiam ensejar suspeita sobre a veracidade da candidatura, a leitura integrada do conjunto probatório, à luz do contraditório e das provas produzidas pelas partes, conduz à seguinte conclusão: a candidata feminina efetivamente registou movimentação financeira, produziu material de campanha e promoveu sua candidatura, o que contradiz fortemente a existência de fraude na cota de gênero apontada na inicial. “Para modificar a conclusão a que chegou o TRE/BA seria necessário, por certo, o revolvimento de fatos e prova, o que é vedado, nesta instância especial, nos termos do Enunciado nº 24 da Súmula do TSE. Ante o exposto, com base no art. 36, § 6º, do Regimento Interno do Tribunal Superior Eleitoral, nego seguimento ao agravo em recurso especial”, sentenciou.
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) e divulgadas pelo Fantástico, da Rede Globo, no último domingo (18), mostram um assessor parlamentar e um empresário comemorando a chegada de recursos públicos ao município de Ibipitanga. “Ibipitanga tá cheia da ‘platita’”, diz o empresário Evandro Baldino sobre repasses ligados a emendas destinadas aos municípios de Ibipitanga, Paratinga e Boquira.
Para os investigadores, o conteúdo das conversas indica um esquema de desvio de verbas de emendas parlamentares investigado na Operação Overclean, que apura fraudes em obras financiadas com dinheiro federal.
Os diálogos foram encontrados no celular de Marcelo Gomes, assessor do deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), apreendido pela PF em junho do ano passado. Nas mensagens, ele conversa com Baldino.
Em um momento, Baldino pergunta se o dinheiro já havia “caído”, em referência ao repasse dos recursos. Para a Polícia Federal, as mensagens indicam a atuação de intermediários na liberação e no possível desvio das verbas.
Segundo a investigação, somente para esses três municípios, as emendas somam mais de R$ 25 milhões: cerca de R$ 4 milhões para Boquira, quase R$ 13 milhões para Ibipitanga e pouco mais de R$ 8 milhões para Paratinga.
A PF aponta que as conversas tratam de valores, formas de pagamento (incluindo transferências via Pix) e da divisão dos recursos. Em um dos diálogos, Baldino menciona: “Alan Boquira 40.000”, valor que, segundo os investigadores, pode indicar pagamento indevido relacionado às emendas.
A Operação Overclean chegou à nona fase na semana passada. Por ordem do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado Félix Mendonça Júnior em Brasília e na Bahia, além do bloqueio de R$ 24 milhões em contas associadas aos suspeitos.
Em nota, o deputado afirmou que nunca negociou a execução de emendas parlamentares, nem indicou empresas para a realização de obras, e disse que colabora com as investigações.
O Fantástico acompanha o caso desde dezembro de 2024 e percorreu mais de 2.500 quilômetros em três estados do Nordeste. A reportagem encontrou obras paradas ou inexistentes, relatos de direcionamento de licitações e trabalhadores que dizem ter levado calote de empresas contratadas com recursos federais.
As investigações seguem sob sigilo parcial no STF, e novos desdobramentos não são descartados.
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Nesta quinta-feira (22), por volta de 7h45, a 38ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foi acionada para averiguar uma ocorrência de encontro de corpo no centro da cidade de Bom Jesus da Lapa, na região oeste da Bahia.
No local indicado, a guarnição constatou que a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) já se encontrava presente, sendo confirmado o óbito de um homem de 72 anos.
Após a adoção das providências iniciais e preservação do local, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi devidamente acionado para realização dos procedimentos periciais. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Bom Jesus da Lapa.
A Polícia Civil também acompanhou a ocorrência para as medidas legais cabíveis.
A 38ª CIPM atuou garantindo a segurança da cena e prestando apoio aos demais órgãos envolvidos.
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Na tarde da última terça-feira (20), por volta de 18h, um veículo com registro de apropriação indébita foi apreendido na cidade de Tanhaçu. Policiais militares abordaram um veículo Etios prata na Rua Joana Angélica, bem no centro municipal.
Após consulta aos sistemas oficiais, a PM constatou que o veículo tinha uma ocorrência de apropriação indébita registrada em 2017. O carro havia sido alugado no Rio de Janeiro.
Um jovem de 28 anos estava em posse do veículo. Ele foi conduzido para a Delegacia Territorial de Brumado, onde foram adotadas as medidas cabíveis.
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste Reconhecimento oficial publicado nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União confirma situação de emergência em Presidente Jânio Quadros e Tanhaçu, no sudoeste baiano. A decisão do Governo Federal ocorre após avaliação da Defesa Civil Nacional e leva em conta os impactos da estiagem prolongada que atinge a região e compromete o abastecimento e a rotina da população.
