Quem busca atendimento no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) em Brumado já sabe: é preciso chegar desde a madrugada para conseguir um lugar na fila. Mas ainda assim, mesmo chegando cedo, as centenas de pessoas que comparecem ao SAC todos os dias sabem que estar na fila não é garantia de atendimento. A quantidade limite é 120, número da cota de atendimento diário que a unidade faz. No início da manhã desta sexta-feira (06), a reportagem do site Brumado Notícias acompanhou o drama de famílias inteiras que se deslocam de municípios circunvizinhos a fim de providenciarem suas documentações através do SAC em Brumado. A dona de casa Sandra Rodrigues, da cidade de Livramento de Nossa Senhora, chegou ao local com seus dois filhos às 5 horas da manhã. Mesmo chegando cedo, a família faz parte do grupo que não será atendido. “Acordamos antes das 4 horas e chegamos às 5 achando que tinha chegado cedo, mas a fila já estava grande e acabamos ficando sem a senha”, disse Rodrigues, que tenta sem sucesso pela segunda vez fazer os documentos de identidade dos filhos. A situação de Samuel Farias, também livramentense, é ainda pior. Já compareceu quatro vezes à unidade e continua sem conseguir a desejada senha de atendimento. Mas Lizete Silva, conterrânea dos outros entrevistados e que chegou ao SAC às 2 horas da madrugada, explicou porque está sendo difícil conseguir atendimento. “Existem pessoas vendendo lugar na fila. Dependendo do lugar onde a pessoa esteja o valor pode variar entre R$ 20 ou R$ 30”, denunciou Lizete, que considera tal ação desonesta e injusta. “Quem fica guardando o lugar não está precisando do atendimento e atrapalha a vida de quem está necessitando ser atendido”, completou a dona de casa. Sabendo da situação, os populares não atendidos até apelaram para que a Polícia faça ronda no local durante a madrugada, a fim de inibir a ação dos vendedores de fila.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Judson Almeida de Souza, 17 anos, disparou contra os joalheiros e morreu em confronto com a polícia. (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias). A quadrilha que assaltou uma joalheria na manhã deste sábado (17), em Brumado, era formada por três menores. Judson Almeida de Souza, 17 anos, disparou contra os joalheiros e morreu em confronto com a polícia. Diego Almeida da Silva, 18 anos, e duas adolescentes de 15 anos foram apreendidas pela polícia e apresentados na delegacia, onde estão à disposição da justiça. Segundo informações obtidas pelo site Brumado Notícias, o idoso proprietário da joalheria levou uma coronhada na cabeça, mas recebeu vários pontos e já está se recuperando em casa. O filho foi atingido no braço, passou por uma cirurgia, e está em observação no Hospital Professor Magalhães Neto.
Por telefone, o delegado coordenador da 20ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), Leonardo Rabelo, falou a nossa reportagem sobre a operação conjunta entre as polícias. “Foi uma ação que partiu de intensas investigações entre os investigadores da Polícia Civil e o Núcleo de Inteligência da Polícia Militar, que buscam coibir a ação dos elementos que vinham praticando assaltos na cidade”, disse. Rabelo ainda apontou que a ação da quadrilha tinha como finalidade financiar o tráfico. “Infelizmente, a participação dos menores é uma dura realidade em nosso país e este assalto que estava sendo praticado na joalheria não era para suprir necessidades de alimento, moradia ou vestimenta. Era uma ação destinada a alimentar e afiançar o tráfico de drogas na cidade”, reforçou o delegado.
Sobre a reação da população que aplaudiu a ação da polícia, o coordenador afirmou que os policiais não ficaram envaidecidos com a iniciativa, mas entenderam que esta foi uma maneira de os populares agradecerem à polícia pela resposta diante dos inúmeros assaltos cometidos na cidade. “Mesmo com o efetivo reduzido tanto na Civil como na Militar, vamos continuar a intensificar nossas ações no combate ao crime em nossa cidade”, assegurou o delegado. A arma utilizada no roubo e as joias recuperadas pela polícia foram apresentadas na delegacia e encaminhadas à Polícia Técnica para serem periciadas.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)O vereador Weliton Lopes (PR) foi bastante enfático ao cobrar mais segurança para a cidade de Brumado. Embora tenha elogiado a realização da audiência pública da última sexta-feira (24), o parlamentar afirmou que a polícia usou a maior parte do tempo do evento para apresentar dados já conhecidos da população, sem apresentar uma proposta para solucionar o problema. “Para ser sincero, observei que as polícias tomaram conta da audiência. A polícia militar tomou 40 minutos e a polícia civil tomou mais 30 minutos e não deram oportunidade para o povo e nem para os vereadores falarem. A polícia usou a tribuna para apresentar dados que nós já vivenciamos no dia a dia e não foram apresentadas propostas para resolver a questão”, disparou Weliton. O vereador apontou em seguida que a falta de segurança também afeta a polícia militar que, segundo ele, vive em estado de guerra no município. “A polícia militar em Brumado está em estado de guerra, tanto que quando chega às 18h eles interditam a rua ao lado da Companhia. E o dono do mercadinho que foi assaltado e sofreu ameaça de morte, ele pode interditar a rua? A polícia interdita a rua deles e nós como é que ficamos? Não tivemos nenhuma proposta e a polícia veio aqui para dizer que ano passado prendeu 40 e esse ano prendeu 60. Isso para mim é pior, pois se a polícia está prendendo mais é porque estamos tendo mais violência”, finalizou o parlamentar.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Embora tenha capacidade para apenas 16 pessoas, a cadeia de Brumado chegou a 51 presos nesta segunda-feira (13). No último sábado (11), os presos serraram uma das celas e já estavam abrindo as vigas do teto da área do banho de sol para imprimir fuga, quando a ação foi interceptada pela polícia. Com o triplo da capacidade, a cadeia volta a ser alvo de preocupação para a segurança pública local. “A superlotação é um dos motivos das tentativas de fuga dos últimos dias aqui na delegacia”, comentou um policial civil.