Em 2022, IPVA deve aumentar devido à produção e combustíveis

28 Set 2021 - 15:30h

Além dos sustos quase constantes com os aumentos dos combustíveis, onde sair com o tanque cheio é uma realidade distante, os baianos que se planejam para conquistar o carro próprio precisarão coçar um pouco mais o bolso. As subidas de preço da gasolina e do etanol devem ajudar a puxar para cima o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no próximo ano. De acordo com o Tribuna da Bahia, a alíquota varia de acordo com o Estado onde o proprietário reside e é calculada tomando como base o valor médio do veículo fornecido pela tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Em 2021, a Bahia determinou um percentual de 2,5% para carros. Por exemplo: se o cidadão resolver comprar uma Saveiro Cross (Volksvagen) zero quilômetro, cujo valor da tabela FIPE é de R$ 104 mil, o IPVA a pagar é de R$ 2.600; se o pagamento for à vista, há 10% de desconto, deixando o valor em R$ 2.340. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), o fator determinante para a subida do imposto é a forte queda sofrida na produção de automóveis, consequência do cenário de pandemia, quando o desempenho encolheu em quase 32%; embora a entidade acredite numa recuperação, a cautela ainda norteia o discurso. “Nunca foi tão difícil projetar os resultados de um ano, pois temos uma forte neblina à nossa frente”, justificou Luiz Carlos Moraes, presidente da ANFAVEA, que vê uma retomada da economia ainda muito lenta, por conta do ritmo de vacinação. “Some-se a isso a pressão de custos, as necessidades urgentes de reformas e surpresas desagradáveis, como o aumento do ICMS paulista”, disse Moraes. Com a produção ainda em ritmo lento e sem acompanhar a demanda reprimida, os automóveis acabam sendo valorizados a ponto de haver fila de espera para alguns modelos, contribuindo para a subida nos preços. A depender do ano de fabricação do carro, o condutor não precisa pagar o IPVA. Na Bahia e em mais catorze estados, quem tem um veículo comprado há mais de quinze anos recebe a isenção. Uma pesquisa conduzida pela plataforma WebMotors revelou que 68% dos consumidores consultados pretendiam comprar um carro usado, contra apenas 16% que desejavam adquirir um automóvel zerado, atraídos pelos preços mais reduzidos e condições de financiamento: em Salvador, um grande shopping de veículos de segunda mão anuncia taxas de até 0,75% no fechamento do contrato. Para o setor, o consumidor ainda deve repensar bastante suas escolhas e investimentos, com as incertezas que ainda norteiam a economia. “O consumo das famílias, que em 2020 representava 63% do Produto Interno Bruto (PIB), está em queda há cinco trimestres”, afirmou Vera Martins da Silva, economista e doutora pela FEA-USP, em análise para a FIPE, elencando a taxa de desocupação e desalento no mercado de trabalho e o aumento generalizado de produtos para o adiamento de novas aquisições.

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