Com a medida, as prefeituras passam a ter acesso a recursos federais para ações emergenciais de defesa civil. Entre as iniciativas previstas estão a compra de cestas básicas, água mineral, refeições para trabalhadores e voluntários, além de kits de higiene, limpeza e dormitório destinados às famílias mais afetadas pela seca.
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), os pedidos de apoio financeiro devem ser enviados pelas administrações municipais por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres. Cada solicitação precisa apresentar um plano de trabalho detalhando as ações e os valores necessários.
Após o envio, técnicos da Defesa Civil Nacional analisam as propostas, avaliam metas e custos e, em caso de aprovação, autorizam a liberação dos recursos. O processo é finalizado com a publicação de uma nova portaria no Diário Oficial da União, formalizando o repasse e permitindo o início das ações de enfrentamento à estiagem.
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) indeferiu o pedido de medida cautelar que tinha por objetivo suspender contratações terceirizadas na rede municipal de ensino de Jussiape.
A decisão monocrática foi proferida pelo conselheiro Ronaldo Nascimento de Sant’Anna na última segunda-feira (19).
A denúncia, apresentada pela Auditoria Pública Cidadã Baiana e pela APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia contra o prefeito José Santos Luz, questionava o Contrato nº 058/2025, firmado com a empresa Sertel Serviços Terceirizados LTDA, no valor de R$ 11,45 milhões.
Este previa a contratação de profissionais para diversas funções, incluindo auxiliar de classe e monitor escolar.
Os denunciantes alegaram que essas atividades estariam diretamente ligadas à atividade-fim da educação básica e não poderiam ser terceirizadas.
Além disso, apontaram suspeita de uso irregular de recursos da parcela de 70% do Fundeb para pagamento dos serviços.
Em caráter liminar, os órgãos solicitaram a suspensão de novas contratações nessas funções. Em sua defesa, o prefeito informou que o contrato havia sido rescindido em 31 de julho de 2025.
Na avaliação do relator do processo, o fato tornou o pedido cautelar sem objeto e anulou requisitos para a concessão da medida de urgência.
Na decisão, o TCM destacou que o indeferimento da liminar não representa análise definitiva do caso.
A denúncia seguirá em tramitação para exame do mérito e o gestor municipal foi notificado para apresentar defesa no prazo de 20 dias.
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Em Guanambi, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizou Ação Civil por ato de improbidade administrativa, com pedido de ressarcimento ao erário, em face do advogado Eunadson Donato de Barros.
De acordo com Procedimento Preparatório de Inquérito Civil, o réu praticou atos de improbidade administrativa consistentes na acumulação ilícita e remunerada de cargos, empregos e funções públicas.
Na condição de servidor público efetivo da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), no cargo de Professor Auxiliar Nível A, submetido ao regime de 40 horas semanais, o MP-BA aponta que o mesmo acumulou, de forma dolosa e ilegal, outros vínculos com a Administração Pública.
O órgão considerou que ele exerceu, concomitantemente ao cargo de professor, as funções de Assessor Jurídico na Câmara Municipal de Palmas de Monte Alto, mediante nomeação para cargo em comissão, no período compreendido entre 04/01/2017 e 05/02/2019, e, ademais, o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Candiba, entre 12/05/2017 e 07/01/2019, ambos com jornadas previstas de 40 horas semanais.
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste Após a instauração de procedimento investigatório para apurar a ilicitude, o acionado foi exonerado dos cargos comissionados e contratado para exercer as mesmas funções nos referidos entes municipais, desta vez por intermédio de sua pessoa jurídica unipessoal, por meio de procedimentos de inexigibilidade de licitação.
Durante o curso das investigações, verificou-se a existência de um quarto vínculo com o Poder Público, consistente na contratação de sua pessoa jurídica pela Câmara de Vereadores de Itambé.
De acordo com sentença publicada em 3 de dezembro de 2025 e obtida pelo site Achei Sudoeste, nesta quarta-feira (20), o juiz Guilherme Lopes julgou procedente a pretensão deduzida na inicial para reconhecer a prática dos atos de improbidade administrativa e, por conseguinte, condenar o réu, nas seguintes sanções: ressarcimento integral do dano causado ao erário, no montante de R$ 325.852,66, correspondente à totalidade dos valores recebidos em decorrência dos vínculos ilícitos mantidos com a Prefeitura Municipal de Candiba e com a Câmara de Vereadores de Itambé; perda da função pública, consistente no cargo de Professor que atualmente ocupa junto à Uneb; suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 10 anos; pagamento de multa civil no valor equivalente ao valor do acréscimo patrimonial indevidamente auferido, ou seja, R$ 325.852,66, a ser revertida em favor dos entes públicos lesado; proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos.
Atualmente, Eunadson Donato é procurador do Município de Guanambi e já foi coordenador do Curso de Direito, da Uneb, em Brumado.
Procurado por nossa reportagem, o advogado ficou de se posicionar, mas nenhuma nota foi enviada até o fechamento desta matéria.